quinta-feira, 10 de junho de 2010

Coitado do menino...


Hoje busquei os três na escola e fomos a uma festinha em um buffet. Comeram pouco e brincaram muito, sinal de aproveitamente total, para os padrões infantis, claro, comer, nessas horas, significa perder tempo de brincar!

Tinha um cantinho com diversas fantasias para meninas e meninos, o que foi um verdadeiro sucesso! Todas as meninas fantasiaram-se de Branca de Neve, para combinar com o tema da festa. Tinha também fogãozinho, panelinhas, carrinho de supermercado, bonecas, enfim, um cantinho mais "feminino".

Estou lá, fantasiando a minha filha (adivinhem do que??), quando vem um menino, no auge do seu 1o. ano de vida, uns passinhos cambaleantes e nem tão firmes assim, babá atrás "escorando" o rapaz.

Ele vai direto para o fogão, que era super legal e atraente, por assim dizer.

A babazinha, graduada sei-lá-aonde, não pensa duas vezes, já vai tirando o menino e falando:

" - Vamos, aí não pode, é de menina!"

Já me declarei nada feminista e bem mulherzinha aqui nesse blog, também lembrei do post da Roberta e fiquei meio horrorizada.

Como assim? Fiquei imaginando que o moleque deveria ter, no mínimo, um pai do tipo bem "machão", daí a gente desculpa a babá. Ou, que ela estivesse num dia daqueles sem paciência total para ficar com o menino na festa. Daí, é imperdoável.

Mas e a questão da curiosidade e a necessidade de exploração, de conhecer o mundo todinho que uma criança tem nessa idade? Comer terra, ok, mas girar os botõezinhos do fogão vai comprometer a masculinidade dele? Ou deixar a babá mais cansada?

Ah, façameofavor!

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Pedro pedreira


Lembram do Pedro? Aquele que toda hora precisava ser assoprado?

A questão é a seguinte: três semanas atrás, teve conjuntivite. O olhinho ficou liiindo, fechadinho e cheio de meleca.

Duas semanas atrás, caiu do escorregador e arranhou o nariz. In-tei-ri-nho. Também ficou um espetáculo...

E essa semana, caiu no meu quarto. Todo mundo por perto, a família inteira assistindo às artes e ao tropeço do moleque. Mas foi feio: bateu o olho na quina do banco que fica no pé da minha cama. Imaginemm a quina mais pontuda do mundo? Foi justo nessa que ele bateu!

Resultado: além da porradona, cortou bem a cima do olho, se fosse 1 centímetro para baixo, teria sido bem pior. Ou seja, o rapazinho está com o olho mega inchado e como se tivesse maquiado o olho com sombra roxa e vermelha.

Belo, não?

Vai ter que andar de capacete, joelheira e cotoveleira por aí, filho, chega de sustos!

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Formiga Atômica


Bom, eu vou contar o que está acontecendo. Caaaaalma! Não se trata de nenhuma revelação bombástica, é só uma satisfação. Ninguém me cobrou nada, mas eu acho que devo. Porque? Pelo simples motivo de eu ter TOC (nunca fui diagnosticada, mas as minhas amigas psicólogas e quem me conhece concorda e entende bem do que eu estou falando), ser perfeccionista e ter mania de organização, tudo isso no pior grau possível.

Junte uma pessoa assim, cheia de qualidades maravilhosas (eu! Eu!) com um feriado que me deixou fora de casa 5 dias, reforma no quarto dos meninos, no da Manu, no lavabo, babá saindo de férias, marido doentinho em casa, festa de filho chegando, festa junina também, uma lista de pendêncinhas que só aumenta e milhares de outras coisinhas.

Daí, eu quero arrumar todos os quartos e armários, o lavabo, ler e comentar todos os blogs que acompanho, escrever no meu, desentulhar a minha caixa de emails, fazer o meu sagrado Pilates, mas não dá! Não tá dando! E o meu defeito maior é querer fazer tudo isso na segunda feira, para depois ficar livre, afinal sempre surgem outras coisas, como o carro que resolveu pifar... Vocês, que são mães, da mesma raça que eu, me entendem, não?

E tem sempre o supermercado, os exames que o médico solicitou e logo mais, a data dos pedidos vence. E essa é uma questão importante, afinal, quero fazer tudo, abraçar e carregar o mundo e a caquética (lembram da minha lombar?) tá me gritando para parar, mas eu não consigo. Quanto mais eu tenho para fazer, mais agitada, verborrágica e hiperativa fico. E lá vem a empregada me pedir mais alguma coisa...

Ah! Também preciso decorar um chapéu de palha para a Festa Junina das crianças. Não basta ser mãe. Não basta matricular os filhos na escola. Tem que participar da decoração da festa. E daí eu inventei de pregar botõezinhos coloridos no chapéu inteiro. Lindo, não? Comecei ontem às 11 da noite. Quando eram 11:07, já estava me xingando pela brilhante idéia, mas agora vou até o fim. Inventei de costurar uns retalhinhos de flanela na calça dos meninos para a primeira apresentação deles na tal da Festa Junina. Acho que já me arrependi, mas, novamente, vou até o fim e por 2 motivos: (1) ele vão ficar liiiiiindos e (2) eu não desisto, não.

Mas, além de ficar jogando a minha “to do list” sem fim em vocês, gostaria de agradecer por todas as visitas e comentários que esse blog tem recebido. Tanta gente nova, tantas coisas legais, agradeço de coração. Mas vocês entendem que o título do blog não é à toa, né?!

Tenho lido tudo, acompanhado todos os posts novos dos blogs de vocês, adoraria participar de tantas promoções legais, mas nada está conspirando ao meu favor. O tempo está curto e o computador resolve travar, não aceitar os meus comentários, sei lá, acho que é tudo obra da caquética, que escutou direitinho o médico, e está me mandando sentar, repousar e assistir a um capítulo de Prison Break com o
meu maridinho dodoizinho em casa hoje. Coisa rara, acreditem. Vou lá!

*****

Mas queria contar, rapidinho. Só antecipar uma coisa que, com certeza, é assunto para outro post.

A Manu ganhou o quarto “de mocinha”. Ficou lindo, lindo, lindo. Delicioso, não quero sair de lá. Nem eu, ela ou os meninos, estão todos curtindo bastante essa novidade.

E agora ela dorme na caminha. Não levanta, não caiu e olha que a cama é grande e alta. E a minha filhinha fica tão pequenininha naquele camão... Tive que me desfazer de todos os lençóis de berço. Quase chorei por isso, por me dar conta de que ela cresceu, que está virando mocinha e que já vai fazer 3 anos esse mês. Ok, muita gente pode achar isso uma bobagem e dizer que ela ainda é bebê, mas quem é mãe, é mãe e sabe bem do que eu estou falando.

Hoje não resisti e deitei lá com ela de manhã. Nós 2 deitadinhas, abraçadinhas, quentinhas, ela tomando a mamadeira e fazendo cafuné no meu cabelo. Um momento delicioso.

E isso já virou praticamente um post, quando eu falei que só queria antecipar o assunto do próximo... Vou correr, quem sabe ainda dá tempo de assistir Prison Break, antes de buscar a turminha na escola e começar tudo de novo.... Mamãe Tá Ocupada!!!

(Ninguém vai comentar: “que mocinha é essa que ainda toma mamadeira???”. Eu sei, eu sei, o pediatra já falou... Mas ela gosta e pede tanto... Deve ser tão gostoso... E nos propicia momentos como o de hoje cedo. Vou cuidar disso! Mais um item para a minha lista!)

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terça-feira, 8 de junho de 2010

Da série: o meu filho preciiisa disso V


Sou muito fã dessas casinhas!! Essa então, toda moderninha, não é o máximo?

Por mim, eu teria casinha de boneca de madeira, casa da Barbie, castelinho, casa na árvore, cabaninhas mil, adoro!!

Para as mães prendadas, artistas, pacientes, cheias de tempo livre e que já contam com a ajuda dos filhotes maiorzinhos, dá até para se encher de criatividade e fazer uma bem legal. Quem criar coragem, manda as fotos e a gente encomenda casinhas personalizadas de acordo com a idade e interesse dos filhos! Já imaginaram?

Vou correr lá patentear essa idéia e abrir a minha empresa de casinhas estilosas e personalizadas. Também vou entrar em contato com decoradores e arquitetos poderosos (sogrinha, quer montar um negócio??) para dar um plus na minha empresa.

Me aguardem!

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Quase 30


Agora em junho, já começo a entrar no clima das festas da nossa família: Manu faz 3 anos no final do mês, eu e o meu marido comemoramos o nosso aniversário de casamento na mesma data.

Em julho, aniversário do maridinho e, em agosto, o meu, do Joaquim e do Pedro. É uma época muito gostosa, cheia de comemorações e presentes (quem não gosta?)!

Mas, nesse feriado, fiquei pensando no meu aniversário e no que isso está representando para mim. Ok, vou fazer 30 anos e não tem crise alguma nisso, juro!!!

Ao contrário, tenho o maior orgulho do mundo de estar a 2 meses dos 30 com uma (grande) família já constituída, a nossa vida em ordem, me sinto disposta, feliz, tudo caminhando bem, sabe?

Mas, e o que mudou? “O que é que esses 30 anos estão te representando, Camila?”, vocês podem me perguntar. E eu digo que me tornei mais leoa ainda e também pavão, do tipo que não admite que mexam com a minha cria e que adora exibi-la o tempo todo.

Adquiro maturidade e responsabilidade a cada dia, penso 4 vezes antes de fazer qualquer coisa (1 marido + 3 filhos), me acostumei a dormir bem pouco (apesar de não me conformar em nunca mais dormir 12 horas seguidas no fim de semana), adotei o look "olheiras para sempre" e muitas outras coisas.

Mas sabe o que vem me pegando? Umas “entidades”, antes bastante desconhecidas e silenciosas, mas que agora habitam o meu corpo no maior estilo arroz de festa – bicão: os primeiros a chegar, os últimos a ir embora, e “causam” o tempo todo!

Me refiro aos meus hormônios! Eu, que nunca notei a presença deles em mim, ultimamente... Socorro!! Eles têm feito verdadeiras raves mensais aqui dentro!

O físico é básico teen. As minhas 20 miligramas diárias de Roacutan não conseguem evitar uma espinha aqui, outra ali. Até aí, tudo bem, vai, mas o emocional...

Nesse último mês, foram 4 crises de choro em um só dia. Na última, quando finalmente me dei conta do que estava acontecendo, pedi um abraço para a Manu e ela negou, afinal, quem quer abraçar a mãe louca?

O meu marido me pediu para deixar os sapatos dele na Sapataria do Futuro para serem engraxados e eu comecei a chorar loucamente dizendo que eu não dava conta da minha vida, da dele, das crianças e da nossa casa. Vejam bem: eu nem tinha que engraxar os sapatos por minha própria conta e risco.

Percebem o tamanho do drama? Ou melhor, do poder dessas entidades terríveis?

A empregada vem perguntar o que eu quero para o jantar e a minha vontade é cozinhar a cara dela na panela de pressão. O meu celular toca, o número é estranho e já me dá vontade de chorar de desespero só de pensar no que pode ser. Percebem?

E isso tudo tá nesse post, desse blog, por qual motivo mesmo, hein?! Porque, nessas horas, é chato ser mãe. É chato educar. Paciência e disposição são palavras que fogem da nossa vida. A vontade é ficar debaixo do edredom, assistindo qualquer coisa besta na TV, comendo uma ou duas panelas de brigadeiro.

Mas esse é o meu exemplo, o meu limite pessoal e cada um deve ter o seu. E eu pensei mais ainda e, não sei se numa tentativa de me justificar, ou me perdoar, acho que pai e mãe são seres humanos. Pacientes, brincalhões, risonhos, contadores de histórias, carinhosos e tudo o mais. Mas também têm dias ruins, xingam no trânsito (daí, se viram para explicar a palavra feia falada na hora...), choram e até brigam.

Eu não estou defendendo quebra-pau na frente de filho ou qualquer tipo de baixaria, agressividade, pelamordeDeus, isso não se justifica. Mas o mundo não é só cor-de-rosa e, por mais que tentamos ser leoas protetoras e defensoras 24 horas por dia, nem a Mulher Maravilha agüentaria!

É importante mostrar e demonstrar as várias emoções aos nossos filhos, sempre na medida do que eles agüentam e podem entender. “A Mamãe tá chorando porque tá triste”.

Dói? Traumatiza?

Ser humano é isso aí, e educar é também nomear os sentimentos dos nossos filhos. Quem são os maiores demonstradores de raiva, braveza e frustração nesse mundo?? Elas, as crianças. E a nossa função não é abafar, contornar ou disfarçar esse tipo de comportamento. Devemos validá-los, reconhecê-los como naturais e essencialmente humanos, procurando mostrar quais os caminhos para lidar com eles da melhor maneira possível. E, a melhor maneira de todas, somos nós. A forma como nós lidamos e demonstramos isso a eles. Esqueceu que na frente de pai e mãe tem um espelho? Que eles imitam tudo o que fazemos? Que somos os maiores modelos de conduta que eles têm na infância? Percebeu o tamanho da responsabilidade? Dá um medinho, não dá?

Então, “administrar hormônios” é facinho diante da missão que é botar e educar filho nesse mundo.

Que venham os meus 30 e a enxurrada de hormônios!

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terça-feira, 1 de junho de 2010

Fazenda


Hora de começar a levantar o acampamento. Começo agora e só paro amanhã, quando o carro estiver devidamente carregado de milhares de casacos, fraldas, brinquedos, DVDs e muitos etcs.

Vamos passar o feriado na fazenda dos avós do meu marido. Faço a minha mala agora que as crianças estão dormindo e consigo me "concentrar" melhor, pegando tudo o que preciso, afinal, as mães também levam suas coisinhas.

Chegar na fazenda é um momento delicioso, daqueles que não têm preço. As crianças descem do carro e correm no imenso gramado, parece que a vida inteira precisavam daquilo.

Vão checando cada um dos lugares que conhecem, adoram e sentem falta todo o tempo que ficam sem ir para lá. O pomar, o jipe, as redes, o galinheiro, a piscina, a nossa casinha e até a cozinha.

O suco de laranja é mais docinho, o bolo mais gostoso, o bolinho de chuva mais quentinho, as frutas são do pé, as galinhas de verdade, os ovos não vêm em caixas, a horta é verdinha e fresquinha, a lua está mais próxima, as estrelas em maior número e mais brilhantes, a rede balança mais alto, os cavalos e os bois estão bem pertinho, até a sopa de legumes é mais gostosa!

Tem motivo para não ir pra lá? Mesmo encapotado da cabeça aos pés, só os olhinhos de fora, admirando tudo. E os narizinhos sentindo o cheiro da grama cortada e do pãozinho que sai do forno todos os dias de manhã.

Bom feriado a todos!

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Pérolas


Ontem, fim da tarde, me liga o marcineiro:

- Então, posso ir montar o quarto amanhã?

(O quarto em questão é o novo da Manu, de mocinha. Saí, o berço, entra a cama, uma mesa, armários decentes, sapateiras dignas de uma adolescente, até TV e DVD das Princesas.)

Eu:

- Claro!

(Já não aguentava mais ela me perguntando, na volta da escola: "Mamãe, chegou o meu quarto de mocinha?" Tadica...).

Pergunta estúpida para o marcineiro:

- Eu preciso tirar tudo do quarto dela para vocês trabalharem amanhã?

- Ahã.

- Tudo, tudo?

- Sim, senhora

- Mas amanhã termina?

- Não, senhora. Amanhã e depois.

Bom, daí é fácil: tirar toooodas as coisas do quartinho, roupas, brinquedos e milhares de cacarequinhos (ô, menina para ter coisa...) e arranjar vários cantos para acomodar tudo. Parece fácil? Pergunte para a minha lombar, aquela caquética!!

Ok, desmontei tudo, fiz milagres para guardar as roupinhas e me aproveitei do box do banheiro dela (já que o banho é sempre na minha banheira mesmo...)para entulhar todos os brinquedos.

Arranjei espaço no meu closet e pendurei os milhares de vestidinhos. Então, cheguei onde queria.

Hoje cedo, a mocinha levanta, vai tomar o leite na minha cama, depois sai atrás dos irmãos e enfia a cabeça dentro do meu closet, que estava aberto.

- Mamãe!!!

Ela estava muuuuuuito feliz:

- Os seus vestidos são iguais aos meus!!!!

*****

E hoje, recebi mais uma amiguinha da Manu em casa. Essa é uma querida desde o ano passado e já tinha vindo aqui.

Lá pelas tantas, eu só fingindo que não tava ouvindo, a fofa diz:

- Manu, vamos brincar de mamãe e papai?

- Vamos!

- Então, eu sou a mamãe e você o papai!

A Manu responde:

- Mas eu não uso cuecaaaaaaaaaaaaaa!!!

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