quarta-feira, 20 de julho de 2011

A CASA SUSTENTÁVEL



Fui convidada para conhecer a “Casa Sustentável”, instalada no Shopping Eldorado, aqui em São Paulo. Quer dizer, fui não, fomos: as crianças e eu. Como o Pedro ficou doente, um febrão daqueles, acabou ficando em casa. O Joaquim estava bom, mas quis fazer companhia para o irmão. Portanto, foi um programa delicioso de meninas, Manuzinha e eu.

A Casa Sustentável faz parte da Virada Sustentável que aconteceu no Parque do Ibirapuera, também em São Paulo, no início desse mês. Ela mostra as mudanças no estilo de vida da família brasileira e conta com atividades interativas para as crianças. O espaço mede cerca de 100 metros quadrados, é ambientado de acordo com os estilos de vida da família brasileira entre as décadas de 50 e 90, contrapondo os estilos de vida de cada época aos da atual por meio da reprodução de ambientes residenciais típicos.

São seis ambientes. Em cada um deles são abordados diferentes aspectos:

- Sala: consumo de energia em eletro-eletrônicos, relações familiares;
- Quarto: moda, consumo, vestuário, brinquedos;
- Cozinha: alimentação, reaproveitamento de alimentos e reciclagem;
- Banheiro: uso racional da água e solidariedade;
- Quintal: relação entre o homem e a natureza, reciclagem;
- Rua: convivência no espaço público.


O objetivo durante uma visita à Casa Sustentável é mostrar às pessoas as mudanças ocorridas nos hábitos das famílias ao longo dos anos, mas também de gerar reflexões, iniciativas, soluções acerca do consumo consciente e dicas pa
ra se levar uma vida mais saudável e equilibrada.

(Manuela lavando as mãozinhas e evitando o desperdício!)

De maneira geral, achei o projeto e a visita muito, muito interessantes, bem explicadinho pela monitora que nos recebeu, didático e, o mais importante para que se possa falar de sustentabilidade com crianças: lúdico.

Sim, pois em todos os cômodos da casa há uma série de dicas espalhadas sobre consumo consciente e sustentabilidade, é bastante interativo, desperta o interesse e a curiosidade tanto dos adultos como das crianças. A gente fica querendo ver tudo, mexer em tudo, descobrir o que há por trás de cada porta, abrir as gavetas da cozinha, fuçar em todos os cantinhos do banheiro, ou seja, queremos descobrir tudo! E, para cada descoberta, há informações e dicas! A minha parte preferida da casa foi, sem dúvida, a cozinha. Manu e eu nos esbaldamos! Ela estava brincando de casinha em uma casa gigante e eu também! Tem até um livro de receitas sustentáveis super legal, que ensina a aproveitar a casca do abacaxi para fazer suco, a casca da laranja para fazer geléia e por aí vai, dicas boas e deliciosas!

Na saída da casa, há um atelier de sucata para as crianças, em que elas podem confeccionar praticamente o que quiserem. Ontem fizeram e pintaram flores lindas de garrafas PET (a da Manu já está decorando o quartinho dela, uma graça!). E as crianças também foram presenteadas com um livro muito útil e bacana que contém sugestões do que fazer com sucatas, desde fantoches até cavalinho de pau.

Enfim, adorei o programa e agradeço muito o convite. Para quem se interessou, vale a pena a visita.

A casa está aberta para visitação de pessoas de todas as idades. Crianças de 4 a 12 anos e seus pais vão aproveitar e aprender bastante.

A Casa Sustentável fica no Shopping Eldorado, em São Paulo, no piso 1, na Praça de Eventos, de 15 a 31 de julho de 2011 (Twitter: @shopeldorado ).



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terça-feira, 19 de julho de 2011

O que é um milhão?

Joaquim é um colecionador de galhos, sai catando todos os que encontra pelo enorme gramado da fazenda e diz que são as suas espadas. Ou seja, também coleciona espadas.

Já tinha juntado uma boa quantidade, quando vem o Pedro e, para provocar, pega uma das espadas. Joaquim reclama, chora imediatamente e eu falo para ele:

- Filho, deixa o Pedro pegar uma, você já tem um milhão!

Ele me olha pensativo e pergunta:

- Mamãe, o que é um milhão?

E daí, a pessoa que sempre zerou todas as provas de matemática no vestibular, explica como? Começa pelo conceito do zero, passa pelo Pi e chega no infinito? Podem apostar que nem assim o meu menino perguntador vai entender. Dá próxima vez, simplifico dizendo que ele já tem um monte de espadas e fujo das grandes questões e explicações da vida, concordam?

(Ou, talvez, eu não deveria ter dito nada mesmo, já que o menino Pedro só estava querendo provocar o Joaquim e roubar um galho da coleção do irmão... Quem mandou eu me meter na briga dos dois?)



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segunda-feira, 18 de julho de 2011

"O Conflito: a Mulher e a Mãe", Elisabeth Badinter

A Revista Veja de ontem (edição 2226, 20 de julho de 2011) publicou uma entrevista nas páginas amarelas da filósofa francesa Elisabeth Badinter, "uma das mais respeitadas estudiosas da maternidade", cujo título é "A mãe perfeita é um mito".

Confesso que nunca havia ouvido falar nessa filósofa, mas achei a entrevista muito interessante e acredito que ela seja bastante polêmica também, tanto que a Veja cita o seu novo livro "O Conflito: a Mulher e a Mãe", já best-seller na França e recém-lançado no Brasil, como um trabalho controverso. Citando as palavras da revista: "Badinter ataca um grupo de feministas que ajuda a consolidar no pensamento moderno e idéia de que toda mulher deve ser mãe - e perfeita."

Gostou?

Tem mais:

"Tento desconstruir um mito que vem se consolidando nas sociedades modernas com a participação de todos esses grupos - o da mãe perfeita. Movidos por ideologias as mais variadas, feministas, ecologistas e intelectuais que eu combato tratam de sedimentar no caldo cultural do século XXI a idéia de que, uma vez mãe, a mulher deve enquadrar-se em um modelo único, obedecendo a dogmas que, de tão atrasados, sepultam os avanços mais básicos trazidos pela industrialização. Estou falando de pessoas que torcem o nariz para as cesarianas e chegam a fazer apologias do parto sem anestesia, sob o argumento de que há beleza no sacrifício feito em nome dos filhos já no primeiro ato. Demonizam o uso da mamadeira e até o da fralda descartável. Para essa gente, as mães nunca devem estar indispostas para suprir as necessidades de sua prole. Essa pressão só causa frsutração e culpa nas mulheres."

Polêmico ao extremo!

Tem mais ainda:

"As mães que põem os interesses e as vontades dos filhos sempre acima dos seus são vítimas desse equívoco historicamente determinado. Essas mães acreditam que a dedicação incondicional pode ajudar a produzir uma criança perfeita, resultado dos incentivos constantes. Nada mais típico do grande equívoco atual, baseado numa interpretação exagerada da psicanálise, do que a idéia de que crianças devem ser poupadas de toda e qualquer frustração. Esse excesso costuma produzir efeitos colaterais desastrosos - tanto para a mãe como para a criança."

Curtiu? Já teve a oportunidade de ler a entrevista inteira? Não teve? Corre na banca e volta aqui pra gente conversar!

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Identificando os filhos por aí...

Há algum tempo, participamos do evento Natura Musical, que era cheio de atrações, shows e aconteceu em um espaço aberto e enooooorme. Para quem tem mais filhos do que mãos, como eu, pode ser um perigo e uma preocupação extra. Pois, para a minha surpresa, logo na entrada do evento, todas as crianças recebiam pulseirinhas de identificação com o próprio nome, nome da mãe e telefone. Nunca tinha pensado muito sobre esse assunto de “perder filho em multidão”, mas na hora do evento caiu a minha ficha e achei a idéia inteligentemente útil. Daí, me botei a pensar no assunto.

Já falei sobre as mochilinhas/coleirinhas e tenho certeza que elas desempenham essa função. Me lembro da minha irmã, com uns 7, 8 anos, quando se perdeu na multidão do Parque do Ibirapuera em um domingo à tarde. O desespero foi real. Mas como as mulheres dessa família são bem inteligentes (hehe), ela se sentou em um ponto estratégico por onde sempre passávamos e ficou lá quietinha esperando alguém da família aparecer. Deu certo. Sem pânico algum.

Combinar pontos de encontro com filhos serve como estratégia. Pulseirinhas e coleirinhas também, mas aposto que tem gente contra (manifestem-se, por favor!).

Já ouvi falar de famílias que se vestem de maneira parecida e com cores chamativas nessas ocasiões de tumultos. Assim como sei de gente que compra guarda-sol na cor verde-limão ou na cor preferida do filho para nenhuma criança se perder no vai-e-vem de encher o baldinho de água na beirinha do mar.

E vocês, o que acham dessas estratégias? Como fazem? Tem alguma outra dica para acrescentar aqui?



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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Treinando os são-paulinos

(Voltamos!! Enquanto eu organizo aqui a vida da família de volta em cassa, fiquem com uns postzinhos programados, já, já eu conto das férias, ok?)

Quem nasce nessa família, nasce são-paulino. Ou melhor, é são-paulino antes mesmo de nascer. E daí, o treinamento vai começando e vai ficando mais intensivo de acordo com a idade.

Joaquim e Pedro com quase 3 anos já sabem um monte de coisas.

Vejam a prova oral do Joaquim:

- Joaquim, o que acontece no Morumbi?

- No Morumbi o bicho pega!

- E quem é o melhor jogardor do São Paulo?

- O Lucas!

- Quem é o goleiro do São Paulo?

- O Rogério Ceni!

Agora, a última "questão" é só para especialistas e profundos conhecedores de futebol:

- Joaquim, quem é o técnico do São Paulo?

Preparem-se para a resposta do moleque:

- A parmegiana!!!

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sábado, 9 de julho de 2011

Revista Cláudia Bebê

(Um post extraordinário, um momento de interrupção das férias para compartilhar uma dica de leitura com vocês, coisa boa, de utilidade pública para todas as mães).

Sabe quando você engravida e sua mãe te dá recomendações do arco da velha? Sabe quando nasce o seu lindo bebê a sua mãe te dá sugestões e dicas de como cuidar dele também do arco da velha? E ela não quer mais sair da sua casa, não liga avisando que está chegando para passar um tempinho (ou uma semana?) com o netinho querido e o seu marido está enlouquecido com aquela sogra entrona...

Familiar?

Um dia, as coisas se acalmam e a vovó querida e disponível resolve ficar com os netos para o casal passear, viajar ou sair um pouquinho. E o resultado é bala para a sobremesa, chocolate de almoço, criança assistindo novela das 9, dormindo beeeem depois do horário estipulado, “cabulando” banho e outras atrocidades para você, cara mãe organizada, cheia de rotina e preocupada com o bem-estar dos filhos.

Familiar também?

Não sabe como lidar?

Pois eu participei de um bate papo super legal com mais outras 2 blogueiras sobre o assunto. A matéria ficou uma delícia e cheia de dicas práticas, vale a pena! O nome do artigo não poderia ser melhor: “Vovó na Linha”. Portanto, corram para as bancas e comprem a Revista Cláudia Bebê desse mês, aquela com a Galisteu na capa. (Se o caso for urgente, abram a revista direto na página 72, tem até foto desta que vos escreve com a minha mãezinha querida!).



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sexta-feira, 1 de julho de 2011

FÉRIAS!!!!

Quem é mãe e tem filho na escola sabe (e teme!) a proximidade das férias escolares. Daí, bate um certo desespero sobre a programação para o mês de julho. Programação para as crianças, programação para os pais darem conta das crianças enquanto elas não têm aulas...

Aqui, rola a maior logística de organização e, no fim, resolvemos sair de férias com eles por alguns dias. E depois só nós dois (por menos dias!), oba!!

Pretendo dar uma sumidinha e não dar a cara nem se encontrar WIFI grátis, mas não faço disso uma promessa, afinal a saudade de tudo isso aqui bate forte também...

Portanto, vocês vão ter que conviver com a minha ausência. Computador, blog e redes sociais também precisam sair de férias um pouquinho, certo? Na volta, tiro a poeira do note e mando ver, afinal férias com os filhos e só com o marido rendem inúmeras histórias e novidades. Então, melhor colocar assim: não são férias, é um trabalho de pesquisa de campo fora do ambiente e das condições do dia-a-dia.

Vocês me entendem?

Ainda vão me amar?

Não vão me abandonar nunca, nunquinha??



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