segunda-feira, 21 de novembro de 2011

NYC - COMPRAS!!! (Parte 2)

Imagino que seja possível passar um ano em NYC, não conhecer nada e nem conseguir esgotar todas as milhares e infinitas opções de lojas e compras. Tem muita coisa e mesmo para quem curte ver e gastar, é preciso ter paciência. As lojas são todas imensas, quase todas com pelo menos dois andares e muito cheias, algumas até com filas para entrar.

Honestamente? Acho desperdício de tempo numa viagem de 10 dias! Sim, eu comprei, é claro, refiz o guarda-roupa da família inteira, mas fui, digamos, estratégica, para não perder tempo.

Selecionei um dia e fui sozinha (marido nesses momentos, só atrapalha!) ao Woodbury, conhecem? Aquele outlet incrível, que tem todas as lojas, das simples às sofisticadas e entrei no clima. (Por “entrar no clima” entendam comprar por lá uma mala nova de rodinhas para conseguir carregar as compras. Parece coisa típica de brasileiro, mas todo mundo faz. Fiquei com um pouco de vergonha, mas aderi.)

Uma simples entrada na GAP, na Carter´s e na Children´s Place já foi o suficiente para vestir com qualidade os meus 3 filhos, lotar a mala e fazer uma economia sem tamanho. (E me deixar com mais raiva dos preços e da qualidade das roupas aqui do Brasil, fato!).

Para chegar lá, é possível pegar um ônibus da Grand Central, aquela estação de trem linda que aparece no filme do Madagascar, sabem? Vale o passeio, mas não fui à estação nessa ocasião. Descobri um serviço de vans que leva as pessoas ao outlet e o valor é praticamente o mesmo do ônibus, com a vantagem – quando se está carregando uma mala de compras é uma baita vantagem! - de te levar de porta à porta.

O motorista entregou um mapa do outlet e aí coloquei as minhas estratégias e prioridades em prática. O lugar é enorme, então é melhor mesmo se organizar para conseguir ir exatamente onde quer. A não ser que você resolva passar uma semana conhecendo o outlet, é melhor traçar a rota das suas compras.

Fora do outlet, entendi que algumas lojas são as “da moda” do momento e passei longe. Como disse, encarar fila para entrar em loja, não é pra mim! Portanto, evitei Abercrombie, Hollister e Apple. Mas, se você quer muito ir a algumas dessas lojas “buxixadas”, vale a pena procurar um endereço mais afastado e não pagar mico nas filas de entrada.

As lojas de departamento também são o máximo, dá para achar muita coisa legal. Porém, são enooooormes e me falta um pouco de paciência. Procurei ir direto onde eu queria, para não ficar vagando... A Century 21 tem achados deliciosos com preços ótimos e todas as marcas que você imaginar. Para as crianças, então... dá para fazer a festa com economia, contanto que se tenha paciência. Sempre.

Eu não sei vocês, mas eu piro em lojinhas de museu! Só não vale pular o museu, hein?! A lojinha é a sobremesa, especialmente as do Metropolitan e do MoMA. Objetinhos de design do tipo quero-tudo-vai-ficar-lindo-na-minha-casa!

Outro lugar que eu piro é nas lojas de brinquedo. (Espero que seja algo normal para quem tem 3 filhos...)

A FAO Schwarz é linda, o reino dos brinquedos. Tem um andar só de doces, balas e porcarias cheias de açúcar, bichinhos de pelúcia, brinquedos de madeira, educativos, Lego, Playmobil, Barbie´s e Princesas, fantasias de chorar de tão lindas e todos aqueles brinquedos mais comerciais. Ainda assim, acho que a FAO é mais vitrine, até mais chique. (A loja conceito da Apple fica em frente, se quiser encarar a fila, é uma boa oportunidade!).

Tem também a Toys R Us que é, eu diria, um supermercado dos brinquedos, com excelentes opções de compras de tudo o que você quiser e imaginar, o preço é até mais em conta do que a FAO. Acredita que colocaram uma roda gigante (de verdade e realmente gigante!) dentro da loja? Cada carrinho é de um personagem, tem Toy Story, Scooby Doo, ET, Little People, uma graça! As crianças se divertem e ficam alucinadas. Aproveitamos e inclusive já trouxemos as encomendas do Papai Noel!

Mas, juro que bom mesmo foi só comprar os presentes para as crianças sem me preocupar com itens e acessórios de bebês. Chega a ser bom não ter mais bebês em casa... Aliás, para quem não tem bebê e sim mocinhas, cuidado ao entrar na American Girl. São três andares de tudo o que você pode imaginar para a tal boneca, tem até cabeleireiro com filas e horários disputados! Fora aquele lance de vestir a boneca e a mocinha igual, eu gosto mesmo, tá?!

Cacarecos mil a gente encontra a cada esquina, especialmente em farmácias como Walgreen´s, Duane Reade e CVS. Quem não curte um cacareco e uma farmacinha que atire a primeira pedra, mas de maneira geral, acho que o roteiro de compras é muito pessoal. Vale a pena pensar no que quer investir, no que precisa comprar, nos presentes, fazer uma lista e pesquisar endereços e oportunidades, senão você se perde dentro de tanta loja e não consegue nem visitar um museuzinho sequer.

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Aliás, vamos falar sobre passeios, museus e impressões gerais no próximo post, combinado? (Depois, eu juro que acabo com as férias e volto para a maternidade!)



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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

NYC - parte 1 (sem crianças!)

O nosso destino de férias desse ano foi Nova York, onde passamos 10 dias deliciosos. Eu não costumo fazer posts sobre viagens e dicas, acho que tem gente especializada e entendida que pode falar com muito mais propriedade do que eu. Porém, a viagem me surpreendeu em tantos aspectos, fizemos tantos programas bacanas, que eu resolvi compartilhar. Entendo que Nova York não é nenhum lugar inusitado e exótico e tem muita dica por aí, mas decidi escrever esse post com a minha visão de viajante e para contar um pouco sobre as infinitas possibilidades que a cidade oferece. (Tô com medo de precisar dividir o post em 2 partes, vamos ver...).

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Começamos a pensar e programar a viagem ainda no começo desse ano, o que considero fundamental para a questão da passagem e da hospedagem. Mesmo com flexibilidade de datas para viajar e a antecedência da pesquisa pelas passagens disponíveis por milhas, não foi fácil conseguir exatamente o que queríamos. A idéia era viajar em setembro, mas só conseguimos para final de outubro e o vôo da volta tinha uma escala no Rio de Janeiro, que foi bem chatinho e cansativo, mas deu certo, sobrevivemos.

Hospedar-se em Nova York é relativamente caro, os preços estão nas alturas! Foi difícil encontrar um hotel nas condições que nós queríamos. Pensamos na possibilidade de alugar um apartamento, mas como estávamos só nós 2 e de férias, não queríamos nem a preocupação com coisas mínimas como arrumar a cama, tirar o lixo e lavar a louça.

Tínhamos estipulado um budget por diária, mas a nossa prioridade era a localização. Uma boa localização faz da viagem melhor e mais agradável, na nossa opinião. Mesmo Nova York tendo uma rede de metrô e trens incríveis e baratas, andar de táxi também não é caro (se bem que é muito mais garantido o metrô ou o trem pararem na estação do que um táxi encostar para você entrar ao fazer sinal para ele...), parte da nossa diversão é gastar as solas dos sapatos percorrendo longas distâncias à pé, vendo a cidade e fazendo descobertas mil! Bom, e andar em Nova York é facílimo com todas aquelas ruas numeradinhas, até uma pessoa perdida como eu, consegue se virar bem.

Assim, encontramos um hotel extremamente bem localizado (na 58th com a 9th) e, devido a nossa antecedência para fazer a reserva, conseguimos uma tarifa 50% mais barata do que o valor direto do balcão. Como disse, hospedagem em Nova York não é barato, mas o hotel se encaixou nas nossas prioridades de localização e de bolso.

O meu repertório acerca do Gossip Girl é próximo de zero, nem sei quem é a tal da Blair, mas descobri que o hotel é praticamente parte do elenco do seriado. Parece que boa parte das festas e baladas acontecem por lá. E isso também é verdadeiro para os hóspedes: o hotel é super-hiper moderno, lindo e descoladésimo, tudo pelas mãos do Philippe Starck! Tem um entra-e-sai de gente o dia inteiro, gente bonita e arrumada, que freqüenta o restaurante, o bar e as baladas. Mas, para quem está hospedado, isso não é problema, nem ouvimos barulho de música do nosso quarto! O hotel é enorme, lotado de gente e nos horários de rush, dá até para enfrentar uma fila nos elevadores, mas nada que tenha comprometido a nossa viagem. Por outro lado, o quarto é mínimo! Muito, muito pequeno mesmo, do tipo que não tem armário, frigobar e nem nada! Não tinha onde guardar as malas, as compras, eram tudo obstáculo para nós! Tropeçávamos nas nossas próprias coisas e em nós mesmos! Escovar os dentes os dois ao mesmo tempo no banheiro? Impossível! Um de cada vez e sempre pedindo licença! Maridinho apelidou carinhosamente o nosso quarto de “The Box”. O apelido não é exagero, mas esse é o preço que se paga por uma boa localização em Manhattan e vale a pena, é possível sobreviver com bom humor. Se interessar, o hotel é o Hudson.

Dito assim, a nossa hospedagem pode até ter um certo “glamour” e o legal de Nova York é justamente mesclar esse glamour com um lado mais “sujinho”, que é extremamente possível e muito recomendável.

Teve hambúrguer (o melhor de todos, na minha opinião) na biboca subterrânea, mas também teve o de foie gras. Teve restaurante francês de frutos do mar, mas também teve cachorro-quente de barraquinha nas escadas do Metropolitan ao som de soul dos músicos de rua. Teve ópera e a Filarmônica de Nova York no Lincoln Center, mas também teve show de rock e de jazz em lugarzinhos underground. (Vamos pular a parte da depressão por não terem pedido os nossos "Ids" para entrar ou consumir bebidas alcóolicas nesses lugares. Se, nos EUA, não te pedem RG para beber, você já está com cara de velho mesmo!).

Dica: fizemos muitas, muitas pesquisas antes de viajar, procurando os restaurantes bacanas, (não apenas os glamourosos) e toda a programação cultural que pretendíamos fazer. Valeu a pena, pois chegamos com tudo esquematizado, organizado, ingressos comprados e reservas feitas, o que evitou perder tempo da viagem atrás dessas coisas. Além de economizar o tempo, conseguimos garantir os nossos programas para o dia e para a noite. Os ingressos são sempre disputados e antecedência para comprá-los e garantir um bom lugar é fundamental! É possível comprar online ingressos para as atrações do Lincoln Center, da Broadway e outros shows, basta pesquisar, passar o cartão, imprimir um comprovante e retirá-los no local.

Para os restaurantes, também é possível e recomendável fazer reservas online. O site Open Table te permite fazer a festa das reservas gastronômicas, mas sempre com antecedência. Se chegar em Nova York e resolver fazer uma reserva para o dia seguinte, é provável não conseguir. Os restaurantes mais bacanudos são bem mais caros, obviamente, mas para quem gosta de comer bem e não pode (ou quer) gastar taaaaanto assim, uma opção é o almoço executivo, ao invés do jantar. Quase todos os super restaurantes oferecem essa opção. Podem ser 3 ou até 5 pratos com um valor fixo e só fica à critério do freguês o quanto investir no vinho.

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Enfim, acho melhor dividir esse assunto em algumas partes. Módulo "compras" para segunda-feira, ok?



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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O bilhete da despedida

Manuzinha percebeu a movimentação toda dos preparativos para a viagem. Notou que eu fiz planilhas, lista de telefones importantes, lista de recomendações, lista de horários, milhares e milhares de listas, de memo´s, de bilhetes, impressora que não parou de trabalhar na semana pré-viagem.

Pois bem, a mocinha não poderia ficar de fora. Disse que queria me escrever um bilhete para que eu levasse na viagem. Me animei toda e perguntei:

- Ah, é? E o que você quer escrever para a Mamãe?

Coisa mais rica desse mundo me respondeu:

- Vou escrever que eu te amo, ué!

Na hora, peguei um papel já meio desenhadinho, uma caneta e escrevi para ela copiar.

A criança não apenas copiou, como acrescentou uns corações de amor, gente!

E foi com esse amuleto que eu viajei:

(Tem coisa mais linda do que as letrinhas espelhadas e o “O” láááá do outro lado??)



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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O retorno e o resultado

Estou de volta!

Depois de 10 dias de uma viagem a dois muito bem aproveitada (ênfase no “muito bem”, acreditem!), chegamos! Agarramos, beijamos e abraçamos os nossos filhotes, desfizemos malas, não descansamos nada (quase 24 horas em trânsito, um fuso doido, imaginem...) e já refizemos as malas. Mas, dessa vez para a família toda e engatamos uma viagem para a praia durante esse último feriadão para matar as saudades das crianças e aproveitar alguns dias só com eles.

A chuva? Ah, nem notamos!

Aos poucos vou contando as novidades, o importante agora é cumprir a promessa de revelar as vencedoras sortudas do sorteio do babieslife.

Agradeço muito a todas que participaram, obrigada mesmo!

Mas, vamos lá!

As 5 sortudas premiadas com o plano "Mamãe Ilimitada" de 1 ano do babieslife são:

1) Gabriela Abrão;

2) Fernanda;

3) Elaina Gonçalves Silva Furlan;

4) Erica Sales e

5) Tati Lemos

(O Blogger resolveu me sacanear e me dar o troco, já que eu fiquei de férias por tantos dias e não me deixou inserir os prints do Random com o resultado do sorteio. Mas, tudo bem, não tem problema, o print é só um print e eu achei mais importante cumprir a promessa de revelar as vencedoras do que o print. Fiquem tranquilas, não houve marmelada nenhuma, viu? A Jacqueline do babieslife entrará em contato com cada uma das vencedoras e enviará o print do Random para oficializar o resultado do sorteio).

Parabéns, meninas! Caprichem nos sites dos filhotes de vocês e curtam muito o babieslife!



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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A despedida e o sorteio

Chegou o meu momento tão esperado do ano! Aquele em que a gente se desconecta por uns bons dias de tudo: da internet, dos blogs, das redes sociais e até dos compromissos com os filhos (ó, culpa!). Maridinho e eu estamos saindo de férias e a nossa preocupação por esse período vai ser o restaurante do almoço, o do jantar, as bebidas, os passeios, a não-hora de dormir e de acordar e as comprinhas, é claro, porque aqui ninguém é de ferro!

Criancinhas serão delegadas às avós, um pouquinho com cada uma, afinal é muito amor e muito carinho. Eu deixo parte do meu coração por aqui e mais um monte de planilhas, telefones para contato e recomendações sem fim. Ainda bem que hoje em dia a gente tem o Skype para matar as saudades e reforçar as recomendações!

Pois então, embarcamos só os dois nesse final de semana, voltamos no dia 10 de novembro e já nos mandamos de novo para aproveitar o feriadão seguinte com os nossos filhotinhos.

Agora, pensa se não é uma sacanagem a pessoa fazer isso com as leitoras? Abandonar tudo assim por mais de 15 dias e ficar só pensando em comer, beber, passear, namorar e comprar? Não é justo, não. Eu não acho. E é por isso que eu deixo vocês com um sorteio delicioso!

Acaba de ser lançado no Brasil o babieslife, o primeiro provedor de sites personalizados para gestantes, bebês e crianças. É super legal, pois trata-se de um lugar em que as mães poderão criar um site com a carinha dos seus bebês e rechear com fotos, vídeos, dicas e até mesmo criar seu blog.

É tudo bem estruturado, organizado e fácil de montar. Você cria um nome para o site, que normalmente é o nome do bebê, escolhe um dos temas fofos que o site oferece e pronto! Seu site estará no ar em menos de 5 minutos para você compartilhar com todos os amigos e familiares! É uma forma prática de mostrar o desenvolvimento de seu filho para quem está aqui perto ou do outro lado do mundo, de forma rápida, simples e totalmente segura.

Então, serão sorteados 5 planos “Mamãe Ilimitada” de 1 ano, cada um no valor de R$179,90. Aproveitem e participem já!

Para participar, é muito fácil e não tem segredo:

1) Curtir a página do babieslife do Facebook,

2) Seguir o Mamãe Tá Ocupada!!! e

3) Criar um site grátis no babieslife para gerar o cadastro.

Ao fazer o cadastro, um número será gerado e através dele o Random fará o sorteio. O resultado será publicado aqui no Mamãe Tá Ocupada!!! na minha volta. Primeira coisa da minha listinha de retomada da vida ao normal pós-viagem, ausência e desconexão geral, ok?

O sorteio vai ficar no ar por todos esses dias para que vocês tenham bastante tempo de Linkparticipar e divulgar também. Boa sorte a todos!



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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Joaquim enjoento

Eu costumava passar férias e feriados na casa de praia dos meus avós em Ubatuba e o “programa” da ida incluía uma paradinha no final da serra para que eu pudesse vomitar. Não tinha acordo, assim que as curvas terminavam, eu já estava verde de tão enjoada e vomitava. Não sei se na época não existia Dramin ou se a minha mãe era contra mesmo, mas o fato é que as viagens sempre me enjoavam. Durante muito tempo foi assim, daí passou. Acho que enjoei o suficiente durante as duas gestações e fui poupada de enjoar mais. Ainda bem.

Teve uma vez em que a minha mãe propôs uma viagem bem no estilo aventura para as férias de verão. A aventura incluía dormir em sleeping bags. Eu ganhei um azul-marinho lindo, me lembro dele até hoje. Achava aquilo simplesmente o máximo do espírito aventureiro! Daí, encaramos uma viagem de carro relativamente longa em uma estrada de terra terrível, muito esburacada. E eu ia lá olhando para fora (me diziam que não olhar para dentro do carro evitaria os enjôos) até que não deu: vomitei um monte em cima do meu sleeping bag azul-marinho novinho! Me lembro tanto dele... pré e pós vômito. Imagino que a minha mãe deve ter abandonado aquele sleeping bag no meio da estrada de terra e me colocou para dormir sei-lá-onde, não sei mesmo, não me lembro, Freud explicaria o bloqueio dessa lembrança.

Pois o Joaquim é igualzinho a mim. E eu sou idêntica a minha mãe. (Freud ri em seu caixão nesse momento, é claro!). Quer dizer, não exatamente. O Joaquim fez o maior estrago no nosso carro nesse último fim de semana ANTES mesmo das curvas da serra. Eram jatos e mais jatos de uma substância das mais nojentas que eu já presenciei. Não sei explicar direito, mas tinha milho e casca de ameixa.

Não é a primeira vez em que isso acontece, para ser exata, é a terceira. Incluam aí mais uma vomitada da Manu e entendam o meu carro como um meio de transporte batizado em larga escala. Não sei que destino ele terá, já que as lavagens mais poderosas e os aromatizadores de ambiente não nos permitem virar essa página.

E eu comentei que sou idêntica a minha mãe, o Freud tá lá naquele “hummm... fale mais sobre isso...” e eu conto. Tirei o menino Joaquim todo vomitado do carro, peguei a primeira coisa que encontrei, umas mantinhas, e iniciei a missão limpeza. Tudo isso se passou no acostamento no pé da serra, visualizem... Entendi que seria impossível e gritei para o Maridinho pegar uma roupa limpa para ele na mala. E é nessa hora que você se acha estúpida por querer ser prática e fazer uma única mala para os três filhos, pois ele só achava umas roupinhas cor de rosa para o meu vomitadinho. Muita humilhação para um menino só em tão curto espaço de tempo!

Daí, ele achou uma bermuda azul marinho, um moleton da mesma cor, arranquei aquela roupa toda vomitada, junto com as duas mantinhas, deixei o meu filho pelado no acostamento escuro e vesti uma roupa monocromática, porém limpa.

Portanto, se alguém encontrar umas mantinhas e um pijama vomitados no pé da serra, a culpa é minha! Abandonei tudo lá e só pensava no sleeping bag azul-marinho. Mas, isso foi a dignidade que o momento exigiu. Porque abandonar carro, cadeirinha e filho não pode, né?

Por favor, entendam, se eu recusar uma carona a alguém, você já sabem o motivo. Não é nada pessoal, é vexatório mesmo!



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