quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Da série: o meu filho preciiisa disso X


Eu sou a mãe louca da organização, já confessei inúmeras vezes e não tenho a menor vergonha, pelo contrário!

Morro de orgulho das caixas dos carrinhos pequenos, dos médios e do cesto dos grandes. Da caixa dos cubos, dos brinquedos de encaixar, da maletinha de ferramentas e do Lego.

Do cesto enorme das fantasias, da malinha de roupas e acessórios micro das Barbie´s, da outra com roupas e acessórios das bonecas, da "frasqueirinha kit beleza", o saquinhos dos fantoches, ou seja, são milhares de brinquedos organizados e guardados de acordo com o seu tipo.

Louca, Organizada e Caixa-organizadora são alguns dos meus outros sobrenomes.

Então, vocês conseguem me imaginar pulando de alegria diante dessas caixas??

Não deve ser difícil de fazer, inventar e incrementar, esses "labels" são o máximo!! Além de ter o "tipo" do brinquedo escrito, tem o desenho, o que ajuda e ensina os filhotes a guardarem também: sonho de mãe Caixa-Organizadora, Louca e Organizada.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Walcyr e a crueldade


(Eu não vou discutir as diferenças entre as classes sociais, não é isso. Do tipo “fulano tem isso e eu não porque ele é mais rico”, vejam bem, na-da dis-so, tá?)

Mas é que a coluna do Walcyr Carrasco na Veja São Paulo desse fim de semana (8 de setembro de 2010) acabou gerando a maior conversa aqui, maridinho e eu refletindo o assunto.

O título é “A Crueldade dos Jovens” e, basicamente, trata daquela questão dos adolescentes que querem tudo, tudo, tudo, de marca, marca, marca. Nem sempre os pais podem atender a todos os pedidos, mas acabam cedendo para não frustrar os filhos ou entrar numa comparação com os amigos que têm e tal. O perigo (e parece que acontece bastante) é quando os pais começam a se endividar ou aumentar as horas de trabalho só para dar o tênis exigido, fazer a viagem dos sonhos, o celular ultra moderno, enfim, essas coisas. O pior é que, apesar de todo o esforço (desnecessário, vocês vão ver porque), o fulaninho não dá valor para o sacrifício dos pais e logo já vai pedindo alguma outra coisa. Entenderam “esforço desnecessário”? E tem até os absurdos dos filhos que chamam os pais de fracassados para baixo (e daí para pior...) por não poderem ir à Disney, por exemplo.

Eu não tenho filhos adolescentes, assim como a maioria de vocês, mas me preocupo sim. Sabe, essa questão toda (ou problema todo?) não começa com a adolescência, vai se instalando desde sempre, já pensaram nisso? E tava eu lá falando de frustração sem nem imaginar que o assunto ia render tantos comentários, ou que eu fosse me deparar com a coluna do Walcyr Carrasco.

Mas, então, você leva o seu filho de 1 ano meio, ou 2 ao shopping e precisa lidar com algumas daquelas cenas de birra da criança que sempre pede para comprar alguma coisa onde quer que vá. Daí, começa a explicar os motivos de não comprar e o tiraninho ou tiraninha começa a berrar, espernear, todo mundo fica olhando, os seguranças se aproximam, você está mortinha de vergonha, precisa acabar com aquela cena já e... cede! Compra mais um Buzz Light Year para a enorme coleção de Buzz´s do seu filhinho fofo.

Vocês realmente acham que o problema só vai surgir na adolescência?

Eu tenho uma preocupação muito minha, até me dá um pouco de vergonha por tê-la, mas vou compartilhar. No mundo “ideal", gostaria de poder “controlar” as amizades e as crianças com quem os meus filhos têm contato. No fundo, no fundo, gostaria que todos fossem gente como a gente, família como a nossa e que pudessem oferecer as mesmas coisas que nós podemos. Seria o único jeito de evitar comparações e concorrências. Vocês me entendem? É horrível e impossível, mas infelizmente não controlo os meus pensamentos...

É muito difícil frustrar os filhos, ser firme nessas situações, principalmente se acontecem em público. Sabe porque? Quando eles são pequenos, a felicidade deles é a coisa mais linda e sincera de se ver, a gente adora ver os filhos felizes, não é mesmo? Mas parece que tem um preço. E a conta pode demorar a chegar. Quanto mais demorar, mais altos os juros. E as parcelas vão se estendendo por toda a vida...
Sorry to disappoint you, mas a “previsão” econômica/psicológica é essa mesma.

Vou deixar as palavras do próprio Walcyr Carrasco como fim do post: “A única solução é a sinceridade. E deixar claro que ninguém é melhor por ter mais grana, o celular de último tipo, o último lançamento no mundo da informática. Pode ser doloroso no início. Também é importante não criar uma pessoa invejosa, que sofre por não ter o que os outros têm. Mas uma família pode se desestabilizar quando os pais se tornam reféns do pequeno tirano. A única saída para certas situações é o afeto. E, quando o adolescente está se transformando em uma fera, talvez seja a hora de mostrar que nenhum objeto de consumo substitui uma conversa olho no olho e um abraço amoroso.”

A minha meta de educação dos meus filhos está mais do que estabelecida e determinada.

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

A outra metade, ou feriado parte II


Hopi Hari - check!

Receber as amigas em casa - check!

Receber sogra+cunhado+cunhada para almoçar - check!

Alguns minutinhos de descanso - ...

O feriado foi uma surpreendentemente delicioso!!

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domingo, 5 de setembro de 2010

1/2 Feriado



E é só metade do feriado, hein?!

Sessão de cineminha ("Como Cães e Gatos", chato pra caramba, mas tudo bem!)sábado à tarde - check!

Jantarzinho e sorvete pós-filme - check!

Almoço na casa da Vovó Célia - check!

Encontrar a minha filha dormindo (feliz da vida...)no chão do quarto - check!

Acordar no meio da noite com o maior barulho do mundo: um quadro despencou da parede!! - check!

Atualizar a leitura e os comentários nos blogs - check!

Conhecer novos blogs - check!

Estou adorando tudo isso! E ainda tem mais DOIS dias. Depois eu conto, depois eu conto!!

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Frustrar dói!!



A sensação é meio essa mesma. Numa frustração daquelas...

Frustração de mãe que não dormiu nem 5 horas essa noite e queria acordar no pique para a sexta-feira, véspera de feriado de-lí-cia!

Mas, o pior da vida, é frustrar os filhos. Isso dói horrores.

Do jeitinho deles, estavam contando os dias para a viagem do feriado. Todos os dias de manhã, perguntavam:

- É hoje que a gente vai para a fazenda? Nadar na psicina? Ir no galinheiro? Ver o Sansão (o cavalo)? Andar no Sansão?

E, hoje cedo, quando a pergunta foi feita novamente, tivemos que contar que não, que não iríamos mais, por motivo de força maior...

E eu queria estar naquela bagunça alucinante de arrumar as malas da família toda, com as minhas listas sem fim de tudo o que preciso pegar para levar, carregar e abastecer o carro, mas, não, nada de viagem.

Então, já comecei uma outra e nova lista: a dos programas para fazer com a turminha em São Paulo nesses 4 próximos dias...

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Quase, quase....


Sexta-feira passada as criancinhas foram para a casa da Vovó e eu me encontrei sozinha, no maior silêncio do mundo. Mas como não consigo ficar de pernas para o ar, tirei a poeira dos meus livros de Psicologia e lá fui tentar “produzir” o primeiro artigo da série prometida.

Só se ouviam os barulhos das páginas mudando, as teclas do computador sendo pressionadas freneticamente, baixou o Freud e sua turma aqui, quite an experience! Quase perdi a hora para o programinha jantar+cinema com o maridinho. (Ou, vocês acharam que eu ia passar a noite no computador com a turminha dormindo fora??).

Em um grande momento de empolgação, fui consultar o meu editor (também conhecido como “maridinho”) a respeito do meu texto.

Suas palavras foram: “hermético, fechado, técnico e ininteligível”. Ah! O balde de água fria veio meio segundo depois.

Como no mundo nada se perde, enviei o meu texto para as duas mais famosas e conceituadas revistas de Psicologia de Zurique e uma cópia também para a qualificação do pós-doutorado. (Pensar grande é a chave para o sucesso, a-no-tem).

Passei esses dias tentando resolver se enfrentaria o pós-doutorado ou se carimbaria o meu passaporte rumo a um ciclo de palestras muito bem remunerado na Europa.

No fim, resolvi continuar pendurada no Blogger, cuidando dos meus filhotinhos e tentando iniciar a série de Psicologia que eu prometi.

Promessa, pra mim, é dívida. E isso aqui não passa de uma explicação besta pela minha incompetência em escrever algo psicológico e “bloguisticamente” decente para vocês, tá?!

Mas, eu vou. Ah, se vou.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Meeeeeeedo!!


Quando eu era pequena, tinha um livro só de histórias de medo. Não era de terror, eram várias histórias dos medos que diferentes pessoas sentiam.

Tinha os medos da mãe, do pai, dos filhos por fantasma, bruxa, sapo, perereca, barata e outros. Me lembro bem das ilustrações e da moral da história: todo mundo tem medo. Não importa a idade. Pode ser de borboleta, lobisomem ou ladrão.

Tem também aquele papo (de psicólogo!!!) de que os medos nos protegem, assim agimos com maior cautela e atenção em situações mais "perigosas", dizem até que é puro instinto de sobrevivência.

A minha própria mãe vivia dizendo que a minha irmã devia ter mais medo de cachorro, porque ela não podia ver um que já ia fazendo carinho, pegando e passando a mão.

Essa falta de medo dos "cachorros da vida" (qualquer um mesmo, sem pedigree ou carteirinha de vacinação) lhe rendeu bicho de pé, cicatriz de uma mordida e uma mordida sem cicatriz.

*****

E a Manu descobriu a polícia, ou melhor, o medo da polícia. (Só para constar, também me pelo de medo da polícia, mas essa questão não é para esse blog.)

No entanto, o medo dela é diferente. Vive me perguntando se a polícia prende criança. Eu explico, explico e explico e a pergunta volta:

- Mas a polícia, mamãe, prende criança?

E, de uns tempos pra cá, o medo e a pergunta foram um pouco mais longe.

- Mas a polícia, mamãe, come gente?

Essa é a nova moda do medo: saber quem come gente.

Já perguntou do lobo, do vampiro, do Shrek, da bruxa, do tubarão, da baleia, de todos os afins aquáticos e marinhos.

*****

Mas a melhor, pra mim, foi sábado à noite.

A nova vizinha de cima estava fazendo a maior barulheira, andando de um lado para o outro de salto (ma-la).

E a Manu não conseguia dormir, ficou na sala comigo. Também olhava de um lado para o outro procurando da onde vinha tanto barulho. Quis saber se a vizinha tava na nossa casa e a sensação era bem essa mesmo. Até que:

- Mamãe, a vizinha come gente?

*****

No mínimo, a Manu contaria a vocês que a vizinha tem um olho só, meia dúzia de dentes pretos e podres, garras enormes, cabelo verde de espanador, é corcunda, cheia de verrugas e fedorenta.

É assim o seu medo de quem come gente, filha??

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