quarta-feira, 27 de julho de 2011

O PAI E O FILHO

Eu tenho notado ultimamente uma legião de pais extremamente participativos na vida e na criação dos filhos. Pais que trocam fraldas, dão banho, mamadeira de madrugada, enfim, relatos de participação paterna como não se via há algum tempo.

Acho que é uma característica da geração atual. Tenho certeza de que a onda do feminismo contribuiu para isso, direitos e deveres iguais para homens e mulheres.

Sou uma mulher nada feminista, não levanto a bandeira dos direitos e deveres iguais, não, mas tenho em casa um marido participativo ao extremo e os meus filhos também têm a vantagem de ter um pai presente, que atua como modelo e referência de uma paternidade positiva.

No caso da nossa família numerosa – 3 filhos! – seria impossível uma pessoa, a mãe, no caso, ficar se matando para cuidar e educar os filhos e o pai lá sentadão e folgadão assistindo ao futebol. Ele nunca foi assim, nem mesmo quando tínhamos só a Manu. Sempre foi pai de verdade, presente e participativo em tudo. (Até demais: do tipo que se sente um ET em reuniões da escola, quando só as mães estão presentes, ou em festinhas infantis, em que as mães também são as encarregadas de levar os filhos).

Mas, enfim, o que eu queria dizer e refletir aqui com vocês não é nem o feminismo ou uma família numerosa fazendo com que o pai atue de fato na criação dos filhos. Tenho como valor de família que o pai deve participar e exercer a “paternidade ativa”. O filho não é só da mãe, a presença e a figura do pai são de extrema importância para o desenvolvimento infantil e da personalidade. Portanto, os pais têm uma missão importantíssima na vida dos filhos.

É claro que nenhum pai poderá substituir a mãe no momento da amamentação, mas quando o filho passar para a mamadeira, por exemplo, ele deve sim se encarregar de alimentar o filho. Não só por ser possível ou simplesmente por ajudar uma mãe cansada de levantar de madrugada, mas é fundamental que o filho saiba que, no mundo, existe pai e mãe, homem e mulher, que agem e cuidam de maneiras diferentes.

Sabe a criança que estranha o colo de todo mundo porque passa o dia inteiro grudado e pendurado na mãe? Então, a função paterna é de expansão do horizonte materno, o pai é quem introduz o mundo na vida da criança além da simbiose, natural no princípio da vida, entre mãe e filho. O pai deve “entrar” e a mãe deve permitir, reforçar e incentivar essa “entrada”.

Uma vez ouvi uma mãe, cujo marido devia ser um pai pouco presente, dizer que “pai gosta de filho de banho tomado, limpinho, cheiroso e alimentado”. Acho triste, tanto para o pai, quanto para o filho. Psicologizei um pouco até, mas nem é necessário. Se quiserem se inspirar no feminismo, ótimo, mandem ver, mas ainda prefiro a “paternidade ativa” como valor vital para uma família saudável.



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13 comentários:

Carol P disse...

Adorei seus cmentarioa e concordo com vcs.
Para mim o flho nao eh soh da mae e o pai TEM Q SER participativo. Esse papo pq ele trabalho, nao cola, muito menos o filho eh so da mae ou tem a babah para dar banho.
Acho q pai e mae se completam e ambos devem dar banho, comida, trocar fralda, educar enfim diividir as responsabilidades e participar ativamente da vida dos filhos.
Bj Carol P
www.mnotherlovedatabase.com

Lívia Ressiguier disse...

Ih, Aymee tem um pai pra toda obra. Tudo bem q ele prefere os momentos da bagunça, mas fica com ela nos fds que preciso trabalhar e da conta do recado. Sem falar das papinhas que quando não são preaparadas pela vó são preparadas pelo paizinho (a mãe é uma negação na cozinha) rs....

Celi disse...

Como é bom pensar que com o tempo tudo mudou. Que nesse aspecto tudo melhorou!
Que hoje em dia há um olhar diferente para o papel do pai e da mãe para compor uma família e para a sociedade.
Me orgulho de ver meu marido e muitos pais que conheço participando ativamente. Interagindo de forma única e tão espontânea com os filhos. Lindo de ver!
Mostra realmente uma família unida e saudável.
Um brinde a todos os pais que são assim. Que de uma forma ou outra participam, colaboram, ajudam e realmente curtem acima de tudo a família que tem.
Beijos

Carol Passuello disse...

Deveria ser o comum, não é? Mas infelizmente a vida real é um pouco diferente... As vezes os homens dão uma empregada (ou uma máquina de lavar) para a mulher e acham que já fizeram sua parte... As companheiras ficam sobrecarregadas, eles não sabem o quanto perdem por estarem mais perto dos filhos e as crianças deixam de ter essa companhia única que é o pai! Uma pena!
Bjs

Meg disse...

Camila. acredito q para sermos Mães mais presentes nossos filhos têm q ter Pais muito presentes porque senão não sobra muita energia pra nenhuma das partes e como tudo é "rock'n'roll" com ajuda vira quase uma "mpb" he he he ...quase! Viva os Pais presentes.... bjus Meg Lima

Nine disse...

Concordo, Camila. Maternidade e paternidade ativas são o que realnente interessam na formação de uma nova cultura e sociedade.

É inegável o papel do feminismo nisso...não fossem as mulheres a lutar por direitos iguais, os homens, em grande maioria, ainda estariam sentados no sofá assistindo ao futebol.

Não que hj seja muito diferente, creio eu que essa ainda é a realidade da maioria das famílias brasileiras, e cabe a nós, pais e mães do século XXI melhorarmos esse quadro, né?

Beijos,
Nine

Elen disse...

Adorei o post.
Tenho uma menina de 4 anos e meu marido precisa de uns toques ainda.
Não que ele não participa, mas digamos que poderia participar mais.
A Ester ama ele de paixão. Sabe os horários em que sai e chega e quando atrasa um pouco já fica na expectativa.
Percebo que ela o ama e ele também a ama, mas vem de uma familia que pai não demonstra tanto o sentimento.
Tive uma conversa com ele, que queria que ele fosse diferente nesse sentido, que não tivesse vergonha de pegar no colo, abraçar e beijar. Percebo que depois dessa conversa muito coisa mudou no comportamento. Ando deixando algumas coisas dela por conta dele e vejo q anda se superando... rsrs

E assim vamos

abraços cheirosos

Gabriela Teixeira disse...

Posso reclamar de tudo nessa vida, mas reclamar do pai do meu filho seria uma mentira, uma maldade! Super participativo, participa de tudo pq quer, nunca pressionei nada, isso é dele...agradeço a Deus todos os dias pelo pai maravilhoso que ele é! Já presenciei pai negando colo para o filho pq estava numa rodinha de amigos tomando cerveja! ABSURDO! TRISTE!
Bjos

Milenna disse...

Ótimo post!
Aqui em casa meu marido é super presente. Ele deu banho na Julia recém-nascida e eu só dei com 1 mês pq minha mãe foi embora.rs
Ele é o único pai do nosso grupo de amigos que participa pra valer, troca fralda(as de cocô tb), dá banho, dá comida, brinca pra eu dormir umm pouquinho mais, enfim, todos o elogiam mto, como se fosse algo fora do comum, um pai participar da vida do filho. Mas a realidade que vejo é que os outros pais, são da turma do oba-oba, qdo a criança chora ou precisa de alguma coisa, ele entrega p mãe.
A mãe de uma amiga disse que meu marido era o único dosmeticado que ela viu até hj.rs. Achei pesado e engraçado ao mesmo tempo.
Na verdade, todos deveriam ser assim, pois eles só tem a ganhar estando mais próximos dos filhos.
Que bom que os nossos são assim e que no fututo, todos sejam tb.
Bjos.

Cappelli disse...

Booooooooa Camila!

O Filho da mãe é também do pai!

Com esse texto já considero um sucesso meu manifesto em nome do Pai.

Abração!

Cappelli

www.etudoaoquadrado.blogspot.com

Jana disse...

Exatamente isso!!
Meu bb está com 5 meses, já voltei pro escritório e meu marido tbém trabalha, cuidamos os dois de maneira igual dele, sem essa de eu estou cansado do trabalho....

Anne disse...

Cami!
Tb concordo com toda a sua visão quanto à participaçao materna. Mas nao entendi a relaçao que vcfaz com o feminismo - como se os pais menos participativos fossem resultado das posturas mais feministas das mães. Entendi errado? hehehe

Eu aqui, penso que quanto mais feminista a gente for, mais eles participam. Igualdade de gêneros é direitos e deveres respeitados. É essencial que o pai se envolva, dentro da qualidade paterna. Não gera na barriga, mas gera na cabeça. Eu vejo hoje o Pedro gestando tb.
Não amamenta, mas alimenta, nutre, sempre nutriu.

Se eu fosse machista, acredito que o pensamento seria uma força à alienaçao paternal: isso é coisa da mãe. A mulher é que sabe cuidar, a mulher é carinhosa o homem não... idéias combatidas pelo feminismo.

Viajei??
Bjo amora, adorei o post! O Rodrigo parece mesmo um super pai (apesar de parecer 10 anos mais jovem que eu e meu marido #mimata)

Camila disse...

Anne, eu acho que o feminismo (direitos e deveres iguais) trouxe uma maior participação dos pais na criaçao dos pais sim. Não que eu concorde com o feminismo de maneira geral, mas esse resultado é positivo para amaternidade, a paternidade e para os filhos. Aqui em casa temos total participação do pai na criação, nos cuidados e na educação das crianças, mas não pelo feminismo e sim por princípios e valores de vida e de família, deu para entender agora?? Me expliquei bem?
O #mimata serve pra mim tbem: mandei o Rodrigo lá na minha dermato, ele preencheu a ficha e colocou o meu nominho como indicação. A fofa da dermato perguntou se ele era meu irmão mais novo, #mimata ao cubo, fala sério se eu mereço! Tapa no visual na veia!
Bjos,

 
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