
Essas três criancinhas vieram da mesma barriga, Joaquim e Pedro, inclusive, tiveram que dividir o espaço e compartilharam o DNA. Mas a origem é igual para os três. O pai também. A casa, a educação, os avós, tios, tudo, tudo, tudo.
E, nos surpreendem diariamente mostrando-se tão diferentes.
Lá na fazenda tem um caminho de terra cheio de pedrinhas, com os bois de um lado e os cavalinhos do outro. Para crianças dessa idade, é praticamente uma Disney!
Pois a brincadeira era ir lá, admirar os bichos, alimentá-los e pegar pedrinhas, cada um no seu baldinho.
Manu pegava as brilhantes e lisinhas, suas “pedras preciosas”, como ela mesma definiu.
Joaquim só queria saber das grandonas.
Pedro pegava as pequenininhas.
Cada um com as suas e, tenho certeza que a escolha das pedras diz muito a respeito da personalidade de cada um. (Mamãezinha psicóloga fica com os olhos arregalados e bri-lhan-tes!)
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Sexta feira a minha turminha estreou no cinema. Não, eles não são atores mirins, foram assistir ao primeiro filme na “televisão grandona” e no escuro. A escolha foi o “Shrek”, um filme que eu e o meu maridinho amamos e acompanhamos muito antes de pensarmos na existência desses serezinhos.
Temos todos os outros filmes em DVDs, foto com o Shrek e a Fiona na Disney e, quando fizemos o nosso 1º. aniversário de casamento, ganhamos um bolinho com o Shrek e a Fiona de noivinhos, coisa que guardo até hoje.
Estávamos meio inseguros de como seria essa experiência, eles são pequenos para ficar durante um filme inteiro dentro de uma sala de cinema, tem o temido escuro, o som alto, enfim, poderia ser uma catástrofe! Mas, não. Foi um espetáculo à parte.
E, mais uma vez, cada um do seu jeitinho.
A Manu, antes de entrar no filme, foi comigo ao banheiro, espiou a sala e falou:
- Mamãe, tá escuro lá dentro!
E eu já fui imaginando que a mocinha não ficaria lá por nada, nem depois de um saco de pipoca, M&M´s e balinhas comprados. Mas ela entrou, chorou um pouquinho de medo do escuro, pediu a chupeta e encarou. O filme inteirinho. No meu colo. E eu só espiando a sua carinha admirada, na maior atenção, esboçando sorrisinhos, admiração por tudo aquilo e rindo das piadinhas e coisas engraçadas que entendia.
O Joaquim e o Pedro entraram numa boa, nem perceberam que estava escuro. Amaram subir as escadas com luzinhas vermelhas que indicavam “perigo de tropeço”.
O Joaquim ficou no colo do Papai. Ele é do tipo “falador” no cinema, sabe? Comentava o que via do filme, repetia algumas frases, ria alto e ficava pedindo, pipoca, chocolate e suco. Fofo, extremamente fofo.
Pedro sentou sozinho em uma cadeira. Entre o Papai e a Mamãe. Segurou o seu saquinho de pipoca, não piscou e, de vez em quando, pedia o seu suco, para matar o salgado todo das pipocas. Quando chegou em casa e foi dormir ainda falava:
- O Dragão comeu o Burrico, o Dragão comeu e Burrico...
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Estou extremamente orgulhosa desses 3! E, de quebra, acrescentamos mais um programa preferido em família!
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