quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dureza...


E o que dizer desse molequinho Joaquim que, antes mesmo de completar 2 anos, resolveu tentar sair do berço e CONSEGUIU?

Eu acordo no domingo de manhã, com a cantoria da duplinha ("marcha soldado...") no quarto vizinho, levanto, saio pelo corredor e dou de cara com ele, indo justamente ao meu encontro.

Pode?

Meu coração pulava tanto, que nem "bom dia!" eu consegui falar.

E, de novo, à tarde, os 2 dormindo, maridinho e eu na sala. Barulho da porta abrindo. Ladrão na certa, pensamos. Não, gente, calma, era o Joaquim de novo: todo descabelado e descalço, como se nada estivesse acontecendo.

Dai, a gente queria saber o tamanho do perigo. Colocamos o rapazinho no berço e falamos:

- Vai, mostra como é que você sai do berço!

E lá saiu ele, numa boa, fazendo muito esforço com o maior cuidado.

*****

Até aí, ok (naquelas, né?!), mas quando ele saiu para a gente "admirar a arte", acabou batendo o queixo no berço e fez aquela cara bem sem graça de quem aprontou e se machucou, mas nem poderia reclamar, afinal, sabia que estava fazendo coisa errada.

Mas, agora é que começa a ficar interessante.

Tudo isso acontecendo e o Pedro acompanhando todos os detalhes. O resultado foi um menininho muito assustado com o perigo que o seu irmão gêmeo, aquele com quem ele dividiu o DNA, estava correndo.

Ao mesmo tempo que é a coisa mais bonitinha de se ver, também é tão, tão complexo, que eu mal consigo entender e acompanhar.

Ele fica repetindo: "O Quiquim saiu do berço sozinho e doeu...". Ou, às vezes, pergunta se o irmão saiu do berço, sempre bastante preocupado. Chega a me doer o coração, tamanha a preocupação do Pepê, querendo se certificar a respeito da segurança do Joaquim, sabe?

E também tem me dado um trabalhão para dormir. A gente coloca ele no berço e o mocinho urra, não quer ficar lá por nada, fica se jogando nos nossos braços para sair, como se estivesse com medo de que aconteça alguma coisa a ele? Ou ao irmão? Honestamente, não sei. E me parte o coração.

Domingo ele foi dormir à meia noite e meia. Só depois que eu o acalmei bastante, deixei um pouquinho na minha cama e fiz carinho até que pegasse no sono.

Na segunda, fez tanto que também conseguiu "fugir" do berço e apareceu na cozinha.

Na terça, chorou para dormir, mas ofereci um porquinho de pelúcia da Manu e ele topou, se sentiu protegido pelo brinquedinho da irmãzinha, que até fez "oinc, oinc" caindo de sono.

E hoje, não sei. Nem amanhã. Nem sobre os novos "esquemas" para dormir.

Estamos na busca para uma solução adequada para esses pequenos fujões e, não tem jeito: repetindo o tempo todo que é perigoso descer do berço sozinho, que tem que chamar alguém para ajudar.

E, por outro lado, chamar a atenção sem chamar muuuuita a atenção para ninguém ficar tão assustado com o tamanho do perigo.

Entendem?

É duro educar filhos. É duro educar gêmeos. Tomar o cuidado necessário de acordo com a personalidade e, principalmente, a sensibilidade de cada um a cada coisa que falamos e fazemos.

Me perguntaram aqui, em um dos comentários, se é mais fácil educar filhos sendo psicóloga. Nesse momento, acho que não. Talvez quando temos uma série de informações e conhecimentos, a gente fique procurando a resposta na "gavetinha" certa e referente ao assunto em questão, o que parece "bloquear" os instintos e o bom senso.

Se o post tá hiper confuso e "tortuoso", o que diriam da minha atuação como mãe diante desses acontecimentos todos??

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19 comentários:

Carol Garcia disse...

que loucura, camilitcha!
básico, some essa confusão toda, personalidades diferentes e a culpa que nos acompanha...
tô aqui as voltas com a educação do isaac. ele anda numa fase birrenta, cheio de manhas e agora deu pra abrir o bocão se é contrariado.
haja bom senso.
confesso que ando com a paciência no limite.
affff
bjocas

Mariana - viciados em colo disse...

Olá Camila,
Será que não está na hora de fazer a transição para duas caminhas?... Diminui o perigo da queda e estimula a dormir lá: afinal "já são rapazinhos", sabe?
Abraços

Carol P disse...

Camila, Legal seu comentario a respeito da pergunta que te fizeram, se eh mais facil para voce educar. Eu tinha essa duvida. Bom saber que eh dificil para todo mundo, mas com certeza voce tem conhecimentos mais especificos.

Micheli disse...

Bem, achei legal que ele conseguiu sair sozinho numa boa... A Clarinha qdo decidiu sair do berço, pulou e caiu de cabeça no chão... Resultado: tive de passá-la às pressas para a cama, tb antes dos dois anos, que era qdo eu pretendia fazer isso...
Fico imaginando que interessante que é com gêmeos essas fases de desenvolvimento e descobertas... deve ser maravilhoso de acompanhar! hehe.
Realmente, psicóloga, médica, enfim, com o envolvimento emocional com o filho não se consegue ver da mesma forma que uma pessoa que não tem esse envolvimento, não é mesmo?
Um beijo!
http://tagarelicesepensamentos.blogspot.com/

disse...

caramba! é muito, muito bonitinho, tanto a "fuga" do Quimquim, quanto a preocupação do Pepê. Mas é muuito preocupante. Quando minha pequena começou a "fugir" do berço a gente abaixou o colção até a ultima posição possível. Quando isso já nao era suficiente a situação começou a ficar perigosa, e trocamos o berço pela cama com grades de proteção. Ainda assim eu colocava um tapete fofinho com um leçol por cima, ao lado da cama, pra prevenir.

Marcia disse...

Ah Camila, te entendo perfeitamente. Você está certíssima em saber que cada um é um indivíduo e deve ser tratado com distinção: enquanto um não tem medo de se machucar, o outro teme por ele próprio e pelo irmão. Quanto ao sono, vai tentando aos poucos... bichinho de pelúcia, luz acesa, disposição para acalmá-lo... eles precisam se sentir seguros.
Abraços,

Di disse...

E... eu trocava eles pra caminha... montava aquele quarto lindo de morrer que vc colocou aqui, e pronto! :P

Kah disse...

Aí, Camila, eu ri, desculpa. Fiquei imaginando a cena!!
Já pensou em sair do berço e entrar na era cama? É mais seguro, pelo menos. Tem aquelas camas com tipo grade na volta...

Enfim, educar é fogo, né? Muito mais fácil quando eles são bebês e mamam de hora em hora.
Não entrei nessa fase de educar ainda, a birra mor aqui em casa ainda é quando quero colocar ela no chão e ela quer ficar no colo, mas imagino a dificuldade de lidar com o que não se entende, como é seu caso com gêmeos... A relação deles deve ser maravilhosamente complicada... rsrs
Beijão e boa sorte!

LUA disse...

Menina!!Pensei nisso enquanto lia...se ela é psicologa, deve ter um tantão de tecnicas pra não traumatizer...rsrsrs
ag]ff!!vc me desiludiu!rsrsrs
bjsss
Só as mães são felizes!
http://www.coisa-de-mae.blogspot.com

Nádia disse...

É uma loucura quando esses bebezinhos começam a fazer arte! Eu já estou com medo que o meu decida pular daquele berço! Bjus!

Vanessa Caubianco disse...

Aiaiaiai, nem sei o que pensar. É aquela coisa de sempre, né, amiga: cada fase é diferente e a gente que corra atrás pra acompanhar...e que nos viremos pra arrumar um jeito de fazer as coisas entrarem nos eixos denovo. E elas acabam entrando. O bom disso tudo é que o anjo da guarda deles é graaaaaaande...
bjbj e boa sorte pra vcs!!

Nutrição e Cia disse...

Logo no inicio da vidinha deles já ta dando pra vc perceber que são diferentes um aventureiro e o outro protetor, que bom um irá cuidar do outro. E que graça desceu do berço sozinho! Aqui em casa minha linda tentou uma vez caiu pra trás e nunca mais tentou......... Ainda bem pois a gente fica pensando nisso toda vez que chega a noite né?! Bjs

Juliana Dalzoto disse...

Oi Camila!

Que coisa hein, guria?! Ele não tah querendo mais o berço não...

E se vc trocasse por uma caminha?
O Lucas fez a transição um pouco antes dos 2 aninhos e foi muito tranquilo. Ele já estava grande e no berço tinha pouco espaço pra ele. Compramos uma grade de segurança (que até hoje o acompanha!) e pronto! Descer da caminha é mais seguro pelo menos ;)

Claro que no seu caso, sõa duas caminhas, dois carinhas para explicar, adaptar e tudo o mais... o que mais posso te dizer? Hum... acho que Boa Sorte, viu!!! Acho que mesmo sendo mais complicado, a caminha seria uma boa alternativa ;)

Beijokas e boa sorte, mamãe!

Karin Petermann disse...

Oi Camila...
Sinceramente, achei fofo a evolução dos seus filhos, claro! Fico imaginando o meu daqui a um ano e pouco...
Mas entendo completamente sua preocupação quanto a educação. Poxa o Pepe todo preocupado com o irmãozinho e o Joaquim devia estar achando o máximo chegar na sala e ver vocês dois...
Fiquei aqui imaginando sua cabeça fritando... pelo menos se fosse eu no seu lugar, era assim que minha cabeça estaria.

Imagina, se eu já estou de cabelo em pé com um aprendendo a se segurar nas coisas e andando de ladinho, imagino você com dois "fugindo" do berço.

Só torço pra que você consiga achar uma resposta na sua gavetinha... uma resposta que possa te ajudar a ficar mais tranquila e consiga educar os dois de acordo com a personalidade de cada.
Uma tarefa nada fácil.. mas uma verdadeira arte!

Beijos
Karin Petermann
www.mamaeecia.com.br

Liagreice de Medeiros disse...

Ai, guria, nem me fala...estou passando um problemão, aqui tbem, a Clara raramete passa a noite toda na cama dela, e qdo chora, acorda o Gabriel, e vira tudo um samba do crioulo doido...só mãe, mesmo...beijos!

Cris :-) disse...

Oi Camila, enquanto lia o post também pensei na caminha de transição. O Matheus e a Luana passaram para as caminhas fazem uns três meses e se adaptaram super bem.
Sobem e descem com segurança e nunca caíram da cama durante a noite.

Bjs

Joseane disse...

Oi Camila,

Adorei conhecer o seu blog! Parabéns! Acho que esta experiência é muito comum na deliciosa arte de ser mãe.Quando a Sophia tinha mais ou menos a mesma idade dos meninos sofremos com os mesmos medos. Quando percebemos que a brincadeira era perigosa imediatamente trocamos o berço pela mini cama, mais confortável pra dormir, mais segura, mas dá à criança mais liberdade para levantar a hora que bem entender...daí vem outra questão, a adaptação com a tal biberdade e a adaptação dos pais com os novos limites e uma nova rotina. Siceramente, levou quase 1 mês para tudo entrar nos eixos novamente. No final todo mundo sobreviveu e foi uma boa solução. Agora estou me preparando para uma nova transição, a da mini cama para a cama de solteiro,que é mais alta, afinal ela está quase uma mocinha, 5 anos. Beijos, Josi

Mamma Mini disse...

Putz Cá que difícil, o David nunca pulou do berço, mas a maioria dos filhos de amigos já pularam e acho que é a hora de colocar a caminha... porque aí dá um up novo pro quartinho, faz uma graça nova e talvez ele se sinta mais estimulado a ficar lá, tem também o case que aí não tem barreira nenhuma até seu quarto e ele vai chegar lá a hora que quiser... mas acho que vai ser um processo, talvez seja a hora de mudar alguma coisa.. muito difícil, o sono deles é super sensível e acho que quando algo está mudando ou não está 100% reflete total no sono, aqui em casa é por causa da adaptação da escola, o David tá dormindo super mal e eu também, (aliás to morrendo de sono right now...rs) e acho que é um pouco isso...e gêmeos deve ser mais foda, porque apesar de serem gêmos cada um é um e tem sua personalidade, que fofo o Pepe ficar preocupado com o Joaquim né? Mas imagino a dureza sim... maybe é a hora de fazer algo bem lúdico no quarto deles... colocar chazinho de camomila na água do banho, dar chazinho ou aquelas gotinhas naturais de camomila da weleda, comprar uma luminária nova...um novo amigo pra dormir...só inventando né amiga? e aí, muita correria nos preparativos? bjs querida

Roberta Lippi disse...

Eu tenho um casal de irmãos que são gêmeos. E eu tinha 1 ano e 10 meses quando eles nasceram. Ou seja, três bebês, praticamente.
Minha irmã era a espoleta dos gêmeos e meu irmão era o sossegado em pessoa. Minha mãe vira e mexe entrava no quarto e pegava a Paula aprontando alguma, tipo escalando caixas pra subir no guarda-roupas, e de lá de cima ela gritava:
- Vem, Gauco (Glauco), vem, Gauco!!!
E ele ficava lá embaixo olhando, sem saber se obedecia a irmã ou ficava ali na dele.

 
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