quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Babás e enfermeiras

Eu tenho a impressão de que as babás e enfermeiras são as profissões do futuro. Ou, se não forem, são, no mínimo, aquelas profissionais muito bem remuneradas, especialmente nas grandes capitais.

Outro dia, eu soube o valor “de tabela” que uma enfermeira está cobrando por aí. Façam a conta: são DEZ salários mínimos!

Me lembrei de ter caído na bobagem de procurar uma enfermeira para gêmeos e a cada conversa telefônica ou entrevista, tinha ataques de riso. O cálculo do salário pedido por elas era dos dez salários mínimos da época (3 anos atrás) e multiplicados por dois, afinal, o trabalho era para cuidar de gêmeos. Algumas até exigiam uma “assistente”, dá para acreditar? E, olha só, não tem negociação. Não quer pagar, quer dar uma choradinha? Não rola, a fila anda, se você não pode pagar, tem alguém que pode e é isso que movimenta e sustenta esse mercado de salários absurdamente inflacionados.

Eu não sou contra babás e enfermeiras e sei muito bem que o trabalho delas é pesado, puxado e, de fato, em enorme volume. Sou grata e reconheço muito as pessoas que já passaram pela minha vida, pela dos meus filhos e que nos ajudam diariamente, mas acho que os salários exigidos estão fora de qualquer parâmetro da normalidade! Tem muito profissional por aí estudado, especializado, MBAzado que entra no mercado e não ganha o que uma enfermeira pede. Aliás, enfermeira pode até ser um mero título, nem todas elas têm diploma em enfermagem.

Apesar de achar os salários verdadeiros absurdos, nem era sobre isso que eu queria falar, mas é que me choca tanto e não consigo fugir do assunto.

A questão, para mim, é o trabalho em si.

Desde que me entendo por mãe de três que escuto as justificativas dos salários exigidos baseadas no tanto de trabalho que eles dão, portanto o salário tem que ser nas nuvens. A discussão aqui é bastante pessoal, até porque eu sou uma “stay at home mom” e faço tudo pelas crianças, ninguém fica no meu lugar ou me substitui nas tarefas, eu preciso mesmo é de braços extras para cuidar dos três, entendem??

Mas, outro dia, me surpreendi. Fomos passar alguns dias na fazenda e tinha uma mocinha de lá procurando emprego e resolvemos contratá-la para nos ajudar com as crianças durante esse período.

A moça era ótima, carinhosa e muito, muito prestativa, mas ela precisou se ausentar por um problema de saúde. Assumimos tudo sozinhos, já que ela necessitava de um certo repouso. Uns dois dias depois, ela aparece querendo trabalhar de qualquer jeito. Eu fiquei bem na dúvida, com medo de que algo acontecesse e a moça voltasse a passar mal, mas ela insistiu, insistiu, queria e precisava trabalhar.

Quase que instantânea e automaticamente, me vi reproduzindo o discurso das outras entrevistadas:

- Olha, pensa bem, cuidar de três crianças é um trabalho muito pesado e puxado...

Ela me interrompeu e até riu:

- Olha, Dona Camila, cuidar de criança não dá trabalho, não. Trabalho puxado mesmo é daqueles de acordar de madrugada e passar o dia na roça, isso sim, mas criança é tranqüilo.

Essa fulana quebrou as minhas pernas, deveria quebrar as das enfermeiras pós-graduadas em Harvard e mudou o meu discurso para sempre.



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29 comentários:

Carol P disse...

Sabe aquele historia ...aonde ha demanda existe oferta.
Pois eh nao querendo criticar, mas a necessidade incontrolavel por essa mao de obra no Brasil faz com que os precos sejam absurdos e pior, por uma mao de obra que nao eh especializada de uma forma geral.
Concordo com vc e com a sua assistente.
Bj Carol P
www.motherlovedatabase.com

Mari Mari disse...

Moro no Rio, a terra das babás. Aqui tem babá pra todo gosto e todo bolso. Pior, é normal ter babá, e se voê não tem, é um alien (oi?). Sou paulista, terra de escolinha, vovó e ficar-em-casa-porque-nao-tem-com-quem-deixar-as-criancas. Claro, nao tenho babá, sou et (oi?). as pessoas acham um absurdo que eu fique em casa, sozinha, com duas criancas, cozinhando, lavando, passando, cuidando... Não vou dizer que não é puxado, é sim, mas tem dias que é chato e monótono. E posso dizer que crianca nao dá trabalho. crianca dá trabalho quando tá doente. fora isso, não dá tanto trabalho assim não. o que me dá trabalho éfazer comida. na hora, balanceada, quentinha, com hora pra ficar pronta. Isso sim dá trabalho. Concordo com a moça da fazenda: há trabalhos muito mais difíceis... :-)

Mariana disse...

Oi Camila...
Olha, eu acho bem complicada essa questão das babás.
Se a pessoa for enfermeira de verdade, com graduação e tudo mais e fizer um bom trabalho, acho que aí não tem nem o que questionar. Ela merece o salário e pronto. Não é porque está trabalhando em um local que não gera lucro, que ela merece ganhar menos, afinal, ela estudou, se esforçou etc e podia estar em um hospital ou na sua casa. Ainda, na sua casa ela não terá benefícios que geralmente teria em um hospital, como plano de saúde, etc. Por isso, o salário mais alto se justifica. Paga quem quer e pode.
Sobre as babás, eu conheço algumas famílias que pagam mais ou menos 8 salários mínimos para essas pessoas. Mas elas são pessoas bem qualificadas, com cursos de primeiros socorros, noções de pedagogia e psicologia, falam corretamente e não ficam ensinando coisas erradas pras crianças etc. Além disso, ainda fazem todo o trabalho doméstico relacionado às crianças: lavam e passam as roupas, preparam alguma comida diferente, limpam e arrumam os quartos etc. Muitas vezes, essas pessoas tem que deixar os próprios filhos para ir cuidar dos filhos dos outros, por isso, para elas, o salário deve valer a pena o sacrifício de se afastar das crias.
Pode parecer um absurdo, mas eu acho muito bom que isso esteja acontecendo no país. É sinal de desenvolvimento econômico: as pessoas com qualificação e força de vontade começam a ter outras opções que não seja a de trabalhar em casa de família, podem escolher entre ir trabalhar na produção de uma empresa e ganhar 5 salários mínimos + benefícios (transporte, vale-alimentação, vale-refeição, plano de saúde para a família etc) ou buscar um emprego que permita que ela tenha uma boa qualidade de vida, em q ela possa pagar por um plano de saúde para ela e os filhos, que possa ir ao supermercado e comprar as guloseimas que os filhos tem vontade sem ter q contar as moedinhas etc.
Sinceramente? Eu não consigo ver isso como um absurdo nem como algo ruim. Claro que eu gostaria de poder ter uma ajuda em casa todos os dias, acho que eu seria uma pessoa bem menos stressada, com mais tempo para cuidar de mim e do meu lazer, mas eu não acho justo que uma pessoa ganhe um salário menor, se ela tem qualificação, só porque está numa casa de família, onde ela não tem possibilidade de mudar de área, aprender e crescer, onde, por mais respeitada que sejam, nunca deixará de ser a babá.

Mariana disse...

Oi Camila...
Olha, eu acho bem complicada essa questão das babás.
Se a pessoa for enfermeira de verdade, com graduação e tudo mais e fizer um bom trabalho, acho que aí não tem nem o que questionar. Ela merece o salário e pronto. Não é porque está trabalhando em um local que não gera lucro, que ela merece ganhar menos, afinal, ela estudou, se esforçou etc e podia estar em um hospital ou na sua casa. Ainda, na sua casa ela não terá benefícios que geralmente teria em um hospital, como plano de saúde, etc. Por isso, o salário mais alto se justifica. Paga quem quer e pode.
Sobre as babás, eu conheço algumas famílias que pagam mais ou menos 8 salários mínimos para essas pessoas. Mas elas são pessoas bem qualificadas, com cursos de primeiros socorros, noções de pedagogia e psicologia, falam corretamente e não ficam ensinando coisas erradas pras crianças etc. Além disso, ainda fazem todo o trabalho doméstico relacionado às crianças: lavam e passam as roupas, preparam alguma comida diferente, limpam e arrumam os quartos etc. Muitas vezes, essas pessoas tem que deixar os próprios filhos para ir cuidar dos filhos dos outros, por isso, para elas, o salário deve valer a pena o sacrifício de se afastar das crias.
Pode parecer um absurdo, mas eu acho muito bom que isso esteja acontecendo no país. É sinal de desenvolvimento econômico: as pessoas com qualificação e força de vontade começam a ter outras opções que não seja a de trabalhar em casa de família, podem escolher entre ir trabalhar na produção de uma empresa e ganhar 5 salários mínimos + benefícios (transporte, vale-alimentação, vale-refeição, plano de saúde para a família etc) ou buscar um emprego que permita que ela tenha uma boa qualidade de vida, em q ela possa pagar por um plano de saúde para ela e os filhos, que possa ir ao supermercado e comprar as guloseimas que os filhos tem vontade sem ter q contar as moedinhas etc.
Sinceramente? Eu não consigo ver isso como um absurdo nem como algo ruim. Claro que eu gostaria de poder ter uma ajuda em casa todos os dias, acho que eu seria uma pessoa bem menos stressada, com mais tempo para cuidar de mim e do meu lazer, mas eu não acho justo que uma pessoa ganhe um salário menor, se ela tem qualificação, só porque está numa casa de família, onde ela não tem possibilidade de mudar de área, aprender e crescer, onde, por mais respeitada que sejam, nunca deixará de ser a babá.

Dione disse...

Camila, a avó do meu marido, no final da vida, precisava de uma equipe de enfermagem. Resumindo, elas ficaram com o equivalente à um quarto e sala na Tijuca (em 1 ano). E quanto às babás, aqui elas pedem mil, mil e quinhentos reais. Para ficarem sentadas no parquinho falando mal da patroa no celular enquanto a criança se joga de cabeça do escorregador.

Anna disse...

como eu sempre digo: Tudo depende do referencial.

beijos e bom dia!

Meg disse...

Ah! se todas pensassem assim!!!

Ísis Rocha disse...

Oi Camila,

Que sorte a sua! Fiquei feliz só de pensar no alívio que é poder contar com alguém que não acha que está sendo explorada ou ganhando pouco.

Eu fui "criada por babás" e lembro com carinho que a nossa cuidava da casa, 3 crianças (eu, minha irmã e o filho dela), 2 cachorros e 2 adultos (afinal de contas, fazer a salada preferida da minha mãe e o cafezinho pós-almoço do meu pai também é cuidar, certo?).

Ela sempre recebeu 01(unzinho) salário mínimo e nunca reclamou. Assim como as babás dos meus primos e amigos de escola.

Hoje, pra babá da minha filha ficar com ela (só à tarde) e cuidar da casa, precisei negociar benefícios, folgas, um salário maior.

O que mudou?

Já ouvi que são direitos trabalhistas, que as pessoas estão mais informadas, têm mais acesso à educação.
Isso quer dizer o que? Que as babás antigas eram exploradas sem dó? Acho injusto.

A minha babá trabalhava duro, mas gostava do que fazia e era feliz.

Juliana Ramos disse...

Essa aí sabe das coisas!!!
Vc não importou ela para a cidade grande?
Esse é o nosso futuro...

Acredito que a razão dessas "enfermeiras" enfiarem a faca nas mãe é (fora a oferta e procura) a responsabilidade de ter uma, ou duas, vidas nas mãos... Só pode ser!!!

Bjo

Carolina disse...

Hoje em dia, empregada, babá, enfermeira são luxo. Eu não tenho empregada fixa só diarista, por questões financeiras. O que a mocinha falou acho super certo. Vai trabalhar na lavoura de sol a sol... Dureza! Eu admito que quem fez faculdade merece um bom salário, se cuida do nosso bem mais preciso merece um bom salário, mas a classe média sofre. Ai acaba que a mãe trabalha para pagar alguém ficar em casa cuidando do que é dela... Acho meio estranho mas é uma outra discussão...

Grace disse...

Camila...
eu, que moro no interior, e que tenho uma babá que cuida de dois, q tbem é do interior, te digo...essa moça tá mais que certa...

Guria, a gente chega nas casas aqui, o pessoal ta acordado desde cedo...é vaca, é porco, é plantação...e vaca não espera, fia...tem que ordenhar na hora certinha (igual a gente...rsrssr) senão empedra tudo...

Sábado tem que ir...domingo tem que ir...isso sim é trabalho duro!
Maaaass...meus filhos são o que tenho de mais precioso, a gente pensa...e paga um dinheirão...fazer o que?? Tomara que a sua empregada fique com vc por muuuuito tempo...ehehehe
Beijos

ww.vidadequilibrista.blogspot.com

Mariana - viciados em colo disse...

peraê, não tô entendendo!

estamos falando de ENFERMEIRAS (que fizeram FACULDADE de enfermagem) ou de TÉCNICAS de enfermagem?

aí em são paulo tem ENFERMEIRA que se dispõe a ir trabalhar como BABÁ??? por que diabos uma ENFERMEIRA quer trabalhar como doméstica?

se forem técnicas de enfermagem, é mais cara de pau ainda... é muito desespero aceitar pagar um salário destes... pelo menos por aqui, este é um salário que muita gente pós-graduada não tem!

só em são paulo mesmo para ter gente disposta a pagar 5.450,00 reais, mais o salário de uma ajudante para cuidar de crianças!

agora entendo porque tem tanta gente deixando suas carreiras para ficar cuidando dos filhos. realmente para valer à pena manter o emprego, a patroa tem que ganhar mais de 10 mil!!!

acho que realmente tem quem pode pagar, e se tem gente pedindo é porque tem gente pagando, mas para mim isso é um delírio!

beijoca e desculpa os olhos arregalados!!!

Flavia Bernardo disse...

"....mas acho que os salários exigidos estão fora de qualquer parâmetro da normalidade! Tem muito profissional por aí estudado, especializado, MBAzado que entra no mercado e não ganha o que uma enfermeira pede."

ora, uma enfermeira tb é graduada, muitas possuem especialização e porque nao podem ter um salário maior que um outro profissional igualmente qualificado. Ter MBA nao quer dizer muita coisa, infelizmente. Tem engenheiros, com MBA que viraram taxista pq os diplomas não valeramd e muita coisa no mercado de trabalho.

O grande problema é que desmerecemos o trabalho doméstico. Seja ele sendo feito por nós mulheres, donas de casa ou pelos profissionais que trabalham em nossa casa.

E foi como alguém aí em cima disse. Enquanto houver procura, os salários vão se basear por aí mesmo. Quem pode pagar, que pague e valorize a mão de obra que cuida de seus filhos. Sendo enfermeira ou não.

bjks
Flávia

Marcia disse...

Ótimo post. Não são apenas as babás que fazem esse tipo de exigencia, como também as empregadas domésticas. Acho péssimo que isso esteja acontecendo nesse país, isso só prova que as pessoas não estão mais dispostas a trabalhar. Procuram dinheiro fácil. Infelizmente essa exigencia por salarios altos não veio junto com aumento de qualificação, já que 90% das babás e empregadas que conheço deixam muito a desejar. E as coitadas das patroas universitárias e pós-graduadas tem que se ralar de trabalhar para pagar as babás e empregadas cheias de auto-estima.
Nos países mais desenvolvidos, as pessoas deixaram de ter esse tipo de profissional e estão assumindo sozinhas as tarefas da casa e criação dos filhos. Eu acho isso ótimo e espero que seja essa a tendencia também aqui no Brasil. Sei que muitas vezes é dificil dar conta de tudo sozinha, mas é libertador não precisar delas!! :o)

Marcia disse...

Ah, outro detalhe. Sou fisioterapeuta e trabalhei dez anos em hospital(UTI). As auxiliares de enfermagem em hospital ralam MUIIIIITO em um plantão noturno de 12 horas que inclui trocar fralda e dar banho em adultos que pesam em torno de 100 quilos e que estão em coma. Fazer curativos enormes e nojentos. Além de participar em paradas cardíacas, procedimentos super arriscados,morte, enfim... E te garanto que em nenhum hospital do país as enfermeiras ganham metade do que as tais babás estão exigindo. Isso porque seria pra cuidar de um bebezinho fofo dentro de uma casa confortável. É o fim mesmo!

Fabiana Alvim disse...

Acho que os nossos outros trabalhos fazem com que culpemos as demandas (simples) das crianças parecerem puxadas.

Se eu APENAS tivesse de cuidar das minhas filhas e nesse cuidar estivesse envolvido APENAS brincar, passear, alimentar, banhar... enfim, SE fosse assim seria o "trabalho" mais DIVERTIDO do mundo!

Mas o problema está em fazer isso entre arrumar a casa, trabalhar... e etecéteras.

Valeu a reflexão, sabe?! Pq eu acho isso tudo, mas vivo cantarolando "criança não trabalha, CRIANÇA DÁ TRABALHO!!"rsrs

Camila disse...

Flavia, acho complicado generalizar o desmerecimento do trabalho doméstico. Engana-se quem pensa que essas enfermeiras contratadas por salários absurdos são todas graduadas na faculdade de enfermagem. Vejo que elas notaram uma oportunidade boa nesse mercado, então fazem curso de babá e de primeiros socorros e saem por aí se chamando de enfermeira, mas não são. Elas não são diplomadas. Não passaram 4 ou 5 anos na faculdade. Acabam optando por um curso de baixo investimento financeiro e de tempo para que possam trabalhar exigindo salários até mais altos dos que os profissionais de fato graduados e especializados. Isso é um fenômeno comum e recente, é triste, mas é real e não acontece apenas com essas enfermeiras, é só vc observar o baixíssimo índice de aprovação da OAB, um reflexo das péssimas instituições formadoras e de ensino que pipocam por aí. A enfermeira de verdade, a graduada e especializada, raramente é vista trabalhando em casa de família. Como disse a Márcia, ela rala em hospitais, dá plantões malucos e exaustivos, pois tem outras ambições além do salário, ela está preocupada com a carreira. Agora, essas enfermeiras de quem eu falo, na maioria das vezes, querem aproveitar esse momento do mercado e ponto. Elas são contratadas para cuidar de um bebê nos primeiros meses de vida e depois vão embora, tanto é que pedem para não ter registro, recebem o valor líquido e continuam isentas de imposto. E ainda falam em direitos trabalhistas... Como é que pode?? Se elas mesmas não querem ser registradas? Ou seja, tá tudo errado! Mas o buraco é muito mais embaixo, a consequência disso tudo é que sobra pra gente, infelizmente...
Bjos,
Camila

Natalia L. P. de Almeida disse...

legal o que a moça te disse... e a sua percepção disso...
Se vê q tudo é realmente questão de parâmetro, ponto de vista e experiência de saber o q é a vida, né?

Bianca disse...

Concordo....

Mas, cada dia mais, ao invés das mães colocarem em creches (onde as crianças até se desenvolvem), preferem colocar enfermeiras e babás (que, podem, mais facilmente, machucar as crianças - já que não tem mais ninguém perto....)....

Cada um com seu cada um....

Beijos

Ilana disse...

Também acho um exagero os salários cobrados por algumas babás. Qdo a pessoa é de fato enfermeira formada, até entendo, mas babás que mal falam português, se achando a última bolacha do pacote, não tenho paciência (e tá cheio delas aqui no prédio, na pracinha, no clube...). Por isso, optei por não ter babá e cuidar do Rapha. Por enquanto tá funcionando.
E adorei a resposta dessa moça!
Bjos

Mamãe do Otávio disse...

realmente quebrou as pernas.
mas é aquela coisa, se tem gente pedindo é pq tem gente pagando.
um absurdo, como muitos poraí.
isso é Brasil. aff

Dadinha disse...

Ontem vim cá pela 1ª vez e reforço que disse: Estou a adorar conhecer-te. Melhor: Hoje adorei o seu post. Eu excerci advocacia durante aproximadamente 15 anos depois de nascer o Manuel decidi abdiquei da minha profissão para ficar com ele. Nestes cinco anos como mãe aprendi que não existe nada mais exigente na vida que ser mãe, mas não é no conceito de trabalho mas sim de missão e vocação. Porque de trabalho como bem ensinou essa menina existem trabalhos muito mais duros.
Cá em Portugal as bábás não têm tanto sucesso. Os pais colocam os filhos apartir dos 6 meses nas creches ou mais tarde nos infantários. Apartir dos 6 anos vão para as escolas. Aqui tb existe escolas públicas ou colégios privados tudo depende da vontade e capacidade económica dos pais. Por isso cá enfermeiras e bábás não não têm assim tanto poder. Ainda bem!
Beijinho
Dadinha
http://dadinhahistorias.blogspot.com/

Letícia Nunes disse...

Olá Camila, sou Técnica em Enfermagem... Os salários absurdos cobrados são pra fazer particulares (home care) mas mesmo assim, ainda acho um absurdo cobrar 10 salários...
No hospital o salario de uma téc. de Enfermagem é de 700 a 800 reais. Isso é ridículo... Vendo que fazemos plantões de 24h até pra tentar ganhar algo melhor... E é muuuuuita ralação... Cuidar de um bebê ou de um idoso em uma casa é o paraíso pras Téc. e Enfermeiras...

Carolina Pombo disse...

Como a Mari falou aí em cima, o Rio é a terra das babás. Eu já me decepcionei recentemente com uma e não to com coragem de tentar outra. Mas, a escola da minha filha não tem horário integral para a idade dela (2 anos) e eu estou numa sinuca de bico... passei num concurso e estou trabalhando longe de casa, full time. Queria ter uma opção de day care por aqui... Beijos

Genetriz disse...

Oi Camila!
Tema polêmico desta vez, heim?
Bom, como quase mãe, esses valores me deixam de cabelo em pé.
Por outro lado, como outras leitoras, fico feliz ao ver o trabalho doméstico sendo valorizado, independente da formação de quem o exerça.
Afinal de contas, tem muita gente com MBA e afins que não se dispõe a trocar um lixinho de banheiro e paga o que precisar para evitar fazê-lo.
Da mesma forma, para muitos pais, cuidar dos filhos é sim trabalho pesadíssimo e um salário desses compensa.
Mas há um outro aspecto na minha opinião. Em São Paulo - pro bem e pro mal - há quem ganhe pra isso, não é?
Nesse sentido, acho muito justo que os salários pagos sejam decentes. Mas é claro que há os profissionais que "vão no embalo" e acham que merecem essa remuneração, como em qualquer carreira.Nesse caso, resta esperar que a lei da oferta e da procura seja justa e ajuste o mercado.
Abraços!

KahRoot's disse...

Seguindo

KahRoot's disse...

Seguindo

Renata Resnitzky disse...

Achei esse post super interessante. Nao sabia que em SP os preços eram tao altos!!!!
Eu acho 10 salários um preço absurdo, no entanto, se vc pensar que muitas babás fazem absolutamente TUDO para as criancas e ainda por cima dormem com elas - acho de certa forma justo.

dormir co um recem nascido que acorda de 2 em 2 hrs e as vezes nao dorme nao tem preço..... E pior - muitas vezes essas babas ficam o dia todo com a criança acordada.
Acho que tem casos e casos... e tem maes e maes.

sammia disse...

Corrigindo, Enfermeira, não é Técnico/ Auxiliar de Enfermagem, não é amemsma coisa, apesar q p/meia dúzia de leigos seja. Duvido muito q se trate realmente de Enfermeiras (não precisa complementar com 'Graduada"- pq é Enfermeira é Enfermeira e ponto). Vc deve terpercebido q EU SOU Enfermeira né, e não conheço nenhuma colega de profissão q se predisponha a trabalhar como babás. Então cuidado p/não cair na ignorancia dos outros e tratar qualquer um como Enfermeira.Enfermeira é Enfermeira, não tem essa de Enfermeiro Padrão, Enfermeiro Graduado, Enfermeiro Chefe, etc. somos ENFERMEIROS alguns se denominam como tal, mas nem Auxiliares são. Bjs

 
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