quarta-feira, 27 de abril de 2011

Objeto transicional - parte 2

Me lembro muito bem de um dos meus posts, digamos, mais inspirados e com maior repercussão quando esse blog era recém-nascido, há mais ou menos um ano atrás. (Leiam ou releiam aqui!).

Eu falava da importância do tal “objeto transicional”, os famosos e queridos paninhos, fraldinhas e mantinhas que as crianças tanto se apegam, carregam pra lá e pra cá, vivem imundinhos, com um cheirinho todo característico e com aspectos táteis também importantes.

Passado um ano, continuo considerando muito a existência de um objeto transicional para as crianças, mas observando os meus filhos hoje, noto algumas transformações nesse assunto.

Quando a finalidade do objeto em questão é bem estabelecida (basicamente: segurança), vejo que pode ser substituído com maior tranqüilidade. Não é que ele deixe de existir ou perca a sua função, mas percebo que as crianças permitem experimentar outros objetos para desempenhar essas funções.

Naquela época, por exemplo, citei a Manuzinha chocada ao ver a sua Bunnyinha querida pendurada no varal secando. Atualmente, ela tem variado bastante a sua companhia na hora de dormir, ou seja, ampliando o repertório na questão dos sentidos, do afeto e, principalmente, da segurança.

Outro dia, ela dormiu na casa da avó e esqueceu a Bunnyinha por lá. O que seria uma tragédia algum tempo atrás, serviu como escolha de algo novo para o momento tão importante que é o sono. A coitada da minha filha escolheu uma esponja em formato de um porquinho para dormir. Não que eu considere uma esponja a escolha mais confortável e agradável para descansar, mas enfim, fazer o quê? Ela escolheu e ficou feliz da vida com a esponja-porco, um dos seus novos melhores amigos, que adquiriu lugar privilegiado no armário junto à Bunnyinha.

Desde então, tem escolhido companhias diferentes a cada noite. (Na noite passada, vejam só, foi uma cartela de adesivos...). Mas, outro dia, foi apenas um coelhinho. Ofereci a Bunnyinha, mas ela não quis nem saber, inclusive me falou para mantê-la no armário. Quando fui dormir, resgatei a Bunnyinha e coloquei na cama junto com o outro coelho, o querido da vez. No meio da madrugada, ela acorda e me chama:

- “Mamãe, tira a Bunnyinha daqui!”.

Coloquei a ex-querida no chão, pertinho da cama. Manuela sonâmbula de sono e, ainda assim, exigente e mandona:

- Não, guarda ela no armário!

É até engraçadinho e tal, mas é bem mais do que isso.

Se pensamos o objeto transicional como substituto dos aspectos positivos maternos, essas atitudes representam realmente a ampliação da representação da segurança para as crianças.

A boa notícia é que os filhos crescem. A má é que se tornam cada vez mais independentes de nós, mães, seja no aqui-e-agora, ou no simbólico.

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27 comentários:

Carol Garcia disse...

adorei o post, camilitcha...
sempre fui muito atenta com essa questão do objeto transicional.
em casa quem comanda é o paninho, isaac não dorme sem e já tem os preferidos.
depois que voltamos da praia do forte ele adotou uma baleia jubarte - a jubartina kkkk - pra companheira, mas se ela não estiver no berço ele não esquenta...
mas o paninho, se ele perde de madrugada faz escândalo.
bjo bjo

Juliana Doerner disse...

Olá...

OS meus são grudados em manta, sempre troco para lavar, então sempre uma limpinha, também sou muito exigete com isso, pois pra dormir amam ter a mantinha por perto, se caem a manta consola, sempre digo que ela tem mais poder que eu que sou mãe, rs..

Beijos

Pati Araujo disse...

Estou adorando seu blog!
Descobri faz pouco tempo, mas toda manhã passo para ler!
Tenho dois pequenos 3 anos e 1 ano, e tentei acostuma-los desde cedo a não ter um objeto fixo para dormir, cada dia eles tb escolhem um.
Ver eles crecerem é muito bom, mas tb deixa uma saudade enorme no peito!
Bom dia pra vc!

Sarah disse...

Que bacana esse post, Camila. Eu também sou super a favor dos objetos transicionais, já fiz um post sobre isso também. Bento gosta de paninhos, mas não tem um preferido. Tem vários, por isso dá pra lavar sem problemas (ufa!). Como o paninho vem no pacote junto com a chupeta, estou querendo substitui-lo. Já tentei trocar por bonecos, mas por enquanto sem sucesso... Alguma dica?
beijos!

Jackie disse...

Post Bacana!!! e sabe cada mes que passa vejo o Davi mais independente... fico toda feliz até sentir um aperto no coração de lembrar que uma hora ele será independente de mim também, mas amor é isso né!!! estar junto mesmo sem depender..... talvez seja até mais gostoso ser a escolha do meu filho e não necessidade!!!!! mas é uma aventura a cada novo passo dele!!! e uma angustia diferente!!


bjussssssssssssssssssss

Naiara Krauspenhar disse...

tomara que por aqui isso aconteça também... rs
GG tem um ursinho-paninho que chama de Dadá desde que tinha alguns meses e ela não troca e não solta ele por nada.
é quase como uma extensão dela... rs
as vezes me preocupo com isso, mas acho que com o tempo vá melhorar.
assim espero.

bjos

A mãe dos Gêmeos disse...

Os meus meninos, nunca pegaram chupeta, nem paninho nada, e olha que eu tentei, mas nada de pegar para dormir era só no colo, depois eles comecaram a pegar carrinhos, hot whells, e dormem com eles, rsrsrs.
estou assistindo a sua entrevista no la em casa do ano passado, tbem passei por muita coisa que vc passou do carrinho de gêmeos, como é difícil andar com eles não passam em algumas portas!!! Rsrsr
Bjos
Ana
www.amaedosgmeos.blogspot.com

Aline, mãe da "Malia" disse...

Na verdade, lá em casa eu q sempre quis q a Maria Rita tivesse um objeto transicional, mas ela troca com muita facilidade. Ela faz muita festa na hora, mas depois nem liga. Só a danada da chupeta q fica agarrada com ela! Mas é interessante essa questão porque uma vez passamos por uma situação com a filha de uma amiga nossa: a Manu só dorme com a almofada da Lilica, a mãe dela foi lavar e não deu tempo de secar. Foi terrível! No outro dia, o pai da Manu comprou mais uma almofada igual e deixou de reserva! Bjs.

Carina Ferreira disse...

Amei o post, Maria luiza esta agarrada no travesseiro dela ele ainda não tem um nome, mas ela não consegue dormir sem ele. Lembro também da minha sobrinha que carregava a camisola da minha irmã para todo canto, não podia lavar e o nome dele era neném rsrs Mas era uma segurança para ela quando a mãe saía ou ela se machucava... o neném foi se desfazendo com o passar dos anos. Bjs

Lia Sérgia Marcondes disse...

Quando casei, Luisa não dormia sem o Curi, um urso de pelúcia bege e marrom, que ganhou quando ainda bebê.
Há 2 anos, meu marido deu a ela uma cachorrinha rosa, originalmente chamada Penélope, mas que ela chama de Pepê. A Pepê foi parceira inseparável do sono dela até... mais ou menos 2 meses atrás, quando ela susbtitiu a Pepê pela... CAMISA VERMELHA FAVORITA do meu marido (que ela chama de 'pai'). Então, nem Curi, nem Pepê. Hoje em dia, ela não dorme sem agarrar a camisa do papai.

É mole? rsrsrs

Liane disse...

Camila muito bom o post!
Lá em casa a Fernanda tem seus paninhos (são fraldas) e são lavadas e trocadas sempre, mas tem que ser de fralda, outro pano ela não aceita e se deixar ela pega 3, 4, 5 e fica agarrada direto! Eu que controlo (porque lavar tudo isso não é mole!) e deixo só um. Mas ela fica direto com eles em casa e na hora do sono.

A Clara tinha uma boneca de pano, a Juliana, que hoje parece ter sido atropelada por uma carroça! Ela já foi trocada por outras também de pano. Mas teve uma época, há uns 2 anos atrás, ela tinha 4 anos, e só dava Juliana!

Beijos e vou ler o primeiro post! rs

Carolina disse...

O Bruno não precisou de objeto transicional. Eu tive, uma boneca, lembro dela até hoje! É maravilhoso ver os filhos crescerem e se tornarem independentes , mas doí... rsrsrs

Micheli disse...

Muito bom, Camila.
Eu fui apegada a um travesseiro de bebê por muitos anos. Acho que porque me remetia a minha mãe que perdi quando pequena.
Já a Clara não se interessava por nada. Com muito custo pegou uma boneca para dormir. Hoje a Cecília participa da hora da leitura e no momento de pegar no sono. Depois ela joga longe na cama. rs. Mas a Clara não sente falta se viajamos sem a boneca de pano. Já é bem "independente" nesse sentido. Gosta mesmo é de sentir o cheirinho da mãe até pegar no sono. rs.
Beijos.

Fabiana disse...

Camila,
Júlia dorme - até hoje - agarrada a uma camisola minha... e pode ser qualquer uma, desde que seja minha.
Claro que ela "roubou" umas 3 peças... que não uso mais.
Interessante foi quando certa vez ela quis levar minha camisola pra ir dormir na casa do pai. Na ocasião ela tinha uns 3 anos. Deixei, mas só essa vez. Pensa na cara da namorada dele?!!!rsrsrs

Beijos
Fabiana
http://2-ao-quadrado.blogspot.com

Ilana disse...

Adorei os dois posts..
o Rapha tem o Nininho (que não passa de um pedaço de pano com cabeça e faz barulhinho), e na falta dele pega qualquer fraldinha pela frente.
Beijos

Beatriz Zogaib disse...

Bem vou dar a minha visão dos fatos. Sempre fui contra esses objetos, pois achava que causava dependência. Mas, no desepero, já cheguei a mudar de idéia e tentar "enfiar" um paninho ou qualquer outra coisa para ajudar a dormir. Sei que esse uso é saudável, mas acho que há exageros, muitas vezes estimulados pelas mães. Hoje em dia meu filho até pega um ou outro brinquedo, mudando a cada dia, mas não há a dependência... Não sei qual é certo, qual é errado, se é que existe, mas acho importante nós termos discernimento quanto ao assunto e perceber a necessidade de cada criança certo?
Beijos
Bia
www.vidadamami.blogspot.com

Patrícia ♥ disse...

Que lindo o seu cantinhoo..
adorei aqui!!

estou seguindo..
retribui??

beijios
http://pathyoliver.blogspot.com
http://momentosdapathy.blogspot.com

Anne disse...

camila!! que post bacana, muito instrutivo, adorei!

joaquim não pegou NADA! nenhum paninho, chupeta, fraldinha, boneco...

na última semana tem dormido com o vidro do remédio homeopático na mão.

ele toma e fala "dá"... eu dou ele fica batendo um papo com o vidrinho (isso é um resumo, pode durar 2h)

pensei: será o OT do meu filho um vidro de remédio??

Me ajuda?

Juliana Ramos disse...

E ser dispensável até que é bom, mas dóóóóói...

Bjo

Rodrigo Saraceno disse...

Minha filha não foi adepta de objetos transacionais para nada... assim, qdo tirei as chupetas, dei um castelo da Barbie, mas não foi algo para ela dormir ou segurar ao invés da chupeta... foi meio que uma troca, um prêmio, sei lá!!
Agora, uma coisa que é suuuper importante para ela é levar um de seus travesseirinhos ou boneca de pano em viagens... sabe aquele item de casa que transforma o lugar?? São essas coisinhas dela!! rsrsrs! Engraçado que, muitas vezes, quando ela acorda no meio da noite e vem para minha cama, ela traz um de seus objetos de identificação local... acho lindo!!
No mais, é como dizem: ser mãe é a arte de ser tornar desnecessária!! É duro, dói, mas é a realidade e, no fundo, no fundo, é isso que queremos para os nossos filhos; que eles não dependam de nós - mas continuem nos querendo..hahahaha! Bjão
http://vivendoavidacomoelaeh.blogspot.com/
Obs: É sua irmã junto com minha amiga na construção da casa sim... mundo pequeno, hein?? Impressionante!!!

Sara Lima Saraceno disse...

Sorry, estava logado no gmail de meu marido.. não vi!! Rodrigo Saraceno sou eu!! hahaha
http://vivendoavidacomoelaeh.blogspot.com/

Luana disse...

Tão bom ver nossos filhotes assim, crescendo...

Falei sobre esses "desmames" no meu último post, de ontem! A gente sofre e fica orgulhosa ao mesmo tempo né!

beijoca

Paloma, a mãe disse...

Pois eu já tentei colocar paninhos e bichinhos, mas, assim como chupetas, minhas meninas nunca quiseram nada disso. E ambas usaram o dedo na boca para dormir. Dedo pode ser considerado OT?
Beijos

Cristiane Mota disse...

O B acabou de encontrar seu bonequinho de transicao, é um coelhinho que ele chama de POP agora.. mas se POP nao estiver serve qualquer outro boneco que ele pegar pela frente, gracas a deus..

Renata disse...

Hhehehe, a Carolina não pegou nada, mas o Raul adotou um paninho, qualquer paninho para ele está valendo,... teve um dia que não botei o paninho e ele estava brincando com um prendedor de roupas,... quando fui coloca-lo no berço adormecido, olhei para a mão e estava agarrado no ´prendedor, com a mão próxima a orelhinha.... querido! Mas paninho é o grande companheiro mesmo! Bjs

Tati "Maternando" ... disse...

Puxa, será que a falta desses objetos transicionais justificam o grude com a mãe?!
Minha Pissuca não tem esse tipo de apego. Ela tem seus períodos de ficar mais tempo com um brinquedo específico, mas não chega a ter essas características. Será que é por isso que ela é tão agarrada comigo?

Coisas de mãe disse...

Nossa, me deu até medo pensar em quando a Luiza vai largar aquele bichodepanoencardido que ela carrega pra tudo que é lado!!

E o PEdro, já não carrega mais o carneirinho dele, mais ainda dorme bem juntinho...

Ver eles crescerem é bom mas as vezes relamente corta o corração!

:)

 
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