sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Boa Notícia!!

Uma vez ouvi de uma pessoa conhecida que ela havia decidido voltar a trabalhar um ano após o nascimento da filha por motivos de falta de assunto.

Sabe a mãe monotemática? Onde quer que esteja, só fala do filho, de como ele é fofo, o que adora comer, as brincadeiras preferidas, a rotina do sono e as escatologias todas que sempre acompanham.

Pois é, ela estava sem assunto, considerava-se chata e queria retomar a vida para além da maternidade. SU-PER normal e aceitável, nada contra. Mas, quando conversamos sobre isso, eu não tinha filhos, aliás nem casada era e aquilo me marcou muito. Criou um medo aqui dentro, medo de que acontecesse o mesmo comigo quando fosse a minha vez.

A verdade é que sempre estive muito atenta a essa questão de ser mãe período integral e, inevitavelmente, monotemática. Eu sou, tenho certeza, mas isso não me assombra como eu imaginei que assombraria naquela época. Talvez pela tranqüilidade da minha decisão, pelo orgulho do “trabalho” que eu desenvolvo, enfim, sem crise. Posso até vestir a camisa “Sou monotemática, sim, e daí?”.

Só que as coisas mudam.

Agora, ouço a voz de um desejo de retomar a minha profissão. A voz se faz ainda mais alta por uma série de incentivos externos (vocês sabem quem são!), mas o mais importante é não apenas a minha vontade de ser psicóloga, mas a tranqüilidade em agregar uma atividade profissional ao exercício da maternidade, que mesmo em período integral, já percebi que 24 horas por dia ao lado dos filhos não é sinal de 24 horas ininterruptas de pura qualidade. É bom ficar longe, delegar um pouco os cuidados e sentir saudades, a qualidade do tempo com os filhos só aumenta, viu mães trabalhadoras? Um alívio para a culpa!

*****

A mãe, de tão monotemática que é, acredita e aposta muito no esquema de criação, educação e rotina estabelecidos em casa. As crianças serão sempre a minha prioridade, porém posso aproveitar as tardes em que eles estão na escola e atender alguns pacientes. Mas, se algum problema acontecer, desmarco tudo e fico com eles.

Acredito que essa seja uma das vantagens da profissão escolhida por mim e da área em que eu pretendo atuar, coisa que eu nem imaginava e considerava na época do vestibular... Porque,olha só, eu quero trabalhar, mas num esquema “bate cartão” não topo, não. Eu vou ser mãe, dona de casa, mulher, motorista (e blogueira!) também, coisa que não se encaixa no perfil “bate cartão”, ainda é cedo pra isso. Preciso de flexibilidade e da possibilidade de fazer e manejar os meus próprios horários de acordo com tudo o que existe na minha vida.

A psicóloga fresca aqui já não é tão fresca assim. Tem alguns anos de formada, não tem mais tanta cara de menininha (oiê, creme anti-rugas! Te vejo mais tarde, antes de dormir!) e adquiriu experiência. Teoria é fácil, a gente vai acumulando e tem uma biblioteca aqui em casa que não me deixa negar, mas experiência também é pré-requisito. Experiência de casamento, de filhos, de família, de casa, de blog (!!!) tudo coisa que entra na bolsa de trabalho de um psicólogo clínico. Se um dia eu já tive (muita) insegurança em atender, hoje é diferente, mudou mesmo. Eu quero. Eu preciso. Eu posso. Eu sei. Eu vou.

Mas eu precisei girar uma chavinha aqui na minha cabeça de tão monotemática que estava, mergulhada e obcecada no papel de mãe. Como mãe, eu tenho que educar, ser firme, dar respostas, explicar inúmerosmilhares de "porques", não dá para fugir dessa condição como mãe. E a minha insegurança vinha um pouco de achar que o papel de psicóloga seria uma reprodução do de mãe. Não sei se dá para acompanhar o raciocínio, mas quando me dei conta de que eu não teria que reproduzir essa dura tarefa de ser mãe, eu me acalmei. Não que a tarefa de ser psicóloga seja fácil, mas é diferente e isso, de fato, me acalma. É legal ouvir para construir, elaborar, analisar, interpretar o paciente que está diante de nós. Muitos aspectos da postura de mãe podem ser semelhantes no consultório, mas são apenas semelhantes e eu entendi direitinho a separação entre uma coisa e outra. A verdade verdadeira é que eu imaginava que faria "jornada dupla", educar filho e educar paciente. Coisa de mãe monotemática! Mas, click! Separei e entendi tudinho, cada coisa no seu lugar, cada lugar uma função e ótimo! Tô prontinha!

*****

Boa notícia, não? Agora é hora de correr atrás de uma sala, de supervisão e, obviamente, dos pacientes. Vou trabalhar e volto para contar! (Contar médio, porque o sigilo profissional é coisa séria!).

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44 comentários:

Gabriela Gomez disse...

Que legal, parabéns pela sua decisão.
Eu tenho pensado seriamente em voltar ao batente também, mas como não sou profissional liberal, não tenho esta flexibilidade (que acho super-importante). Estou tendo várias idéias e espero que até o meio do ano eu tome alguma decisão.
Acho que é importante a gente ter vida pós-mãe, ter contato com outras pessoas, né.
Bjs e boa sorte!

Grace disse...

Desejo ótima sorte nessa nova empreitada, na retomada da carreira!
Sucesso, amiga!!
Um beijão

Anônimo disse...

Oi, Camila! Meu nome é Christina, tenho 30 anos e uma filha de 2. Já te acompanho há muitos posts, mas o de hoje me chamou mais atenção, pois também vivi essa mesma situação... Sou bióloga e quando engravidei, decidi trancar meu Doutorado. Fiquei em casa até minha filha completar 1 ano e então senti uma enorme vontade de voltar com minha rotina profissional, de me especializar. Ser mãe é maravilhoso, mas tava faltando algo. Concordo totalmente com vc quando vc fala da importância da flexibilidade de horários, pois isso pesou demais quando decidi voltar. Voltei pro Doutorado, terminei, hoje faço pós-doutorado, sou muito feliz e minha filha também; vc está certíssima quando diz que todo mundo sai ganhando; é a mais pura verdade... Somos totalmente capazes de exercer muito bem os dois papéis: de mãe e o de profissional! Um beijo, querida e vá em frente!

Lia disse...

Pra mim, o equilíbrio seria meio dia cá, meio dia lá. Na sua profissão dá pra fazer isso, flexibilizar os horários. Mas ficar 10h por dia longe da minha filha mexendo com papel e burocracia? Prefiro falar de cocô ;)
Fora que a gente chega em casa só o bagaço da laranja, sem a menor disposição ou paciência pra tornar aquele tempo já escasso um tempo de qualidade.
Mas um dia - que não está longe - vou ser dona do meu próprio nariz, fazer o que eu gosto durante o período que eu quiser. E serei mãe durante todo o tempo que eu achar necessário.
Bjos e boa volta. Equilíbrio é tudo!

Paloma, a mãe disse...

Que bom, Camila, flexibilização da jornada é tudo de que as mães precisam. Bom retorno (tô na torcida)!
Beijos

Betinha Potter disse...

Nossa, que post perfeito. Meu nome é Roberta (pode me chamar de Betinha), tenho 30 anos e dois filhos, Alexandre de 16 anos e Rafael de 1 ano e 7 meses. É muito difícil trabalhar e ter filhos, cuidar da educação, da casa, dos projetos do trabalho. Imagine como é fazer isso, sem ajuda!?
Pois é, é assim que eu me viro.
Desde que o Rafa tinha 5 meses, e a licença maternidade acabou, eu me viro pra cuidar dos dois, ficando fora de casa por quase 10 horas...
Sem a ajuda dos pais das crianças é mais difícil ainda, mas no fim do dia, é um prazer muito grande sentar no chão da sala e me divertir com meus filhotes.
Desejo força pra vc, e coragem! A mãe é um bicho que dá conta de tudo, é só precisar...
Beijos

Mariana - viciados em colo disse...

estou com a lia, trabalhar 40 horas por semana é uma insanidade para qualquer um, quanto mais para uma mãe... mesmo assim fiquei monotemática!

acho que vc achou a equação ideal, meu sonho, aliás: trabalhar enquanto estão na escola, talvez até mais um pouco, mas ter pelo menos um turno para fazer as coisa com eles...

vá fundo, boa sorte e muito assunto dividir com a gente!

Carol P disse...

Camila,
Parabens pela sua decisao.
Eu fiquei um ano e meio parada, por diversas razoes, e olha quando engravidei nao era essa a ideia. Virei uma monotematica, e me senti sozinha muitas e meio alienada, pois nunca quis e aceitei ser full time mother. Por um lado foi otima aproveitei bem mminha filha, apesar de ela frequentar a escolinha desde cedo, mas por outro lado me faltava algo. Nao nasci para dona de casa.
Voltei a trabalhar e estou super feliz, gostaria de poder trabalhar de casa mais x. E tenho flexibilidade, ficou doente, levar ao medico trabalho de casa, a minha prioridade eh a minha filha, se a empresa nao aceita, me demito. Felizmente estamos nos entendo, mas cansa, e no principio eu sentia muito falta dos nossos passeios e ela choramingava quando eu saia. Agora ela da bye bye e vai com sua mochila.
Enfim eh dificl achar a perfeicao.
Boa sorte e sinta-se felizarda por poder conciliar as duas coisas, e nao culpada.
Alias nao me sinto culpada por trabalhar, nao sou uma mae q sinta culpa constantemente. Tenho algum defeito?? Devo sentir culpa por nao sentir culpa? Freud explica?
bj

Mamma Mini disse...

Cá que feliz. Fico suuuuuuuuuuper feliz e concordo com tudo o que você disse. Eu nunca parei cem por cento com o trabalho, mas sempre tentei administrar esta rotina mais "light" sempre priorizando o filhote, tem profissões que nos permitem isso (a minha também permite) o que eu acho que é um privilégio e que a gente não faz idéia disso quando escolhe a profissão com 17 anos...rs, te dou a maior força, eu acho que o trabalho "engrandece" "enaltece" a gente evolui como pessoa, como profissional e sobra assunto nega...kkkkkkkkkkk, acho o máximo vc fazer isso, e acho que depois da crise (vc tava meio a beira de um ataque de nervos tempos atrás) a gente toma decisões importantes para melhor, acho que o mais difícil vc já fez que é decidir, agora seja muito feliz na sua escolha, e tenho certeza que Manu, Joaquim e Pedro também serão no futuro com a mãe deles. Vc é uma super mãe e sempre será. Ah tem umas salas volantes destas que vc paga se usar e já tem tudo até decoração, é legal pra quem tá começando e na sua área é o que mais tem... fica a dica! um beijo grande e toda sorte!

Ana Paula - Journal de Béatrice disse...

Que sonho de consumo Camila!
QUe bom que a sua profissão possibilita a flexibilização e vc tera o seu espaço, as suas horas para atender os pacientes e as crianças na escola durante esse periodo. Maravilha! Boa escolha e boa sorte! Bjss

Li disse...

Que legal! Fico feliz por você!
Eu ainda quero ser só mãe em tempo integral, mas meu fofucho está com apenas oito meses e eu ainda quero ter outro antes de voltar a trabalhar!

Parabéns!

Beijos!

Lívia.

chris disse...

Adorei Camila! Tanto o post como a decisão estão super acertados!

Você já deve ter lido no blog dos mosqueteiros, mas repetirei aqui para as que ainda não me conhecem.

Voltei a trabalhar quando meus trigêmeos estavam com quatro meses. Voltei primeiro para o consultório, assim como você está pensando em fazer. E deu super certo. Três meses depois voltei a lecionar em duas universidades, de manhã e de noite. Pode parecer loucura e algumas pessoas que não convivem comigo pensam que eu tenho uma rotina louca e vivo no caos. Ou pior, pensam que meus filhos não têm mãe! Mas não é nada disso. Dá muito bem para viver os dois mundos. A culpa sempre vai existir, o importante é saber lidar com ela. Clichê? Não importa. É fato, pronto e ponto.

Ontem mesmo conversei com uma aluna sobre ser mãe e psicóloga. Me peguei falando a seguinte frase "Ser mãe me ajudou a ser uma psicóloga mais completa, mais do que ser psicóloga me ajudou a ser mãe."

Quer saber? O assunto é tão importante que vou escrever sobre isso lá no blog.

Por aqui, por enquanto, deixo meu apoio total à sua nova empreitada e te desejo todo sucesso do mundo porque bagagem você já mostrou que tem!

ôba! Já tenho colega nova pra indicar em sp!

bjsss,

chris e três mosqueteiros

http://tresmosqueteiros.wordpress.com

Kira! disse...

Quando eu saio com amigos, ou só com o marido evito ao máximo falar de coisas de maternidade e casa, mas as vezes não da, as vezes falo " gente, to chata falando de desfralde, vamos falar de cerveja?" mas não tem como fugir muito do assiunto não!
Acho legal esse lance de você se sentir pronta para trabalhar.
Eu tinha decido esperar até os 2 anos da Beatriz para voltar a trabalhar fora, porém recebi uma ótima proposta, fazendo o que eu já faço em casa, só que vendas externas ecom um horário super flexivel, então pra mim vale a pena, e senti que a hora é agora!=)

Parabéns viu?


Beijão

http://parabeatriz.blogspot.com

Anônimo disse...

hihiohi

Carol Garcia disse...

camilitcha!
boa noticia...
não que eu te ache monotemática, mas vai te fazer bem. não só pra vc, pra eles tbm.
novos ares, novas conquistas, novas sensações.
estou num dilema louco, com vontade de parar de trabalhar, mas essa decisão nunca fica certa na minha cabeça.
então nao paro e pronto.
ontem mesmo cheguei pra pegar o isaac e conversei com a professora sobre o comportamento dele e ouvi: ele, quando dá saudade de vc, pega um brinquedo finge que é telefone e fala que vai ligar pra mamãe carol, lá na rádio, onde ela fala no microfone...
e aí? não sou psicóloga, mas vi aí um pequeno orgulho do meu pequeno por mim, pelo que eu faço.
enfim....
muito sucesso, muita sorte e um enorme parabéns!
bjocas

Renata disse...

QUe máximo, Ca. Dou o maior apoio. Eu tb não me incomodo em ser monotemática, mas agora já estou sentindo vontade de trabalhar tb.
Boa sorte, fico aqui na torcida!
beijos

Sarah mãe do Bento disse...

Que legal Camila! Apoiadíssima, por ser algo que vc quer, que se sente preparada e por ter percebido que é possível conciliar as coisas! Temos várias facetas, como vc mesma disse: dona de casa, mãe, profissional, esposa, mulher. De vez em quando uma fica adormecida em função da outra, mas todas estão lá. E vc conseguindo trabalhar com essa flexibilidade, fazendo seus horários, será perfeito!
Ah, e vou te contar um segredo... mesmo trabalhando, ficamos só um pouco menos monotemáticas... Porque é uma delícia falar dos filhotes, não tem jeito! :P
beijos e boa sorte!

Coisas de mãe disse...

Oi Camila, você parece estar super bem resolvida e, no fundo, é isto que importa. Eu nunca parei de trabalhar, mas dei uma super diminuida nos primeiros meses. No meu caso considero que meu relacionamento com os pequenos está mais baseado na qualidade do que na quantidade. So far, so good! Claro que muitas vezes sinto cupla (quem não sente), mas para mim, trabalhar ´´importante. Não condeno em nada as mães que preferem se dedicar aos filhos e a tudo que se relaciona a eles. Cada uma na sua, desde que estejam bem com isto, ne?

beijos e boa sorte!! Tenho certeza que esta retomada vai ser muito produtiva.

Pati

Anne disse...

Eu estou achando o máximo também! Vai ser uma delícia! Desejo muita muita sorte! Maluco é que nçao falta nesse mundo (relaxa people, eu estou em terapia ha 7 anos e tenho o direito de falar maluco!!!)
Vai ter que mudar o nome do blog!
Mamãe tá ocupada pra caramba!!!1
bjo bjo
<3

Carol Passuello disse...

Camila,
Que legal! Fico feliz por ti! Falamos mais ao vivo, hehe.
Bjs

Priscila disse...

Ôpa! Que notícia boa!
Boa sorte e parabéns pela decisão!
Beijo.

Fabi disse...

Oi Camila... Sabe que eu amo ser mãe. Também não costuma ter outro assunto depois que me tornei mãe. Mas com o passar dos dias, dos meses e dos anos a gente percebe que temos uma vida e nossas crias também. Boa sorte nessa nova fase da sua vida. Sabe que eu ainda me pego monotemática falando só da minha filha... estou tentando voltar com minha profissão ou até mesmo fazer alguma coisa diferente, mas está cada vez mais difícil... Esse é o problema que mamães encontram quando largam tudo por conta dos filhos e depois querem retomar!!! Vamos ver no que vai dar. Ah, tem selinho pra você lá no meu blog. Mas terá que passar lá pra pegar, ok. Gde bj da Fabi

Juliana Ramos disse...

Boa notícia!!!

É ótimo a gente produzir... Seja para ter assunto, ou para se sentir útil... Ou melhor ainda, para ganhar o próprio $$$!!!

Boa sorte!!!

Bjinhos

projetodemae disse...

Camila,

Parabéns pela decisão!

Eu ainda estou grávida, mas já sinto uma falta danada de estudar ou trabalhar. Sou jornalista e desde a faculdade sempre estive em um ritmo um tanto quanto frenético. Parei no primeiro trimestre da gravidez e agora (com 7 meses e meio) tento me ocupar colocando as coisas em casa em dia.

Sei que não posso reclamar, muitas mulheres gostariam de curtir o período da gestação e logo após o nascimento do bebê. A dedicação integral é uma delícia também, afinal, nunca tenho a desculpa: "tô sem tempo". Meu foco é total na minha saúde e na preparação para receber o meu filho.

Passado este momento da minha vida, sei que vou estar cheia de vontade de voltar a trabalhar. São fases, né?! O ideal é curtir cada momento.

E sobre a questão de ser monotemática... acho que deveríamos fazer a camiseta "Sou monotemática, e daí?!". Ia fazer sucesso entre as mamães!

Beijos!

Bianca disse...

Oi Camila!!

Descobri há pouco tempo o seu blog e virei super fã!! Adorei esse post, eu tb vivia na dúvida de "bater ponto ou não" mas decidi montar o meu negócio de casa para poder continuar acompanhando o meu menino.
Mas é muito bom saber que um monte de mães tb passam por isso, né??
beijos e parabéns pelo blog e pelos filhos lindos!
Bianca

Ilana disse...

Que legal Camila!
Essa é uma das vantagens da nossa profissão, né?
Até o Rapha nascer eu trabalhava meio período em uma instituição, além do consultório. Não consegui voltar pra lá. O consultório nunca abandonei, mas deu uma boa diminuída com a falta de investimento. Agora que coloquei o Rapha na escola estou morrendo de vontade de dar uma melhorada na vida profissional.
A gente podia trocar umas figurinhas, né? Onde vai ser seu consultório?
Beijos
Ilana

Beatriz Zogaib disse...

Parabéns Camila! Se seus filhos estão na escolinha, não há pq não tentar certo? E você comentou sobre algo que quero escrever... a quantidade e a qualidade. Assunto complexo, mas necessário para refletirmos. Logo escreverei sobre e quero que vc leia.
Boa sorte e até.
Bia (www.vidadamami.blogspot.com)

Beta, a mãe disse...

Que otima noticia! Estou torcendo 100% por voce e tenho certeza q vai achar um otimo meio termo entre la e ca. Serah q posso ser sua paciente? To precisada duma terapia viu! Beijos e boa sorte nessa nova jornada!

Lu Azevedo disse...

Linda noticia! Estou torcendo pra que seus planos se desenrolem! Ser momontematica é bom por um tempo, eu precisei disso e aprendi muito, mas nada como abrir-se a novos temas! Eu agora, por exemplo, sou bitemática! Falo de filho e ilustração! hahaha

Beijos!

Milenna disse...

Oi Camila.
Seu post hoje foi feito pra mim.rs
É assim que estou me sentindo nos últimos dias, apesar da minha Julia ter 5 meses.
Tô me sentindo exatamente como vc falou, mas quero ficar com ela pelo menos até que ela complete 1 ano.
Seu esquema de horário é o que toda mãe gostaria de ter. Sou fisioterapeuta, mas larguei a profissão e fiz outras coisas que me faziam viajar(ficava fora dias) e a trabalhar até 11hrs por dia. Hoje com certeza não encaro isso, mas onde achar um trabalho bacana por meio período?rs
Parabéns e tenho a certeza de que vai conseguir.
E conte-nos "quase tudo".rs
Bjos.

Tathyana disse...

Cá, voltei a atender há duas semanas, após sete meses de licença não remunerada. E confesso que estava com muita saudades dos meus pacientes e de atuar. Como já escreveram aí, na nossa profissão é mais fácil conciliar família e trabalho. Vc vai conseguir. Seja benvinda, psicolega.

Chris Ferreira disse...

Oi Camila,
muito sucesso no seu retorno ao trabalho.
Quando a decisão é tomada com segurança e confiança de que estamos fazendo o melhor para a família a culpa não pesa tanto.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Anônimo disse...

adorei Ca! Super ultra boa sorte na sua volta!!!!!
beijoooo,
Mi

Anônimo disse...

Camila, parabens pela decisão!!!
aqui em casa a coisa aconteceu assim:
Antes da Sophia nascer eu atendia diariamente no consultorio, estava terminando minha terceira especialização, fazia supervisao, analise, enfim, vida profissional a mil e bem remunerada por isso.
Quando a Sophia nasceu parei tudo e fiquei só com o consultorio, com 1 mes e meio voleti a atender 2 ou 3 pacientes por dia, mesmo amamentando ate os 6 meses, deu supercerto.
Mas o fato é que minha energia mudou e lógico os pacientes sentiram. Alguns pararam, outros diminuiram a frequencia e assim meu consultorio foi minguando... e eu podendo ficar cada vez mais curtindo a vida de mãe e acompanhando cada passinho da Sophia, coisa que com certeza valeu mais a pena que qualquer realização profissional.Logico que a questao da grana pesa também, mas fazer o que né?
Hoje atendo 3 dias na semana meio periodo. A sophia começou na escola agora, então quero voltar a estudar e investir mais um pouquinho nisso.
Acho que dá pra conciliar super bem a clinica com os filhos.
Precisamos só ter paciencia pois cada fase é unica e as vezes a ansiedade em dar conta de tudo nos impede de aproveitar o que cada fase tem de melhor.
Tenho certeza que a nova fase sera de mais sucesso pra vc e sua familia!!!
me passa o tel do seu consultorio...
um beijo
Karla ( colega da PUC)
karlarapa@terra.com.br

Pinguinho da Mamãe disse...

Camila.
Tudo bem, flor.
Parabéns pela decisão.
Eu, pessoalmente amo trabalhar, tenho aquela sensação qdo estou trabalhando que sou apenas eu, não mãe, nem esposa, nem faz tudo... kkk. Só eu!
Boa sorte nesta nova empreitada.
Muitos beijos
Ju

Thaís Rosa disse...

Camila,
dou a maior força pra sua decisão. Ainda mais conciliando tempo do trabalho e tempo das crianças, nada melhor!
Sou autônoma também, e isso facilita muuuuito a volta ao trabalho: filhote precisou, a gente se vira.
Achei um barato seu dilema sobre ser "mãe do paciente": super psicóloga!!
boa sorte aí!
beijo

Jussara disse...

Que legal, Camila. Bom que vc pode ter essa flexibilidade nos horários. Bom retorno ao trabalho e que dê tudo mais que certo. Depois nos conte mesmo como foi a volta.
Bjs.

Natalia disse...

Que bom! Bora papear mais disso?

Beijao!

Rafaela Zelenski disse...

Ola, flor...entrei no seu blog pelo Recanto e confeço que adorei..já virei seguidora fiééél...tbm sou mamãe e tbm tenho um blog..
lá é cheio de dicas de make e moda...pois não é porque já somos mammãe que não temos que nos cuidar não é?!?!!

Vou adora ter vocÊ lá..

bjokas da Rafa!!!
soumaeemecuido.blogspot.com/

Adriana Alencar disse...

Creio que esta é uma decisão muito pessoal, há mulheres que não conseguem ser mães em tempo integral pois o seu "lado intelectual" ou profissional estão sempre cobrando a sua fatia e isso acaba gerando uma mãe dentro de casa mas longe dos filhos, já que sua mente ocupa-se de outros assuntos. Creio que a experiência de voltar a trabalhar é muito válida , encare-a como isso, uma experiência, onde você testará os seus limites e os de seus filhos e verá se a adaptação é possível. Felizmente, essa decisão, se trouxer resultados negativos, é reversível, e você não deixará de ser uma excelente mãe por ter tentado.
Beijo
Adri

Bianca disse...

Fiquei muito feliz com sua decisão. Mas por você.

Quando a ju nasceu, fiquei 09 meses em casa e, a bem da verdade é que estou como audiecista, ainda não estou estabilizada em um escritório, com horário e tudo (isso tem seu lado bom e ruim).

Mas eu achei que preisava voltar, primeiro por causa do dinheiro 9MUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO IMPORTANTE) e depois porque eu já estava esquecendo tudo que tinha lutado anos pra aprender e voltar ao dialeto do gugu-dadá!!! srsrss

Mas cada mulher é de um jeito.... Umas nasceram pra ser mãe em tempo integral.... A minha foi. Ela que optou por ficar em casa e cuidar da galera.... Mas, eu não sei se isso daria pra mim - mesmo que meu marido conseguisse bancar toda a casa.

Beijos

Jennifer Luana disse...

Texto digno! Parabéns!

Thaís Sabino Seripieri disse...

Olha que ótima notícia, passa o endereço da clínica depois? Rs...Brincadeiras à parte, boa sorte nessa decisão. Nem por um segundo cogitei deixar a carreira de lado, mas admito que sinto um pouco de "inveja" dessa coragem. Retomar o caminho contrário será fácil, fácil...Beijos

doispralaedoispraca disse...

Olá
Uma amga sua me indicou o seu blog no cabelereiro...rs...eu tb sou mãe de gêmeos e tb tenho um blog e tb sou uma mãe ocupada!
Meus pequenos estão com 1 ano e 4 meses e eu na procura de um novo trabalho (meio periodo...rs...a gente enlouqyece cuidando o dia todo deles, mas morre se passar o dia longe!)
Adorei seu blog! Bjs Samantha Gravena

 
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