terça-feira, 17 de maio de 2011

Posso explicar?

O post sobre o Mamaço, publicado aqui ontem, teve uma repercussão bem maior do que eu imaginava e me incomodou profundamente por ter me sentido muito mal interpretada.

A verdade é que quando a gente dá uma opinião contrária ao um assunto entendido de maneira unânime pela maioria, está dando a cara a tapa e eu sabia disso. Mas não posso arquivar o assunto e partir para o próximo.

Sou assumidamente fã das polêmicas e não tenho medo de me colocar. Tenho sim uma visão bastante conservadora e até tradicionalista, o que me torna alvo fácil de críticas. Fazer o quê?

Continuando sobre as polêmicas, acho que quem bota filho no mundo, vai se deparar com elas quase que diariamente. Daí, você escolhe: fechar os olhos e se trancar no mundo ideal e cor-de-rosa da maternidade, ou discutir temas importantes para a tomada de decisões e escolhas diante da criação e educação dos filhos. Eu fico com a segunda opção, obviamente.

Que fique claro: eu não sou contra o Mamaço, não sou contra a amamentação e nem que seja feita em público. Mas, para mim, amamentar em público, não rola, por questões pessoais (me sinto obrigada a repetir isso). Sou pudica, cheia de pudores mesmo e ainda não entendi qual o problema nisso. Preservar a intimidade do meu momento de amamentar os meus filhos não deveria causar tanto incômodo.

Quanto à livre demanda, o que eu estava querendo fazer era justamente levantar uma discussão, por não me sentir convencida a adotar a LD caso eu tivesse outro filho por exemplo. Fiz a comparação com a horta orgânica, muitos não gostaram, mas essa é exatamente a sensação que me dá: ficar o dia inteiro com um bebê no peito.

Honestamente? É uma sensação que não me agrada, por questões também particulares de necessidade de ordem e rotina, coisas que, para quem tem 3 filhos, são importantes para o bom “funcionamento” da vida das crianças, da família e do casal.

Vejam o que eu falei sobre a LD: “Essa história de se alimentar a qualquer hora também me pega. É a tal da livre demanda, tão recomendada e tal, mas ainda não estou convencida. Entendo o argumento de não privar um bebê do alimento mais nutritivo e saudável do mundo, que é o leite materno. Porém, se eu tivesse uma horta orgânica em casa, não comeria o dia inteiro.

E como é que esse bebê entende que a livre demanda funciona das 6 da manhã às 8 da noite e que de madrugada não é tão legal assim? Quer dizer, as mães também precisam descansar, ou não? E peito da mãe não é chupeta, ou passou a ser? E como conciliar isso com o estabelecimento imprescindível (aprendi isso na prática cuidando simultaneamente de três bebês) da rotina? Hora para comer, brincar, tomar banho e dormir?


Percebam: são questionamentos e um convite à discussão saudável do assunto, quem sabe até entenderia melhor e me convencesse de que é sim o melhor método? Falaram sobre o estabelecimento do vínculo entre mãe e bebê, mas, como psicóloga, não considero a LM como condição sine qua non para que um vínculo suficientemente bom seja estabelecido.

Teve quem entendeu e teve quem se ofendeu, uma pena.

Agora, gente, pelamordedeus, eu não comparei a amamentação ao ato de fumar em público. Serei o mais literal e direta possível.

Vejam só: o governo cria uma lei determinando que em estabelecimentos particulares não é mais permitido fumar. Bares, restaurantes, prédios comerciais e residenciais, tudo proibido. No meu prédio, por exemplo, há uma placa dizendo “proibido fumar” de acordo com a lei tal e tal. Acho isso de um absurdo autoritário sem tamanho! O governo não é dono do meu prédio e de todos os outros estabelecimentos envolvidos na lei para ditar essass regras.

Se os moradores do meu prédio fizessem uma Assembléia e determinassem que é proibido fumar, eu aceitaria. Mas, o governo, não. É basicamente: “na minha casa, mando eu!”.

Reparem em padarias, por exemplo, aquelas placas “é proibida a entrada de cachorros” ou “é proibido entrar sem camisa”. O proprietário está estabelecendo as suas regras e considero que isso é permitido, pois ele é o dono da padaria.

Assim, o Itaú Cultural, como estabelecimento privado, na minha opinião, pode sim determinar as suas regras. Mas, como já disse, ele foi infeliz no modo de conduzir a situação, mandar a mãe para o cubículo dos bombeiros foi um absurdo. Eles acabaram mexendo com a raça materna, a mais unida do mundo, determinada, engajada, verdadeiras leoas mamíferas.

A iniciativa do Mamaço é incrível, parabenizo todas vocês novamente, mas acho que o Itaú Cultural não precisaria ter cedido às vontades das mães, eles poderiam ter mantido a postura inicial sem problemas, do meu ponto de vista.

Eu não quis atingir ou ofender ninguém ou nenhuma conduta, em hipótese alguma. Estava apenas discutindo as origens do Mamaço sob a minha ótica muito particular.

Estou sempre aberta e interessada nas discussões polêmicas saudáveis e que acrescentam algo novo. Respeito e admiro opiniões, condutas e pontos de vista diferentes do meu, convivendo muito bem com isso, inclusive na minha vida pessoal. Mas ofensas, agressividade e até ironias gratuitas e desrespeitosas não são bem-vindas, não fazem parte dos meus relacionamentos com as outras pessoas. Quem me conhece sabe, tenho certeza.

Compartilhar

51 comentários:

Glauciana disse...

Camila, querida, eu li seu texto anterior e entendo seu ponto de vista. Gosto da maneira com que escreve e acho-a muito clara, direta e, como poucas pessoas, você tem o dom da escrita e consegue se colocar para discutir essa maternidade ativa com bastante argumento.

Eu aderi ao mamaço virtual e sempre amamentei em público, mas isso porque EU tenho uma relação muito tranquila com o meu corpo e, nos momentos em que dava mamá a meus meninos, eu somente encarava meus seios como fonte de alimento de um ser humano. Por isso, mostrá-lo em público nunca foi um problema. Mas, também sei que seis são partes íntimas do corpo de uma mulher e que ela, se quiser, tem o direito, sim, de não mostrá-lo em público. É uma escolha sua. Não é porque amamenta, que tem que mostrar o peitão pra galeire...rs.

Há sempre formas de poder amamentar sem mostrar os seios ou se sentar em um canto mais reservado, porque esse é um momento de mãe e filho. Quanto a isso, 100% de concordância.

Agora, sobre a Livre Demanda, sabe o que eu pensei? Quando você fala que a gente não pode comer o dia todo só porque temos uma horta orgânica em casa, lógico, isso mesmo. Comer deve - deveria, pelo menos...hehehe - ser um ato fisiológico, como ir ao banheiro ou beber água, mas não é e é por isso que os níveis de obesidade chegam a índices alarmantes no mundo todo. O ponto que eu quero tocar é que para nós, adultos, que temos o cérebro madurinho, comer na hora certa é tranquilo. E aqui você tem quilos de argumentos melhores que os meus, pois é psicológa e deve ter estudado isso. Já um bebê, em seus primeiros meses, só precisa de três coisas para viver bem: alimento, colo e amor. É claro que isso é a grosso modo, pois precisa ter suas necessidades básicas atendidas, como ter as fraldas trocadas, dormir adequadamente, não passar frio ou calor excessivo e blá blá blá. Seu cérebro não tem a maturidade correta para dizer a ele que como ele mamou há 1 hora, só poderá fazê-lo daqui 2 horas. A amamentação extrapola, nos primeiros meses da criança, o simples fato de sanar sua fome. O bebê pede e procura o peito por diversos fatores: necessidade de sucção, sede, procura de afeto quando sente-se em perigo ou assustado e, ocasionalmente, até fome...rs. Por isso, eu acho que a

Livre Demanda é, sim, muito importante nesses primeiros meses de vida.

Mas, então terei que ficar anos sem dormir e meus filhos, aos 5 anos, estarão pendurados em meus peitos em praça pública? Não creio que seja assim, pois devemos ir até onde nossos limites permitem.

Eu fiz amamentação exclusiva e em Livre Demanda de meus dois filhos, até os 6 meses. Eduardo amamentei até os 10 meses e Luca até 1 ano e 3 meses. E sabe porque parei?

Simplesmente porque não queria mais. Senti-me tranquila para desmamar porque achei que tinha chegado a hora, porque queria dormir, sim, sem medo de me atirarem pedras. Cumpri meu dever como mãe, mas também respeitei os meus limites como ser humano.

No tempo certo, o sistema neurológico das crianças amadurece e ela começa a dormir a noite toda, sem acordar para mamar, e vai passar a comer apenas na hora certa para isso, pois à medida que seu cérebro amadurecer, ela não precisará mais sanar qualquer outra necessidade que não a fome no ato de mamar.

Espero que eu tenha sido clara e obrigada por abrir essa discussão tão saudável sobre esse tema de suma importância.

Um beijo carinhoso,

Glau
@BlogCoisadeMae e @redemulheremae

Paula disse...

Camila,sempre amamentei em lugares publicos, mas cobria meu seio e o bebê com um fraudinha.
acho horrivel quem amamenta mostrando o seio para qualquer um ver, acho que isto deve ser proibido amamentar mostrando tudo.

beijos

Mari Hart disse...

Camilota, li ontem mas não comentei por falta de tempo mesmo. Independente de concordar, discordar, ou não, é sempre muito bom levantar questões, debater e ouvir outros pontos de vista. A exposição de sua opinião, mesmo não concordando em muitos pontos é fundamental para nosso crescimento como ser humano. Exercitar tolerância e respeito é sempre bom!

Bjs!

Mariana disse...

Camila, acredito que vc tenha sido bem clara quanto à comparação com o fumar...
Mas acho que muitos forçam para encontrar uma segunda interpretação e darem nó em pingo d'água. Infelizmente, talvez o cigarro não tenha sido um bom exemplo por ser algo que prejudica a saúde e a lei anti-fumo é estadual.
Mas para essas pessoas que precisam de tudo explicadinho tim-tim por tim-tim para poderem entender um raciocínio, basta substituir o exemplo do cigarro pelos exemplos a seguir:
- Padarias que não permitem a entrada de pssoas sem camisa
- Hotéis que deixam bem claro em seus sites que não aceitam hóspedes acompanhados de crianças menores de 12 anos e reforçam isso no momento da reserva.

Acho que para bom entendedor, meia palavra basta.
O espaço do Itaú, mesmo sendo "público", como uma padaria, é uma instituição privada, que pagou por aquele espaço e tem todo o direito de proibir ou autorizar as condutas que bem entender ali dentro (desde que fiquem dentro da lei, eles nao podem permitir que alguém cometa um assassinato lá dentro, etc). Quem se sentir vítima de preconceito (como alguém em outro comentário disse que um negro não poderia ser barrado), deve agir como qualquer vítima de preconceito faria: brigar na justiça. E não tentar enfiar "goela" abaixo a sua postura.

Beca Bricio - Mulher que pariu disse...

Camila, claro que pode! Se vc quiser lógico! Pois, esse é o teu espaço e você TEM a liberdade de escrever o que você quiser, independente se o povo vai concordar ou não.

Eu discordei em vários pontos com vc sobre o post passado, mas a vida é assim. Eu tenho a minha opinião sobre as coisas e vc, ela e ele tem outros pontos de vista! Como a Mari polvo comentou: Viva a tolerância!

Entendi que vc colocou no ar que sobre a livre demanda e não simplesmente afirmou tudo que vc achava e sim, um convite para o debate.

Como eu já disse, eu me sinto muito a vontade em amamentar onde precisar, pois eu acabo saindo muito com o meu filho, por ficar sempre sozinha com ele sem babá, empregada, ajudante, mãe e etc, então se eu tiver que ir no banco, vamos juntos. Se preciso ir ao mercado... vamos juntos e como tbm não tenho carro, era eu ele e o sling. E como ele já estava ali pertinho do peito... era ali mesmo que ele mamava e a mãe em movimento, andando pra cima e pra baixo.

Mas, cada um se sente a vontade de uma maneira. A sua é a de ficar num local mais privado, pois como vc disse, vc é uma pessoa mais reservasda. Ok. Não vejo nada de mais nisso tbm. Como tbm não vejo nada de mais em amamentar em público ou em não amamentar, acho que a mãe sabe o que é melhor para seu filho.

Um bjãooo

sou mãe, e agora??? disse...

Eh Camila, eu entendi o que você quiz dizer no primeiro post. Acho importante cada um ter sua opinião, afinal, não somos seres programados para pensar um igual ao outro. Os exemplos foram claros, e concordo definitivamente que como no "mundo real" e no "mundo virtual" apresentar nossa opinião deva ser de forma respeitosa, sem grosserias e ofensas.
Eu por exemplo, sou adepta da livre demanda, mas respeito quem amamenta com horários fixos e entendo que pra você seria complicado, e imagina como seria uma Livre demanda com gêmeos?

Também amamento em público, no início fiquei meio paranóica, queria comprar aqueles apetrechos que parecem um biombo e tal, mas com um tempo percebi que uma fraldinha ou toalhinha já resolviam o problema, que se complica agora que qualquer barulho chama a atenção do pequeno que para de mamar e se der bobeira me deixa "pagando peitão". Tento preservar minha intimidade sem deixar o filhote estressado com fome. Parabéns pela coragem de mostrar sua opinião e não ficar tentando agradar a Gregos e Troianos. Bjs.

fthomeo disse...

Camila, li seus dois textos e sou super de acordo com vc.
Acho que vc todo o direito de expressar a sua opinião e não vi em nenhum momento dizendo ser contra o ato de amamentar em público ou contra a livre demanda.

Não aderi ao mamaço virtual simplesmente pq não consegui amamentar. No primeiro momento me senti muito frustrada e triste mas agora já com meu filho de 7 meses superei (espero) esse trauma. Não consegui amamentar pq fiz redução de mama há 8 anos atrás e meu fluxo de leite era muito pouco pro meu filhote, ele ficava sempre com fome, meus peitos estourados sangrando, e virava uma bola de neve. Com 1 mês já tinha que complementar. Hoje ele já almoça, janta, está um rapaz rsrs e estou adorando ele estar comendo as papinhas.
Acho muito legal quem amamenta e expoe esse amor, eu não consegui experimentar isso infelizmente.
Agora, em todos os momentos que dava a mamadeira pro meu filho, fiz isso com muito amor e dei muita atenção para ele. E tenho que confessar que as pessoas olham com discriminação quando está em público e oferece a mamadeira para um bebe muito pequeno.
Mas de qualquer forma acho que todos os debates são bem vindos e o mais importante é saber ouvir e respeitar a opinião dos outros.
Bjs

Dê Freitas disse...

Oi Cá, tudo bem querida? Sabe que ontem li seu post e estava doida para comentar, mostrando a minha visão, já que tenho uma opinião contrária a sua. Mas sabia que meu comentário exigiria tempo e o dia estava corrido. Eis que hoje entro e vejo esse novo post, então, não poderia deixar em branco mesmo.

Assim como você, sou o tipo de mãe que leio, busco informação, trocas de opiniões, mas tenho as minhas próprias convicções e sigo firme nelas. Aquilo que ainda não tenho opinião formada, vou buscando mais embasamentos e assim vai. Por isso, também acho que polêmicas são essenciais para o aprendizado. Mas sempre, claro, com muito respeito a opinião alheia.

Eu adorei a movimentação do mamaço. Achei um gesto lindo e não vi como uma manifestação, no sentido simples como essa palavra costuma ser usada. Vi como uma união de mães querendo mostrar ao mundo que a amamentação é um gesto simples, natural, de puro amor. Uma tentativa de humanizar aquilo que para quem não é mãe, pode não ser tão claro. Quanto a forma que isto é feito, com pudor ou sem pudor, acho que vai de cada um. Ninguém é obrigada a mostrar os seios se não gosta, assim como ninguém precisa se constranger se o faz sem problemas. Eu sou da leva que nunca me importei se alguém estava olhando ou se ele ficava um pouco a mostra. Como diz meu marido, desde a gravidez, virei uma naturalista, rs. Agora o que não concordo é com a implícita relação de que quem não gosta de ver o seio de lactante precisa ser respeitado no sentido de que então a amamentação não seja feito em pública (ou seja a mais discreta possível). Oras, somos todos livres e quem não gosta de ver, que vire-se para o lado. Sei que você não disse isso e nem pensa isso, mas como esse assunto sempre paira nesta ótica ( e vi alguns comentários neste sentido), quis só manifestar minha visão.

As comparações e analogias feitas, não vem ao caso. Foi a sua forma de ilustrar o tema e eu não tinha levado assim ao pé da letra, embora realmente numa primeira olhada choque um pouco a citação do cigarro já que ele é prejudicial a saúde (dos outros, porque de quem fuma, é um problema dele). Mas isso você já explicou para quem ainda não tinha entendido. O que eu realmente discordo é sobre a atitude do Itaú Cultural de barrar a amamentação. No meu entendimento, o direito à vida é garantido constitucionalmente, e considerando que a amamentação é fundamental para o desenvolvimento de crianças até pelo menos 2 anos, negar-lhes o direito de serem amamentadas, é negar o direito à vida. O banco pode e deve estabelecer regras, entretanto, elas devem ser claras e disponíveis a todos; sem, contudo, limitar direitos básicos de qualquer cidadão. E sem querer levar isso a uma esfera jurídica, porque não entendo de Leis, a atitude foi no mínimo ignorante, tanto que eles voltaram atrás. Ao meu ver, nem foi por uma estratégia genial de mkt e sim porque era a única coisa a se fazer.

Bom querida, não gosto de retaliações e acho que este espaço é seu e você tem todo direito de manifestar sua opinião sem ser agredida. Minha intenção é apenas contribuir para um debate sadio e respeitoso. Não li todos comentários do post anterior, mas espero honestamente que seja o que tiverem dito de agressões, que isso não a impeça de trazer sempre informações e opiniões inteligentes neste cantinho.

Beijo enorme querida!

Juliana Ramos disse...

A Glau falou uma coia importante sobre a livre demanda: "nos primeiros meses de vida". E eu acrescentaria: Durante o dia.

Aí sim posso dizer que amamentei em livre demanda.
De dia, amamentava a hora que eles quisessem...

Beijão.

ps.: Tão difícil qdo o povo não quer entender...

Mayara disse...

Olá Camila, li seus dois posts e concordo com exatamente tudo!
É simplismente muita ignorância a pessoa não enteder um texto tão claro e achar que foram feitas comparações com horta e cigarro.
Também defendo o direito de expressão quanto mamaço, mas não aderi porque não me sinto nada a vontade em amamentar em publico.

Mari Mari disse...

Camila, quando rolou a coisa do Mamaço, até achei a idéia legal, mas não cheguei a aderir a causa; nem cheguei a procurar foto amamentando. Eu sempre amamentei em público quando necessário, mas com discrição, cobrindo. Se houvesse fraldário, preferia; na falta dele, um canto recluso servia. Há quem se incomode, há quem nem ligue. Mas não aderi ao mamaço porque não tava muito claro na minha cabeça se o mamaço tava de todo certo. E lendo seu post "do contra", entendi seus argumentos e concordo; o Itau Cultural tem todo direito de impedir, até porque nessas lugares costuma ser proibido comer (o que quer que seja). Também concordo quanto a livre demanda; gosto de rotina (flexivel, não vamos deixar os bebês com fome), ainda não mais se cuida de dois bebês - meu caso - e da casa. Não dá pra ficar amamentando o dia (e a noite) toda. Faço meus seus argumentos, e obrigada pela discussão.

Juliana Dalzoto disse...

Oi Camila!!!

Passei para agradecer seu comentário lá no blog! Estamos muito felizes!!!!

E aí, é claro, não pude deixar de ler o post. Adorei o que vc escreveu. Quero ir ali e ler o outro para ver o que causou tto alvoroço. Mas, já adianto que tb não gostava de amamentar em público, simplesmente por achar que era um momento nosso, meu e do Lucas, e que era preciso tranquilidade para tal. Mas se fosse necessário, é claro, eu amamentava. Mas sofri horrores por conta disso, teve até quem me disse que eu tinha vergonha de mostrar os peitos! Santa ignorância!!! Mas, enfim, quando se está bem "equipada" emocionalmente e muito apoiada por quem realmente importa, a gente segue em frente e ponto final!

Sobre a LD, a mesma coisa. Amamentei exclusivo até os 6 meses e paramos o processo quando Lucas tinha 1 aninho e eu voltei à faculdade.

A vdd é que algumas pessoas confundem "defender seu ponto de vista" com radicalismo e aí a coisa pega! Acho que cada um sabe o que é melhor para si e para seus filhos, e não é porque todo mundo diz alguma coisa que é o certo! São pontos de vistas e todos merecemos respeito em nossas decisões.

O mesmo vale para os partos/cesareas, introdução de alimentos, desmame, desfralde... e segue pela vida inteira!

Agora, vou ali ler o outro post ;)
Beijos
Ju

Silvana disse...

Camila, acho que você foi feliz, tanto nesse post, quanto no de ontem. Parabéns! Concordo com você e parece que ultimamente o pudor anda em baixa. Não tenho filhos, por problemas "técnicos" e não por falta de vontade. Agora, por exemplo, já que é uma situação que tenho domínio, não me sinto a vontade em banheiros de academia ou clubes com um monte de desconhecidas expondo seus corpos. Também sou pudica e não me acho pior nem melhor que ninguém, apenas mais “coberta”...rs

Rita Romano disse...

Camilinha, amei seu texto, já falei que quando quiser abrir um escritório, serei sua sócia, e não precisa re-explicar o que é claro e mais, para quem não quer entender. Já disse que eu sou a maior "sem-vergonha" para amamentar, mas entendi perfeitamente seu ponto de vista, as analogias (todas feitas entre aspas e com os devidos cuidados - coisa que parece que algumas pessoas não leram. né). Agora, eu me pergunto: se com a gramática correta ensinada nas escolas, o pessoal já não entende interpretação de texto, imagina com a nova Cartilha do MEC. Gezuis.

Bianca disse...

Camila, deu para entender perfeitamente o que vc colocou no post anterior, é que assim: como você fez, algumas pessoas tb querem expor o ponto de vista delas, muitas vezes radicais, e aproveitaram a discussão em cima do seu blog para isso,entende?? Não se sinta mal não, vc é super bacana e tem o seu ponto de vista, assim como a maioria que passa por aqui, né? Cada um na sua e todo mundo em paz com suas opiniões e convicções.
beijos

Renata Senlle disse...

Que dificuldade das pessoas em lidar com opiniões diferentes, né?
Mesmo sendo um espaço seu, para as suas opiniões, as quais você relata muito clara e respeitosamente, parece que muita gente entende como uma afronta...
Nem precisava explicar de novo! Mas mais uma vez, o texto estava ótemo! :)
bjks
Rê Senlle
http://umavidamaisordinaria.blogspot.com

Rodrigo Saraceno disse...

É uma pena que as pessoas sempre levem a opinião dos outros para o lado pessoal, pena mesmo!!!
Fica tranquila, querida, pois, como vc nmesma colocou, expor uma opinião é dar à cara a tapa...
Bjus

Naiara Krauspenhar disse...

Amiga, comentei lá e vou comentar aqui.
Eu tambem nunca fui de amamentar em publico, por "pura e simplesmente" não gostar... eu preferia fazer isso no meu cantinho.

Mesmo assim achei o movimento bastante importante, e lindo, porque acho que as mulheres devem se sentir livres sim, caso queiram, de amamentar seus filhos em publico.

O que eu não gosto, sinceramente, é de pessoas que acham que todo mundo deve pensar da mesma maneira.
Gente, o post expressa apenas uma opinião. E daí se ela for diferente da sua? Vamos debater, conversar, trocar idéias... É tão bom, tão gostoso, tão saudavel.

Me lembro de um dia que estavamos no twitter Anne, Carola, você e eu debatendo sobre o esmalte, lembra?

Anne e Carola de um lado, eu e voce de outro... e num certo ponto Anne disse: "Gente, não to julgando, não me compreendam mal..." (foi algo assim né Anne?)
Respondi: "Relax baby, você está falando com gente esclarecida, opiniões diferentes são apenas opiniões diferentes..."

E continuamos nós a fofocar sobre os esmaltes e as unhas cheias de barro numa boa. Pois é assim que tem que ser, não é?

Eu também nunca pratiquei a livre demanda, acho lindo quem dá conta, mas eu não dou. Ponto.

Os nossos posicionamentos não deveriam incomodar tanto assim os outros... creio eu.

BJooooo

Fabiana disse...

Acho que a blogosfera materna tá precisando se unir para promover um manifesto em favor do respeito e da tolerância ao diferente.

Gosto que você coloque "a cara a tapa"... mas fico triste que tenha quem levante mesmo a mão para "bater"... e mesmo fazendo escolhas diferentes não me sinto apta a dizer que minhas escolhas são melhores que as suas.

Estamos precisando ler com mais tolerância... aliás, o mundo precisa de mais tolerância ao diferente. Aceitar que certas escolhas são vazias de julgamentos de valor. Certo ou errado.

Não sou mãe de gêmeos... mas se fosse provavelmente teria pavor de pensar em livre demanda. Porque tive pavor com uma só (quando tive minha primeira filha)!! Hoje (com a caçula) faço assim (LD) e entendo e vivencio o discurso de quem apóia. Mas é uma escolha minha.

Acredito, sim, na importância de nos conectarmos com nosso lado mais animal, mais mamífero como tem sido dito. Gosto e tenho buscado ampliar minha consciência nesse sentido. Mas não preciso convencer minha vizinha disso.

Enfim, continue escrevendo, desabafando, inspirando e causando! Seus textos são ótimos e são seus.

Proponho um manifesto pelo respeito, pela tolerância ao diferente. É muito importante ensinarmos isso aos nossos filhos também! E a melhor forma de transmitir esses valores é dando exemplo.

Beijos
Fabiana
http://2-ao-quadrado.blogspot.com

Jackie disse...

Oi querida, acho que tem quem tenha as SUAS opniões e as deixa claro,tem quem tenha suas opniões mas está aberta a novos conhecimentos e tem quem vai pela cabeça dos outros e NÂO sabe parar para refletir novas idéias.

Acho que foi isso que aconteceu com seu útimo post. Eu concordei com algumas coisas, e por ter tido uma experiência diferente sobre LD (quase obrigatória já que Davi colocava o mundo abaixo se não mamasse), expressei meus motivos, entendi muito bem o que vc disse até por que vc não quis comparar um vício á alimentação dos nossos bebês, vc comparou a imposição de valores e deveres á outras pessoas.
Não entendeu quem teve preguiça de ler direito o post ou tem problemas de interpretação de leitura.

Como eu até contei no outro comentário, fui constrangida dentro do meu prórpio carro enquanto amamentava meu filho de 02 dias de vida, por um nojento que ficou olhando meus seios. Desde esse dia vi que o mundo não é rosa, e que mesmo que eu tenha um olhar inocente há pessoas que olham com malícia e há pessoas que se sintam constrangidas com esse tipo de coisa. E só amamentava em público se fosse muito necessário, e sempre tentando me preservar, o seio era meu e eu não queria qlqr um olhando, pois não deixei de ser mulher depois que fui mãe, o mundo é estranho mesmo e malicioso, e me adaptei a isso fazer o que....

bjusssssss e parabéns novamente por ter opnião própria.

mamãe da Yasmin disse...

Oi Camila, desde que venho te seguindo sempre curti muito que e como você descreve cada tema, acho muito importante termos sim, opiniões diferentes e principalmente ricas. Você é uma pessoa que realmente fala o que pensa mais isso realmente muitas vezes não é visto como ponto positivo.
Li ontem o seu post, mais não tive tempo para comentar...também não curti muito a parte da horta orgânica e nem do fumo porque: Primeiramente somos adultos e temos nossas rotinas pelas quais nossos pais e nós mesmos estabelecemos, por isso não comemos a toda hora. Posteriormente o cigarro é algo que prejudica a saúde, principalmente de quem está do nosso lado. Sendo assim, achei muito valido sim a proibição sobre o fumo mesmo sendo em locais como nossa casa (no seu caso o prédio) isso livra as nossas crianças do fácil acesso mais isso não é pra agora, não fumamos perto de bebês não é mesmo, costumamos lavar as mãos quando eles ainda são RN, e ainda tem mamães que fazem o uso do álcool gel para esterilização completa dá pra imaginar isso a toda mamada, toda troca, toda hora que for pegar o bebê? Muito cansativo né!
Acredito Camila na LD pela necessidade que um bebê RN tem em se alimentar, creio que de onde ele veio o alimento não tinha fim e por isso a LD. Eu fui uma mãe que aderiu o mamaço sim, com orgulho (pena que não amamento mais e amamentei por apenas 6 meses, minha bebê parou por livre e espontânea vontade). Fui a favor do mamaço não porque não tenho vergonha de amamentar a minha filha em publico, mais porque eu não achei justo tirar o direito e a necessidade do bebê se alimentar. Poderia ter levado uma mamadeira? Sim, poderia, mais pra que mais trabalho se eu tenho um pronto e a qualquer hora. Talvez um bebê de 21 meses já não precise da LD mais é ele quem vai ditar a rotina das mamadas, do sono, e nós sabemos quanto é difícil por rotina neles...pra gente é complicado, imagina pra um serzinho que não tem nem noção de tempo.
Mais queria flor deixar registrado que independente da minha opinião,o importante mesmo é que saibamos diferenciar pudor, vulgaridade, conceitos e principalmente a tolerância, a solidariedade, a caridade uns com os outros. Assim, nossos filhos serão mais respeitados no futuro.
PS: só pra constar cada mãe amamente de seu jeito, com pano, sem pano, no reservado ou não...vamos todas juntas lutar pelo direito de ser diferente.

Bjokas nossas.

Mari Mari disse...

Quanto a livre demanda, não acho que os bebês PRECISEM dela mesmo nos primeiros dias. Nenhum dos meus dois mamou em livre demanda nem na maternidade, nem na primeira semana, e se encaixaram muito bem em mamadas a tempos regulares (o mais velho, de duas em duas horas, a pequena, de 3 em 3). Além disso, meus dois largaram as mamadas noturnas aos 50 dias. Dormiam direto das 8pm as 6am. Não sou contra LD, há quem goste e dê conta; mas acho um argumento infundado, o RN não necessariamente precisa mamar o tempo todo. Em tempo: algumas mães vão dizer que os meus aceitavam tempos regulares porque chupavam chupeta, mas já vou dizer que não chuparam não, nenhum dos dois. A pequena chupou o dedo por pouco tempo.

Mamãe disse...

Olá Camila, como vai??
Vi rapidamente seu post ontem e por falta de tempo não comentei. Achei ótimo o que escreveu e penso como você, respeito quem sem o menor pudor alimenta seus pequenos "mostrando os peitos", mas particularmente acredito que este momento requer ambiente calmo, e reservado. Muitas vezes não há como escapar: a fome chega e aí tem que dar um jeitinho para manter a discrição. Eu amamentei meu bebe até os 8 meses, por opção dele, mas sempre via mães com os bebês enormes fazendo peito de chupeta e torcia para que não acontecesse comigo, pois acho muito feio... Bom polêmicas a parte, o comentário tá quase virando um post...rsrs Parabéns mais uma vez!!! Bjs

Anne disse...

Cá, nem to blogando hj mas vi seu posso explicar? e fiquei preocupada... será que meu comentáruo pegou pesado?
Voltei e reli tudo, o post e todos os comments e não senti que você foi tão criticada!!
Porque isso?
Outro dia falei om a Carol Passuelo, que estava motivada a fazer o post da cesárea por se sentir "perseguida" pela insistência que paira sobre o parto natural e tals... e eu não conseguia enxergar essa insistência. essa perseguição que ela falava. eu via o contrário!
andei até falando que a gente frequentava blogsferas diferentes, mas não é isso; a gente dá mais valor ao que nos incomoda, pois temos o sentimento equivalente lá dentro.
Será que não foi isso que aconteceu nos seus comentários?
Eu senti que você foi mais apoiada do que julgada.
me perdoe se meu comentário te ofendeu (eu li de novo, e não achei mesmo!!)
Mas é a tal da visão sensível... a gente só enxerga o que quer ver. Talvez eu não tenha me enxergado ofensiva, se fui me desculpe.
Só para resumir, gostei da polêmica, concordo com muitas coisas mas mantenho minha opinião também (que raramente está na crista da onda, mas desta vez está...) da liberdade geral para a amentação regulada por critérios pessoais. respeitosamente!!
bjo bjo bjo bjo

Aretusa disse...

Eu fiquei triste com seu post, não por você ter opinião diferente da minha (não tem nada mais chato do que vc ler um post e todo mundo "adorar" o que a pessoa escreveu - às vezes parece que nem leu direito!) mas por você não ter se posicionado antes. Mas esse é um direito seu, é claro, só que acredito que a repercursão do post seria outra e teríamos uma discussão ainda mais interessante. Desse jeito ficou apenas sensacionalista e pouco reflexivo!
Até mais.

Nine disse...

Oi Camila!

Voltei só para dizer que se meu comentário te pareceu ofensivo, essa não foi minha intensão! Mas peço desculpas se isso aconteceu.

Voltei e reli tanto o post quanto os demais comentários e como a Anne disse, raramente alguém te ofendeu e creio que a maioria até concordou com muitos pontos do seu texto.

Apenas uma coisa: como você voltou a falar sobre a questão da regulação e proibição do fumo, me sinto no dever de te alertar que o governo pode e deve regular tais coisas, porque ele age no interesse público, da nação, da pessoa humana (rsrsrs) quando faz isso. Está na própria constituição! O interesse público vem sempre na frente do particular e a saúde pública é de interesse público, diferente, por exemplo, da relação de compra e venda de um imóvel, então mesmo que a assembléia decida que pode fumar no seu prédio, se houver uma lei dizendo que não pode, é ela que vale, entende?

Não sei se vc algum dia já estudou direito...caso contrário até entedendo esse seu ponto de vista, baseado na falta de informação (não estou sendo rude não, é que é difícil se expressar, afe), mas ele não está correto.

Até mesmo o espaço do Itau não é totalmente privado, como vc diz...o banco com certeza tem uma série de incentivos fiscais do governo para garantir o funcionamento daquele espaço. Estes incentivos fiscais vem dos nossos impostos e até mesmo por isso o espaço é PÚBLICO...o banco não está sendo bonzinho, ele está ganhando muitos incentivos e ainda se promove com isso.

Será que o espaço proibiria uma escola de samba de se apresentar ali? Com aquelas passistas de bunda e peito de fora? Se isso acontecesse o povo todo não iria achar um absurdo? Haveria protestos e mais protestos contra este ato que agiu contra a cultura do povo brasileiro, é ou não é?

Então...para quem prega a amamentação como uma ato digno, natural e nada sexual o fato de impedirem a mãe de amamentar somado ao fato de vc ter que ir a outro lugar...foi um absurdo, para muitas.

Sinceramente eu não sei o que é pior...os fraldários tb não são ideais...enfim...

Eu adorei a discussão porque nos permite agregar informações, conhecer outros pontos de vista e tal.

Não se sinta ofendida por alguém discordar, esse é seu espaço, essa é você, quem gostar gostou, quem não gostar dá unfollow, simples assim!

A troca de idéias, de informações é que é legal entre os blogs de mãe e não apenas todo mundo dizendo amém para o que é escrito, né? Por isso, por vc expor tão claramente seus pensamentos é que vc é tão lida e é justamente por isso, por vc ser tão lida, que quando vc fala algo e alguém discorda, não apenas por discordar, mas com argumentos válidos, é que a pessoa se anima a escrever um comentário gigantesco com contra argumentos...rsrsrsrs

Beijos
Nine
www.minhapequenaisis.blogspot.com

Beijos,
Nine
www.minhapequenaisis.blogspot.com

Gleice disse...

Oi Camila! Concordo com tudo o que você postou e assino em baixo.

EU não pratiquei LD e continuo não praticando. Eu concordo que se um bebê não for ensinado que existe hora de mamar e hora de dormir, que ele nunca aprenderá.

A partir de quando eu optei por não sacar o peito a qualquer hora do dia isso me tornou uma mãe muito mais observadora: quanto que o meu bebê sugou? Foram os 2 peitos? Sugou até o peito secar?

Se ele tivesse mamado bastante (porque é possível sim da mãe saber quando um bebê mamou bastante ou não) era óbvio que a causa do choro não era fome!

Aí era o momento de eu parar e pensar: bom, já mamou, mas voltou a chorar... é calor/frio, desconforto, tédio?

E garanto pra todo mundo que o meu bebê nunca ficou chorando só porque EU, a mãe, achava que não era a hora ainda de amar. Em todas as vezes que ele chorou eu soube entender o que ele queria.

O maior problema dos favoráveis a LD é que quando se deparam com quem não o faz pensam que a gente deixa o bebê chorar, que negamos comida, o que não é verdade. Simplesmente quem não pratica LD desenvolve a capacidade de buscar quais os motivos para determinados choros.

E respondendo aos seus questionamentos...

Conheço muita gente que pratica LD e que teve os peitos transformados em chupeta. Muitas gostaram disso e outras não. Simplesmente opção e visão diferentes.

Creio que a necessidade do sugar pode ser saciada com chupeta e que meu filho não vai se apegar menos a mim por conta disso e que também não terá problemas futuros só porque não ficou pendurado ao meu seio (bom, você é psicóloga e pode comentar melhor...)

Muita gente nos comentários levantou que a amamentação é formadora de vínculos. Discordo totalmente!
Se fosse assim eu poderia dizer então que o vínculo dos filhos com seus pais é menor ou inexistente?!?! E as mães que adotaram seus filhos? Teriam elas um vínculo menor do que eu que pude amamentar??!? E os pais que são mães também e que biologicamente não poderão amamentar? Como é que farão?

Infelizmente pra muita gente mãe é padecer no paraíso e quando você opta por não seguir essa filosofia você é taxada como imoral, menos mãe, etc.

E rotina então? É coisa de adulto!

E digo mais: quem mais lucrou com tudo isso foi o próprio Itaú que teve marketing gratuito ainda que por uma causa nobre.

Bjo.
Vínculo é dia-a-dia, é convívio!

Marcelo Vieira disse...

Em tempo: e se o dono da padaria, racista, proibisse a entrada de negros em SUA padaria...???
Pano pra manga não é?
Por estas e outras existem as leis. Para regular as desmedidas.

Abraços Paternos!
http://www.mmppv.blogspot.com/

Milka disse...

é por isso que sou sua Fã!!!
Adorei!

beijo

Blog da Pandinha disse...

Camila...há aqui duas questoes: 1. Ler nao é apenas decodificar palavras. É imterpretaçao. 2. Interpretaçao cada um tem a sua. E qd é pra interpretar ANOS LUZ de distancia daquilo que senquerndizer, chovem pessoas!!! Nestes casos, eu aperto antecla DANE-SE e deixo a vida me levar...Beijo grande

Deia disse...

Gosto muito da maneira clara como vc escreve os posts.
Li o post sobre o mamaço e tive a impressão de que algumas pessoas não entenderam bem o que vc quiz dizer.

Eu amamentei até 1 ano e 2 meses, mas nunca com os seios amostra, sempre me cobri com uma fraldinha, pq nunca me senti a vontade para fazer isso em público, acho que a amamentação é um momento de intimidade entre mãe e filho, mas não critico quem faça.

Meu primeiro filho não pude amamentá-lo, infelizmente, bem que tentei, mas minha segunda filha mamava quando sentia fome, pq acredito que eles não entendem bem esse negocio de ter horário e na época do seu nascimento nunca tinha ouvido falar em livre demanda, foi instintivo mesmo.

Concordo que cada um dita a regra do seu espaço.

Acho muito válido a troca de informações e opiniões, mas respeitar a opinião do outro é muito importânte.

Eu acho que vc foi perfeita em tudo que escreveu como sempre.

Luana disse...

Camila,
Ler opiniões divergentes das nossas nos dá a falsa sensação de que estamos errando como mãe e de que a pessoa está nos atacando. Sim, porque quando se trata de filhos, o bicho pega.
Alguém dizendo que discorda da minha opinião quanto à forma de ver e viver a maternidade, é quase o mesmo que alguém me apontando o dedo na cara e dizendo que tudo o que eu estou fazendo é errado. Isso é um erro, eu sei, não deveria ser assim. Mas o que esta em jogo são meus filhos, e ai ai ai que eu vou deixar barato.
O que falta é a compreensão de que existem vários certos: o seu, o meu, o nosso, o dela.
Achei muito produtiva toda essa discussão e penso muito parecido com você!

beijos
Luana
www.maemorial.blogspot.com

Say I Do disse...

Camila!!! Adoreiii seu texto! Não sou mãe ainda, mas penso muito como vc!
Alias, dps que casei (44 dias)estou mais viciada no seu blog rs!!!!!

www.sayido.com.br

Bjs
Camila

Lenita de Paula disse...

Oi Camila!
Concordo muito com o que vc publicou nos dois posts.
Até fiz um post sobre o tema também, "inspirada"- se é que dá pra chamar um texto daqueles de inspirador- no colunista da folha.

se quiser dá uma olhadinha!
Beijos

http://lenitadepaula.blogspot.com/2011/05/sobre-amamentar-sobre-zelar.html

Thais Bessa disse...

Eu entendi exatamente o que vc quis dizer quando falou de fumar, acho que quem nao entendeu precisa estudar mais interpretacao de texto.

E complemento: pra quem disse que seguindo a "sua" (sic) logica os estabelecimentos poderiam impedir a entrada de negros, gays, etc, ha uma grande diferenca entre proibir PESSOAS e ATOS. O Itau Cultural nao determinou que maes com bebes nao podiam entrar, mas que o ato de amamentar nao pdoeria ocorrer. Da mesma forma que muitos lugares proibem o ato de entrar sem camisa ou o ato de dar uns amassos (seja casal gay ou hetero). E eu nao vejo o problema. Se um estabelecimento proibir a entrada de um negro, sim, eh crime. mas proibir um ato nao eh crime. Simples assim. Quem nao concorda simplesmente nao va mais naquele lugar!

Acho muito complicado querer obrigar os outros a aceitarem o mundo do jeitinho que vc quer. Quero amamentar em qualquer lugar, que o mundo aceite! Quero dar uns amassos no meio do shopping, que o mundo aceite, afinal eh natural. Acho que a maneira mais valida de protesto eh ess: nao ir mais a um lugar em que eu discorde das regras. Assim como cidadao em tese muda as cosias com voto, no mercado a gente muda as coisas com nosso consumo. E se todas as maes pararem de ir ao lugar X ou Y porque nao sem bem-vindas amamentando (nao sao bem-vindas, nao proibidas, veja a diferenca)? Sera que com o tempo o estabelecimento nao iria perceber que perdeu uma fatia da clientela e mudar?

Carla Mãe da Maria Clara disse...

Oieee Camila!
Que polêmica, hein?

Eu li a maioria das respostas porque fiquei interessada em saber a opinião das mamães que aderem ao mamaço...

Eu acho que o mamaço está tomando proporções maiores do que o real sentido do MAMAÇO.

Gente, amamentar é algo tão puro, singelo. Não que tenhamos que ter vergonha na rua de amamentar, é algo lindo mesmo, mas vamos nos dar o respeito. Coloquem uma toalhinha sob o peito para não ficar com as tetas de fora.

É tão difícil achar isso normal? Cobrir os seios para tornar mais intimo mesmo estando na rua o ato de amamentar algo lindo entre vc e seu filho e não entre vc e a torcida do flamengo. Q isso!!!

Daqui a pouco vão aderir outro movimento: Vamos gente, amamentar nossos filhos andando! Isso, mulheres não têm tempo de amamentar seus filhos, então vamos não podemos parar, vamos carregá-los no colo e dá-lhe tetas pra ele mamar.

É só questão de bom senso. Não é a amamentação que estamos repudiando, e sim o respeito do ato com seu filho.

Beijos Camila.

Karen disse...

Oi Camila,

gosto muito do seu blog e também da maneira como você sempre dá a sua opinião sincera sobre todos os assuntos.

Queria também colocar um ou dois pontos que acho que ainda não foram contemplados aqui nos comentários.

Sobre a LD. Eu também "pratico" a livre demanda. Mas não como bandeira. Não sou adepta de que minha filha de 3 meses fique o dia inteiro com chupeta OU com o peito na boca. Mas tento simplesmente entender o que ela está tentando me dizer com o seu choro. Se é fome, sede, desconforto, vontade de estar no colo e de sentir a presença da mamãe mais próxima, se é tédio, se ela quer passear e assim por diante.
A primeira coisa que ofereço quando ela chora é o peito, mas se ela não quer paro e vou ver o que pode estar incomodando. Acho que assim não sou escrava do relógio.
Assim não fico pensando: meu Deus, ela mamou há 3 horas e agora não está querendo - já em pânico, achando que minha filha não está se alimentando direito.
O mesmo vale para as noites. Esta noite, por exemplo, minha filha, de 3 meses, adormeceu às 21:30 e só acordou às 4:40. Se eu amamentasse rigidamente de 3 em 3 horas teria acordado-a desnecessariamente, já que ela não estava com fome, caso contrário teria acordado, concorda? Então acho que a livre demanda simplesmente me dá mais liberdade de amamentar quando minha filha realmente tem fome e não quando eu acho que ela deveria ter. Pra mim a livre demanda é sinônimo de flexibilidade.

Sobre a amamentação em público. Também sou pudica. Detesto amamentar em público, para ser sincera. Mas, faço quando acho que é necessário. Tenho uma filha de 3 anos que desmamou com 1 ano (mas que nesta altura só mamava antes da sonequinha da tarde e para adormecer à noite), então já passei por todo tipo de "saia justa" em que ela estava com fome e que queria mamar. E aí, o que fazer? Será que o mais correto seria me privar por um ano de qualquer vida social? Não tenho o direito também de ir a uma exposição? E para coisas normais como ir ao médico, ao supermercado e tal? Não tenho família por perto, ou babá e nem sempre dá para eu me programar para deixar minhas filhas com alguém, mas tem vezes que PRECISO sair. Como conciliar maternidade com a vida normal? Acho que isso passa sim por amamentar em público, se necessário. Claro que o pudor com que isso é feito varia de mãe para mãe. Eu já me escondi até em banheiro, quando não me sentia à vontade para fazê-lo em público e quando amamento na frente de outros fico rezando para ninguém se sentir incomodado... Mas acho que as necessidades da criança estão em primeiro lugar e por isso este direito deveria ser assegurado sim.

Beijo!
Karen
http://multiplicado-por-dois.blogspot.com/

Vivian disse...

amamentar sempre será polêmica. Tenho uma amiga que odiou amamentar. O que fazer com um ser que diz isso? a princípio quis até cortar amizade, mas depois percebi que cada pessoa encara isso de uma forma diferente. E tem mais, ela sofreu, seio sangrou, filho vomitou sangue que mamou etc, então, claro que foi traumático pra ela e quem sou eu pra condená-la?!!!
Você tem razão em tudo que disse. Concordo.

Sylvia disse...

É Camila, nem sempre somos compreendidas, ainda mais na esfera materna, que parece ter uma competição que não entendo o por que de existir. Mas adorei seu post mesmo assim e partilho das mesmas opiniões que vc.
Passa no meu blog para pegar um selinho que estou lhe dando. Beijos mil
http://sylvia-bruno.blogspot.com/

luparra disse...

Camila,
Vc se expressa muito bem e concordo 100% das coisas que vc escreveu.
Eu acho que peito é peito não importa se está cheio de leite ou não e eu detesto ficar olhando o peito dos outros. Mostrar os meus então??? nem pensar! só para os de casa e olhe lá ainda ...bjo e durma tranquila porque colocar as opiniões da gente em discussão é um ato de muita coragem!

Anna Paula MG Cruz disse...

Camila parabéns, também, pela coragem de escrever textos assim. Deixo bem claro a minha admiração por você.
Maaaas... Você disse assim " E peito da mãe não é chupeta, ou passou a ser?"
E me responde uma coisa: quando foi que chupeta passou a ser peito de mãe?
Não foi o peito que veio primeiro?
Beijos

CCX disse...

Oi querida, assim como você nunca consegui dar de mamar em público também. Por isso, entre outros motivos descobri que a Nestlê era bem mais competente na alimentação da minha filha do que eu, que se auto-desmamou aos 6 meses, cansada de passar fome. Enfim, AMAMENTAÇÃO NÃO É PARA TODAS, ao contrário do que está na moda afirmar e te parabenizo pela coragem de expor tua opinião, sem seguir o que a moda comanda.

Aline disse...

Camila, acho muito natural seu post ter tido tantos comentários. Seria muito fácil omitir sua opinião para não ser criticada, vc se mostrou corajosa e hábil no post anterior.
Toda mãe tem a liberdade para escolher o que é melhor para seu filho, inclusive para adaptar-se, seja com ou sem rotina, com ou sem livre demanda. Mas no caso do Itaú Cultural, a meu ver, essa liberdade foi limitada por um funcionário mal preparado. Se por direito o Itaú determinasse impróprio que suas clientes amamentassem em público, deveria no mínimo criar um espaço com condições ideais para isso, e não simplesmente orientar uma mãe a amamentar numa enfermaria do corpo de bombeiros. Achei a atitude do Itau ofensiva, mas o que me incomoda é que da mesma forma que muitas mães (por motivos pessoais) escolhem não amamentar em público, aquelas que o fazem sofrem restrições descabidas. Se essas mães se sentem à vontade para isso, por quê precisam sofrer tantos pré-conceitos? Não lhes cabe a mesma liberdade? Independente de acontecer esse tipo de proibição em um local público ou privado, o que precisa mudar é o tipo de conotação que se dá ao ato de amamentar. Já tem até jornalista dizendo no que se amamentar em público é normal, fazer sexo tb o seria.
É um assunto polêmico mesmo e deve ser debatido, com respeito acima de tudo.
Bjs

Mariana - viciados em colo disse...

oi camila,
confesso que não li os comentários deste post, mas voltei para ler todos os do post anteior. mesmo assim desculpe se eu for repetitiva.

não vou mais entrar no mérito da questão #mamaço porque já dei minha opinião e me senti contemplada em várias outras.

quero apenas lhe dizer que apesar de discordar de você em diversos pontos achei VALOROSA sua iniciativa em abrir este debate.

como já disse, gostei de ver na blogsfera materna uma posição muito frequente entre as pessoas com as quais convivo e para mim foi importante ver a diversidade de opiniões, as complementaridades e as divergências aqui, num ambiente que às vezes parece tão politicamente correto e homogêneo.

em nenhum momento me senti ofendida, atingida e nem incomodada com a sua OPÇÃO de não usar o espaço público para amamentar, assim como não me incomodo com quem usa, ou em usar.

olha, se eu tiver sido ofensiva de alguma maneira, neste ou no outro post, por favor me perdoe, não foi minha intenção.

beijoca



ah, a LD não implica necessariamente em ficar com o bebê pendurado no peito o dia inteiro - talvez apenas nos primeiros dias isso seja verdade
--> eu mesma desde a primeira filha tinha uma rotina razoavelmente rígida aliada com a livre-demanda. sem nem saber que estes eram os nomes. meu segundo bebê (LD + leite materno exclusivo) dormiu dos dois aos quatro meses 12 horas todas as noites... só mudou quando comecei a trabalhar.

Calu disse...

Oi de novo.
Muita coisa que falei no meu comentário anterior tinham sido contemplados por você aqui...
Só tinha lido seu post anterior, esse eu li agora.

Só queria deixar registrado que achei muito legal - muito legal mesmo - o debate proposto aqui.

As vezes tentamos fazer isso na MM e acaba virando brigas e acusações. Você conduziu muito bem e criou um ambiente super bacana de troca de opiniões.

Eu continuo concordando com você... Em genero, número e grau.

Uma vez escrevi sobre essas leis e proibições, inclusive sobre a palmada e fumo. E é bem isso: Não sou a favor de fumar ou de bater, eu sou CONTRA A LEI.
http://redemulheremae.blogspot.com/2010/08/lei-da-palmada-benvinda-1984.html

Beijos,
Calu

http://blog.mulheremae.com.br

MaH disse...

Eu entendi perfeitamente seu ponto de vista, acredito que vc foi mal interpretada, não dizem que a palavra é de que lê e não quem escreve? Isso é um problema, pois as vzs queremos dizer uma coisa,mas as pessoas interpretam outra. Como disse no post passado, eu tmb não concordo mto com a LD, justamente por considerar importante a rotina e a organização. Como psicóloga tmb, concordo que o fato de que não fazer LD não prejudicaria o vínculo mãe/filho, pois ele é criado por vários outros motivos tmb. Bom, é isso!
Beijos

Luciana - Descobertas disse...

Eu concordo com você... Eu sou contra dar de mamar em público se for só para tirar o peito para fora e deixar o menino mamando enquanto você fica olhando para outras coisas.. Que vínculo é esse? Vínculo do bebê com a mãe se forma do olhar. Quantas mães param para olhar olho no olho do seu bebê enquanto dar de mamar ou em outros momentos? Isso é construção de vínculo! Também tem o tom da voz, o toque.. Sou a favor da rotina, para mim ela funciona melhor também.. Mas sou a favor de prestarmos atenção aos sinais, gestoes, sons.. Até uma fase cuidar de bebê que estão na fase sensório-motor é pura sensação, toque, cheiro, olhar, falar.. Enfim...
Acho que devemos usar em tudo o mesmo slogan a advertência: "com moderação!"

Na de excessos.. Parabéns pelo seu blog, pelas reportagens, depois quero conversar melhor sobre carreira e maternidade, vc tem algumpost específico sobre isso?

Abraços

Juliana disse...

Camila, quando li teu post sobre o mamaço pensei na hora que geraria muita polêmica. Até me inspirou um pouquinho a contar a minha experiência com a tal LD que foi muito boa por sinal. Não entendo por algumas mães se doem tanto quando encontram opiniões diferentes às suas. Isso só faz crescer e qualificar a informação. E eu não sou nada pudica, sou desinibida, escrachada muitas vezes e tenho uma ótima relação com o meu corpo mas nunca gostei de amamentar em público. E pode entender público qualquer homem que não fosse meu marido ou em aglomerações tipo praças restaurantes e shoppings. Para mim amamentar sempre foi algo muito íntimo. E na vida é assim, nos identificamos com algumas coisas, com outras não, copiamos alguns modelos, aprendemos o que não copiar em outros. Adorei teu post, foi muito claro para quem tem a mente aberta para a diversidade de opiniões. Um grande beijo no trio.

Pinguinho da Mamãe disse...

Camila, tudo bem?
Não li seu post sobre o mamaço, mas eu concordo com vc, vi as noticias pela rede social e a repercussão que gerou.
Me identifico com vc porque eu tb não me sentia suuuper a vontade de amamentar em público. Tb acho que é um momento mãe e filho, e as poucas vezes que amamentei em locai públicos, sempre tentava me resguardar ao máximo. Não adianta, tb tenho meus pudores e não consigo.
E vc disse tudo, não da para viver neste mundo cor de rosa da maternidade.
Acabei de fazer um post sobre isto e ja estou até vendo no que vai dar.
O julgamento por opiniões contrárias está sendo cansativo e exagerado.
Bjão
Ju

Fabiana Pereira disse...

Oi Camila :-)

No post que escrevi, deixo minha opinião bem clara sobre esse escândalo que estao fazendo com a amamentação.

Acho muito barulho por nada, as maes nao estao proibidas de amamentar seus filhos, só que ainda vivemos no que dizem ser uma democracia, e devemos sim, respeitar o direito do outro e nao querer impor a nossa vontade.

Nao entendo o motivo de impor de forma tao agressiva uma questão, acho provocação desnecessária.

O engraçado é que eu amamentei minhas filhas, elas sempre foram saudáveis, e sempre sempre, sempre tiveram horario para mamar. Desde que nasceram.

Dava de mamar em casa antes de sair e me organizava nas tarefas na rua. Jamais levei em consideração dar de mama andando por aí, de forma alguma, nessa hora éramos só nós, com calma e tranqüilidade.

Aprendi com a minha avó, entre outras coisas, a nao expor meus seios na rua no momento da amamentação, pq nós sabemos que alguns homens ficam olhando de forma bem inconveniente, e eu nao queria de forma alguma passar por isso. Uma fraldinha por cima nunca nos matou ou traumatizou.

E isso nao é ter problemas com o corpo e sim ter problemas com faltar com o respeito ao outro e ao espaço dele, é urbanidade.

O mais absurdo pra mim é hoje num momento em que as pessoas pregam tanto a individualidade, a liberdade, querem tanto ser autenticas e criar suas próprias regras, elas esquecerem que os outros também tem o direito de criar as suas regras.

Como é isso? Eu posso impor a minha vontade e o outro não? Eu quero ser diferente mas quero que todos aceitem e louvem?

Tudo muito complicado.

Como mulher jamais passaria na minha cabeça lutar ou protestar pelo direito de amamentar, pois esse ato, pra mim é inalienável e jamais permitiria a alguém tira-lo de mim.
Mas como também mulher e cidadã me obrigo a pensar nos outros e na repercussão dos meus atos e me manter no meu limite.

Fabiana Pereira disse...

Oi Camila :-)

No post que escrevi, deixo minha opinião bem clara sobre esse escândalo que estao fazendo com a amamentação.

Acho muito barulho por nada, as maes nao estao proibidas de amamentar seus filhos, só que ainda vivemos no que dizem ser uma democracia, e devemos sim, respeitar o direito do outro e nao querer impor a nossa vontade.

Nao entendo o motivo de impor de forma tao agressiva uma questão, acho provocação desnecessária.

O engraçado é que eu amamentei minhas filhas, elas sempre foram saudáveis, e sempre sempre, sempre tiveram horario para mamar. Desde que nasceram.

Dava de mamar em casa antes de sair e me organizava nas tarefas na rua. Jamais levei em consideração dar de mama andando por aí, de forma alguma, nessa hora éramos só nós, com calma e tranqüilidade.

Aprendi com a minha avó, entre outras coisas, a nao expor meus seios na rua no momento da amamentação, pq nós sabemos que alguns homens ficam olhando de forma bem inconveniente, e eu nao queria de forma alguma passar por isso. Uma fraldinha por cima nunca nos matou ou traumatizou.

E isso nao é ter problemas com o corpo e sim ter problemas com faltar com o respeito ao outro e ao espaço dele, é urbanidade.

O mais absurdo pra mim é hoje num momento em que as pessoas pregam tanto a individualidade, a liberdade, querem tanto ser autenticas e criar suas próprias regras, elas esquecerem que os outros também tem o direito de criar as suas regras.

Como é isso? Eu posso impor a minha vontade e o outro não? Eu quero ser diferente mas quero que todos aceitem e louvem?

Tudo muito complicado.

Como mulher jamais passaria na minha cabeça lutar ou protestar pelo direito de amamentar, pois esse ato, pra mim é inalienável e jamais permitiria a alguém tira-lo de mim.
Mas como também mulher e cidadã me obrigo a pensar nos outros e na repercussão dos meus atos e me manter no meu limite.

 
Licença Creative Commons
O trabalho Mamãe Tá Ocupada!!! foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em www.mamaetaocupada.com.br.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em www.mamaetaocupada.com.br. Paperblog :Os melhores artigos dos blogs