domingo, 11 de abril de 2010

Superproteção


A revista Veja dessa semana presenteou todos os pais e mães com um excelente artigo sobre a superproteção: “Excesso de proteção faz mal ao seu filho. Boa parte das crianças e adolescentes brasileiro vive como dentro de uma bolha, protegida dos aspectos mais triviais da realidade. É preciso dar-lhes autonomia, porque o maior risco é criar uma geração despreparada para a existência.” É essa a chamada do artigo, em letras grandes, que poderiam ser até maiores.
Independente da idade dos seus e dos meus filhos, a leitura é obrigatória, seja você uma mãe superprotetora ou light.
Eu, que tenho três pequenininhos, já fico super assustada em pensar na adolescência dos meus filhos: quando começarem a sair sozinhos para a balada, de carro, de carona no carro de um amigo que pode ter bebido, as drogas, relações sexuais, já são o suficiente para deixar de dormir à noite desde já. Mas não deve e não pode ser; eu tenho confiança na criação e educação que estou dando aos meus filhos desde que nasceram e é assim que devemos pensar e nos tranqüilizar.
O caminho e a educação que oferecemos a eles desde o nascimento são as bases para a adolescência e a vida adulta, já sabemos que é na infância que se instalam valores, que se forma a personalidade, estes dois aspectos, a meu ver, os mais importantes para a vida de todo e qualquer indivíduo, capazes de garantir proteção diante das “coisas perigosas” que eles enfrentarão. E é aí que devemos nos empenhar e caprichar...
Os males da superproteção na infância, adolescência e até na vida adulta trazem riscos à vida tão assustadores quanto os do ingresso na adolescência. Quem quer um filho medroso? Inseguro? Incapaz de tomar decisões simples? Dependente? Sem autonomia? É disso tudo que estamos falando...
Os exemplos da superproteção são infinitos e podem até ser engraçados de tão absurdos, o artigo está cheio deles, e todo mundo tem um ladinho superprotetor, mas não devemos pecar pelos excessos.
Eu, por exemplo, estou traumatizada com doenças, ter três filhos doentes em casa é um sufoco exaustivo! Ano passado, o “ciclo da doença” durou quase dois meses, entre febres, viroses, muita tosse, inalações incontáveis, Tylenol, Rinosoro, um que pega, o outro que melhora, daí já piora, passa para o outro, a mãe pega, o pai não está se sentindo bem, quando vai ver , aquele que estava bem, vai ter que entrar no antibiótico de novo... Só de lembrar, fico inteira arrepiada, mas nem por isso, não deixo que os meus filhos não saiam de casa porque está frio ou chovendo, ou os agasalho excessivamente a ponto de ficarem cheios de “brotoejinhas”. Procuro tomar o cuidado razoável e responsável diante do que a situação me exige.
Acho engraçado também aqueles pais que reestruturam toda a casa para proteger os filhos. Ninguém vai colocar as facas de corte na gaveta mais baixa e ao alcance dos filhos, ou deixar janelas e terraços baixos sem proteção, daí a gente vai lá e compra os protetores de quinas de mesa de silicone, sabe? Putz, aquilo é duro pra caramba, pode machucar tanto quanto a própria quina e tem uma cola que é uma droga, não gruda de jeito nenhum, qualquer bebezinho arranca aquilo com facilidade, a mãe volta a colar e ele arranca de novo, cola, arranca, cola, arranca. E, honestamente, adianta??? Não, simplesmente porque o mundo é cheio de quinas, de degraus, o chão vai ser sempre duro, com sujeirinhas e objetinhos “engasgantes”.
É por isso que estamos aqui para educar, orientar, ensinar, ensinar e ensinar “cansavelmente”, pensando no futuro que estamos garantindo para essa pessoinha ou “pessoona” que amamos tanto e que queremos que seja tão feliz. É só por isso: por amor e felicidade, mas também por independência e autonomia. Pensem nisso e leiam a matéria (ou na ordem inversa, tanto faz), é muito sério e a responsabilidade é muito nossa.

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2 comentários:

Anônimo disse...

excelente! ja estou preocupada com a claudinha que ja ja comeca a ir pra baladinha....
otimo post! beijos
Mi

Rach disse...

Valeu a dica!! Vou buscar essa reportagem para ler!!!

 
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